Correio de Carajás

Voto e desconfiança

Carlos Mendes

Carlos Mendes

Coluna Carlos Mendes

Foto: reprodução
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Voto e desconfiança

Velhos políticos, assim como novos, deveriam encarar como imenso desafio as próximas eleições, daqui a pouco mais de 3 meses. E nem devem se espantar com o nível de desconfiança dos eleitores. Um estudo do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) indica que o nível de confiança nos partidos políticos caiu para um dos menores índices da história. Não é fácil encarar isso e pedir votos: oito em cada dez brasileiros, ou 77,8%, afirmam não ter “nenhuma confiança” nessas instituições. Pedir voto nunca foi tão difícil.

Corrupção e espaço

Leia mais:

Em oito anos, os que em 2006 não confiavam nos partidos subiu de 36,7% para 46,4%, em 2014. Os principais motivos dessa desconfiança são a existência de corrupção nos partidos políticos e a falta de capacidade de representar os interesses dos eleitores. O pouco espaço para participação dos cidadãos e a falta de um programa político claro também foram citados como problemas. O levantamento desses dados preocupantes foi realizado no final de março passado com 2.500 entrevistas em 26 estados, com exceção do Amapá. Os partidos, do jeito que estão, precisam de reformas internas. Urgente. É reformar ou morrer.

Efeito lava jato

A operação Lava Jato, que botou na cadeia cabeças coroadas da política nacional, sem dúvida ajuda a refletir e ampliar o descrédito dos eleitores nos partidos. Segundo o pesquisador Sérgio Simoni Júnior, da Unicamp, as investigações e condenações recentes ajudaram a criar um clima que pede renovação. “Tem um lado bom, que é procurar melhorar a política, mas o risco é cair em algo antipartidário e antipolítico”, afirma. Para ele, o mau momento econômico reforça o sentimento de desconfiança sobre a efetividade do sistema político.

O namoro dos vices

Perguntaram certa vez a um assessor político de Belém porque ele não se candidatava a um cargo eletivo. Resposta: “não quero ser rei, prefiro ser amigo do rei”. No caso do candidato a vice-governador, a briga é surda nos bastidores da política paraense. No MDB, há quem diga que o vice de Helder já foi escolhido: é o atual deputado federal Lúcio Vale. Ninguém confirma ou desmente. No PSDB, o secretário de governo Adnan Demachki, cotado para ser o vice de Márcio Miranda, desistiu de concorrer. Dizem que anda magoado com o governador Simão Jatene. Foi preterido por Miranda.

 

_____________________BASTIDORES______________________

 

* A campanha de Helder Barbalho ao governo do Estado será feita pela Produtora 3D, de Belém, pertencente aos sócios Antonio Eli, Nelson e Zé Paulo. O martelo foi batido no mês passado.

* O detalhe: a 3D, nos últimos 20 anos, fez todas as campanhas eleitorais ao governo, prefeitura de Belém e algumas prefeituras do interior de candidatos ligados ao PSDB. Foram duas eleições de Almir Gabriel e três eleições de Simão Jatene.

* A Agência Griffo, do marqueteiro Orly Bezerra, cuidava da criação das campanhas tucanas, enquanto a 3D produzia os conteúdo, gravações e edições.

* Os tucanos se dizem surpreendidos com a decisão da 3D, que teria fechado com Helder sem ouvir a proposta do velho cliente. À boca pequena, o que se comenta é que a proposta de Helder foi irrecusável.

* Por sua vez, a campanha ao governo de Márcio Miranda será feita pela L3, uma produtora cujos sócios já fizeram parte da 3D. Decidiram seguir carreira solo e já tem pela frente o desafio de uma campanha majoritária.

* Façam as contas. Um candidato a governador que tiver 1,8 milhão de votos estará praticamente eleito. A conta bate se não for levado em consideração o número de votos brancos, nulos e a abstenção. Ou seja, apenas o número de votos válidos.

* Para as duas vagas de senador, o cálculo é o mesmo. Se elegem os dois mais votados. Quem tiver por volta de 1,6 milhão estará com a faixa no peito. Até com 1,5 milhão vai dar para eleger o segundo colocado.

* Em se tratando de deputado federal, independente da força partidária, o candidato que tiver entre 90 e 100 mil votos estará em Brasília, integrando os 17 parlamentares da bancada paraense. Para deputado estadual, com 40 mil votos, seja de qual partido for, o candidato também estará eleito.

 

Prejuízos em Ulianópolis

Prejuízos em Ulianópolis

Proprietários de imóveis localizados no município de Ulianópolis não conseguem entender a estranha decisão do Tribunal de Justiça do Pará.…
Tortura em presídio

Tortura em presídio

É possível controlar presos ligados ao crime organizado que implantam o terror dentro de penitenciárias? A resposta é: sim. Com…
Queimadas e negócios

Queimadas e negócios

As operações militares em várias regiões da Amazônia – como as que ocorrem em São Félix do Xingu, Altamira e…
Nero amazônico

Nero amazônico

Nero amazônico Há um tipo de incendiário na Amazônia que, como um Nero das antigas, adora ver o circo florestal…
Preço de terras

Preço de terras

Preço de terras (1) Uma fonte de recursos importante para as prefeituras, nesta época de vacas magras nas finanças, não…
Reeleição à esquerda

Reeleição à esquerda

Reeleição à esquerda (1) O reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Emannuel Tourinho, conseguiu emplacar na superintendência da Empresa…