📅 Publicado em 06/07/2026 07h56✏️ Atualizado em 06/07/2026 07h59
O sonho da sexta estrela ficou pelo caminho, mas a paixão do torcedor brasileiro permaneceu até o apito final. Neste domingo (5), centenas de pessoas se reuniram no Bar Raiz, no núcleo Cidade Nova, para acompanhar a partida entre Brasil e Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O encontro marcou também o encerramento da campanha “A Copa é Nossa”, promovida pelo Grupo Correio em parceria com o estabelecimento, que ao longo do Mundial transformou o espaço em um dos principais pontos de encontro da torcida na cidade.
Antes mesmo da bola rolar, a programação já movimentava o público, com a tradicional live do esquenta que reuniu a equipe esportiva do Grupo Correio, com a mesa do SBT Sports comandada por Angélika Freitas e Chagas Filho. A transmissão contou ainda com a participação do diretor do Jornal Correio de Carajás, Patrick Roberto, do influenciador Chaves Boleiro e da interação constante com os torcedores, além de sorteios de brindes e ações promocionais realizadas ao longo da tarde, embalados pelo pagode do grupo marabaense “Projeto Vem Sambar”.

Vestidos de verde e amarelo, famílias, grupos de amigos e apaixonados por futebol lotaram o espaço acreditando que a Seleção Brasileira daria mais um passo rumo ao tão sonhado sexto título mundial. A festa tomou conta do ambiente durante todo o pré-jogo, repetindo o cenário visto nas partidas anteriores da campanha.
Leia mais:O adeus ao sonho do hexa
Dentro das quatro linhas, entretanto, a história foi diferente. O Brasil acabou derrotado por 2 a 1 pela Noruega e deu adeus à Copa do Mundo ainda nas oitavas de final. A equipe comandada por Carlo Ancelotti teve oportunidades para construir o resultado.
Ainda na primeira etapa, Bruno Guimarães desperdiçou uma cobrança de pênalti defendida pelo goleiro Nyland, que terminou como um dos destaques da partida. No segundo tempo, Endrick também teve uma chance clara pouco depois de entrar em campo, mas finalizou para fora.
A resistência brasileira durou até os minutos finais, quando Erling Haaland apareceu para decidir. O atacante marcou duas vezes em um intervalo de dez minutos e garantiu a classificação histórica da seleção norueguesa. Neymar ainda diminuiu o placar em cobrança de pênalti nos acréscimos, mas já não havia tempo para uma reação.
Com a eliminação, o Brasil amplia o período sem conquistar uma Copa do Mundo e caso não levante a taça em 2030, completará 28 anos desde o pentacampeonato conquistado em 2002, igualando o maior intervalo sem títulos da história da Seleção.
Campanha “A Copa é Nossa!”
Mesmo com o desfecho amargo dentro de campo, o sentimento entre organizadores e parceiros era de dever cumprido. Durante toda a Copa, a campanha “A Copa é Nossa” levou ao público transmissões especiais, conteúdo ao vivo, entrevistas, análises esportivas e ações promocionais, aproximando ainda mais os torcedores do clima do Mundial.
Para a diretora de Jornalismo do Grupo Correio, Angélika Freitas, o resultado não diminui o sucesso do projeto, que ajudou a movimentar a cidade e fortaleceu a relação entre o veículo, os parceiros e a comunidade.
“Foi uma campanha linda, nós somos brasileiros e ser brasileiro é acreditar até o fim. A gente fica muito feliz com esse projeto, a parceria fez a diferença, gerou conteúdo, movimentou a cidade, coloriu Marabá e trouxe alegria para as pessoas. Hoje não foi como gostaríamos, mas essa Copa vai ficar marcada na nossa história”.
O gerente do Bar Raiz e Win Club, Jhonattan Rechzinski, também destacou o saldo positivo da iniciativa. Segundo ele, independentemente do resultado em campo, a campanha conseguiu transformar cada dia de jogo em uma experiência diferente para quem escolheu acompanhar a Copa no local.

“Foi incrível ver a cultura da Copa tomar conta do Bar Raiz. Tinha crianças, famílias e torcedores vivendo esse momento juntos e tenho certeza de que o Grupo Correio e o Bar Raiz fizeram história nesta Copa. A gente se propôs a ser o ponto de encontro da torcida e conseguiu”, resume.
O otimismo da torcida permaneceu vivo praticamente durante toda a partida. Ainda no intervalo, quando o placar seguia zerado apesar do pênalti desperdiçado, muitos acreditavam que a classificação viria na segunda etapa. Era o caso do torcedor Castanheira Santos, que não escondia a confiança durante entrevista concedida à reportagem. “Brasileiro pensa positivo. Perdemos um pênalti, mas tenho certeza que o segundo tempo vai ser 2 a 0 para o Brasil”. Mal sabia ele…
A campanha também reuniu pessoas de diferentes nacionalidades. Acompanhado de amigos e colegas de trabalho, o engenheiro chinês David Zhu, que mora há cerca de dois anos em Canaã dos Carajás em razão do trabalho desenvolvido na mineração, contou que acompanha a Seleção Brasileira há bastante tempo e até apostou na classificação da equipe. Em entrevista em inglês, ele avaliou que o Brasil fez um bom primeiro tempo, mas perdeu intensidade após o intervalo, tornando-se mais defensivo quando precisava atacar. Apesar da eliminação, garantiu que continuará acompanhando o restante da Copa do Mundo.

Na análise do comentarista esportivo Chagas Filho, o resultado refletiu as oportunidades desperdiçadas ao longo da partida. “O futebol tem uma lei: quem não faz, leva. O Brasil perdeu um pênalti, desperdiçou uma chance clara com Endrick e acabou castigado pelo ‘cometa’ Haaland. Agora começa um novo ciclo pensando em 2030”.
Embora o sonho do hexa tenha sido novamente adiado, a campanha “A Copa é Nossa” encerra sua trajetória deixando um legado de integração entre esporte, entretenimento e jornalismo local. Durante semanas, o Bar Raiz se consolidou como ponto de encontro dos torcedores marabaenses, recebendo transmissões especiais, convidados, sorteios e momentos de confraternização que mantiveram vivo o espírito da Copa do Mundo muito além do resultado dentro de campo.
O apito final encerrou a participação da Seleção Brasileira na Copa, mas também marcou o fim de uma iniciativa que levou informação, diversão e o clima de arquibancada para centenas de pessoas ao longo da competição.
