Correio de Carajás

Segurança, o caos

Carlos Mendes

Carlos Mendes

Coluna Carlos Mendes

Foto: Divulgação
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Segurança, o caos

O governador Simão Jatene ainda tem dois meses de mandato pela frente antes de passar a faixa, a cadeira e a caneta a Helder Barbalho. Nesses 60 dias que ainda lhe restam de cargo, que tal ao menos reduzir um pouco a criminalidade que domina o Estado? Seria pedir muito? Não. É o mínimo que deveria ter feito ao longo do mandato. A segurança pública é um fracasso retumbante. E o maior desafio de todos para Helder.

Força Nacional

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É preciso que Helder, aliás, repense sua proposta de atacar a criminalidade desenfreada que herdará do governo Jatene, chamando a Força Nacional. Essa alternativa em nada servirá para reduzir os índices de criminalidade, sobretudo as facções criminosas como Comando Vermelho, PCC e Família do Norte, que dominam as cadeias e as periferias das maiores cidades paraenses, comandando o tráfico de drogas. No Rio de Janeiro, onde atuou, a Força Nacional foi posta para correr dos morros pelos traficantes.

Aposta em inteligência

Quantos bilhões foram gastos com a segurança pública nesses oito anos de governo Jatene? E qual o resultado prático para a população? Resposta: aumento da violência, insegurança nas ruas, estradas, assaltos e ações ousadas de milícias. O investimento na inteligência policial, aumento dos quadros da PM, com pelo menos mais 10 mil novos policiais, seria um bom começo de ações concretas contra os criminosos? Em parte, sim. Mas falta o principal.

A questão social

Apenas reprimir a violência, sem atuar nas causas, será apagar incêndio com um conta-gotas. Há gente desempregada que aderiu ao crime, principalmente jovens. Por outro lado, quem já não estudava e nem trabalha, vivendo às custas dos pais ou de parentes, também tornou-se presa fácil dos traficantes. Então, criar condições para atender esses jovens e dar a eles oportunidade e esperança na vida, será uma forma contundente de evitar que se tornem reféns de criminosos profissionais.

Fracasso nas urnas

Petistas e aliados procuram as causas da derrota de Fernando Haddad nas urnas. Poucos, porém, se recusam a ver que o maior responsável por isto chama-se Luiz Inácio Lula da Silva. A insistência em manter a candidatura a presidente e levar o PT e seus satélites a acreditar nisso, mesmo sabendo que ele, por lei, não poderia concorrer devido à lei da Ficha Limpa, foi um erro brutal. Haddad prestou-se ao papel de ser o poste de Lula e deu no que deu. Só fanáticos acreditaram na possibilidade de o Brasil ser governado de dentro da cadeia.

O abacaxi da Previdência

A reforma da Previdência, que Temer tentou aprovar e não conseguiu, será o assunto mais polêmico dos próximos dias, quem sabe até o final do ano. Temer insiste em votá-la. “Se for modificar demais aquilo que já está pronto para ser votado, evidentemente não dá tempo. Mas se nós quisermos avançar, se o presidente eleito quiser avançar na proposta que está já pronta, eu acho que dará tempo, teremos praticamente dois meses pela frente”. Os opositores da reforma dizem que ela não passará. Será?

 

________________________BASTIDORES_____________________

* Para o advogado eleitoral Fábio Lima, existe uma lista de prioridades para o país e uma lista de pautas de interesse imediato do partido eleito. “O país precisa enfrentar essa reforma da Previdência”, diz ele

* Além disso, argumenta, o país precisa também pensar em segurança pública, numa reforma administrativa, para que ele tenha orçamento.

* Bolsonaro foi eleito com uma série de pautas morais e em outras áreas que ele também tem que dar vazão, caso contrário o seu eleitorado ficará facilmente insatisfeito.

* Afora isto, analistas políticos tentam desenhar como vão ser as negociações do novo presidente com o Congresso. De um lado, uma renovação significativa, tanto na Câmara quanto no Senado, e a conquista da segunda maior bancada da Câmara pelo PSL, partido que elegeu Bolsonaro.

* Sem falar que há um número significativo de candidatos a senador, a deputado e a governador que se expressaram, que se candidataram como sendo representantes locais do Bolsonaro. Esses também irão pressionar.

 

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