Quando vi os primeiros jogos do Águia de Marabá este ano, confesso que fiquei preocupado com a atuação do seu “camisa 10”. Tanto na estreia contra o Santa Rosa, em casa, quanto no jogo contra a Tuna, em Augusto Corrêa, não consegui enxergar dentro de campo o dono do belo currículo que foi anunciado em sua contratação. Confesso que, naquele momento, como torcedor, me desanimei.
Acontece que, assim como em outras áreas da vida, no futebol há pessoas que precisam de um pouco mais de tempo para se adaptar, para se encaixar ao ambiente. Mas o talento estava ali e começou a aparecer aos poucos, até que, de repente, dentro de um sistema de jogo talhado para dividir protagonismos, você olha para Felipe Pará e passa a ver nele o melhor jogador do time. Muitas vezes o arco e a flecha.
Sua boa leitura de jogo e a compreensão do sistema aplicado pelo seu treinador, além de sua qualidade, fizeram dele, até aqui, o artilheiro do Águia na temporada, responsável por 7 gols (22,6% do total da equipe).
Leia mais:Não sabemos até quando vai a boa fase, não sabemos qual será seu legado pelo Águia, mas seu talento e sua relevância são inquestionáveis.
Por isso, minhas sinceras desculpas!

Observação: As opiniões contidas nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do CORREIO DE CARAJÁS.
