Bruno Guimarães não poderia ter errado aquele pênalti.
Carlo Ancelotti não tinha o direito de mandar outro jogador bater a não ser o artilheiro do seu time.
Vinícius Júnior tinha obrigação de desobedecer Ancelotti e pegar, ele, a bola para fazer a cobrança.
Leia mais:Endrick não tinha como errar aquele gol sozinho. Só havia ele, a bola e um goleiro quase deitado no chão.
Para mim, esses foram pontos cruciais do jogo. Tudo isso está na superfície e qualquer um que assistiu a Brasil 1×2 Noruega pôde ver e constatar.
Mas precisamos falar sobre o que está nas profundezas e que nem todos perceberam.
Vamos lá: por mais tímido que tenha sido o desempenho de Rayan, tirá-lo de campo para colocar Neymar, fez o Brasil perder sua intensidade e, principalmente, a proteção pelo lado direito, quando o jogo ainda estava empatado.
O veterano Danilo ficou sozinho, sem ninguém para ajudá-lo. E foi por ali que a Noruega construiu as duas jogadas que resultaram em gol.
É claro que o zagueiro Gabriel Magalhães poderia ter vencido o duelo pelo alto contra Haaland, mas – convenhamos – é muito difícil fazer isso quando uma bola é tão bem cruzada como foi aquela.
No fim das contas, como último ato, Neymar, maior artilheiro da história da Seleção Brasileira, fez o que sempre fez de melhor: um gol pelo Brasil, que não valeu de nada… só valeu pra ele.

Observação: As opiniões contidas nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do CORREIO DE CARAJÁS.
