Correio de Carajás

Sobrinha de turista que caiu da ponte diz que é caso de suicídio

Cadáver do aposentado foi encontrado perto do local onde ele caiu ou se jogou, não se sabe/ Foto: Divulgação
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“Aquela cena gravada na minha mente”. A frase foi dita, aos prantos, por Nailda dos Santos, de 50 anos, sobrinha de José Ribeiro de Cristo, de 64, que caiu da ponte do Rio Itacaiúnas na tarde da última sexta-feira (22). Agora, com a cabeça mais fria, ela contou episódios que antecederam a tragédia que levam a crer que não foi acidente, mas que ele se matou. O cadáver de José foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros no dia seguinte.

Nailda relatou para o Grupo CORREIO que no dia do ocorrido, ele já iria voltar para o Estado do Paraná (cidade de Rio Branco do Sul) e que não tinha nada para fazer na Velha Marabá. Mas ele pediu para fazer compras lá, de modo que pegaram um UBER na Cidade Nova e logo na ida ele insistiu para descer na ponte, mas ela não permitiu.

Os últimos momentos foram registrados pelo celular dele, entregue à sobrinha/ Foto: Divulgação

“Lá na Velha Marabá, quando nós estávamos sentados em frente ao Banco do Brasil, ele pegou o celular e me ensinou a senha, botou dinheiro na capa do celular e disse que se acontecesse alguma coisa, eu deveria resolver”, relata, ao acrescentar que José Cristo começou seu planejamento ali.

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Na volta para a Cidade Nova, ele insistiu novamente para parar na ponte, com a alegação de que queria tirar umas fotos e mandar para seus familiares. De fato, ele tirou as tais fotos e enviou de lá mesmo. Logo em seguida, ele programou o celular para filmar, entregou para Nailda e disse para ela fazer um vídeo. Daí em diante tudo foi filmado e acabou indo parar nas redes sociais. “Ele planejou o salto dele. Eu percebi pelo gesto”, comenta.

Perguntada sobre o que de fato aconteceu no momento da filmagem em que ele pede para ela soltar suas mãos (pois só se tem áudio, já que o celular caiu no chão), Nailda lembra que segurou seu tio com as duas mãos, mas estava sem força. Foi então que ela atendeu aos pedidos dele e o soltou.

Aos prantos, Nailda lembra que começou a clamar por socorro e algumas pessoas foram socorrê-la e começaram a ligar para os Bombeiros, pedindo ajuda. Ela conta que ainda pensou em se jogar no rio para salvar o tio. Mas já era tarde.

Nailda dos Santos: “Aquela cena gravada na minha mente”/ Foto: Nonato Oliveira/TV Correio (SBT)

O corpo dele chegou ás 11n30 da manhã de ontem (25), na cidade de Rio Branco do Sul, que fica a 42 km de Curitiba, para o sepultamento. O cadáver foi levado por um agente funerário que o removeu do Instituto Médico Legal (IML) por meio de procuração da família.

Bombeiros acham o corpo

O cadáver do aposentado foi encontrado e resgatado do Rio Itacaiúnas, mais de 24 horas depois da queda dele da ponte que dá acesso ao complexo Cidade Nova. E o corpo estava relativamente próximo do local da queda, ainda no mesmo rio, bem em frente ao residencial de casas populares do Bairro Francisco Coelho.

Populares, inclusive, teriam ajudado os militares do Corpo de Bombeiros, que vinham promovendo varredura nas duas margens do rio. Assim que o corpo foi avistado no meio da tarde de sábado, os militares o colocaram dentro do barco e requisitaram o apoio da Polícia e do CPC Renato Chaves, sob curiosidade de dezenas de olhares de moradores do trecho.

“Houve uma informação dos populares próximo da obra que está sendo feita na orla e esta informação levou a equipe a encontrar o corpo. Ele tinha afundado, depois boiou novamente e os bombeiros, então, conseguiram resgatá-lo da água”, disse ao Correio, no final da tarde, o major BM Galúcio, sub-comandante dos bombeiros em Marabá.

O portal Correio conseguiu apurar junto a fonte do IML que a causa da morte do idoso foi realmente afogamento. Sua situação física, com idade avançada, peso, assim como a pouca atividade física são fatores que podem ter favorecido esse afogamento.

José Cristo tinha vindo a Marabá comprar uma casa, mas sua família teria desistido do negócio, então ele já estava com passagem marcada para voltar ao Paraná, quando tudo aconteceu.

Circularam boatos na cidade onde ele morava, dando conta que o aposentado estaria respondendo a processos judiciais, mas a reportagem do CORREIO não conseguiu apurar a veracidade dessa informação. (Chagas Filho e Zeus Bandeira/ Colaborou: Weliton Moreira, TV CORREIO/SBT)

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