Correio de Carajás

PC investiga morte de dois irmãos adeptos ao judaísmo

Os irmãos Joás e Joabe foram executados com vários tiros. Mistério!/ Foto: Divulgação
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Nesta quarta-feira (18), a reportagem do Jornal CORREIO foi até a casa dos irmãos Joás Caldas Roldão, de 19 anos, e Joabe Roldão Caldas, de 17, assassinados brutalmente na noite de segunda-feira (16). A humilde residência, que foi palco de sangue, fica perto da beiro do Rio Tocantins, no final do Bairro Nossa Senhora Aparecida, a “Coca-Cola”, na Nova Marabá. Até agora, a família dos mortos não consegue compreender o que aconteceu. Enquanto isso, a polícia tenta montar esse quebra-cabeças, mas, ao que parece, faltam muitas peças ainda.

As vítimas moravam em uma pequena casa, com área ampla, como uma chácara, bem pertinho do “Pedral Coca”. No local, chegaram três homens em um veículo de cor escura e chamaram os dois irmãos. Quando eles saíram na área foram executados. Marcas de bala ficaram por todos os lugares.

Casa das vítimas, palco do crime, é simples, mas tinha câmera de segurança/ Foto: Josseli Carvalho

Como o pai das vítimas, Lázaro Dias Caldas, trabalha com instalação de câmeras de segurança, a casa deles tinha um desses equipamentos, que foi destruído a tiros pelos bandidos. Mas é possível que a execução tenha sido filmada, embora a polícia não confirme.

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Seu Lázaro, que estava trabalhando em Belém, quando tudo aconteceu, comentou com a reportagem que seus filhos não eram envolvidos em criminalidade e que toda a família dele é adepta do judaísmo. Por isso, ele não consegue compreender por que essa tragédia atingiu sua família.

Ele diz que se agarra à fé para suportar essa dor. “O eterno me deu, o eterno tomou, bendito é o criador do céu e da terra”, declarou aos prantos, acrescentando que se sente mal por não estar em casa no dia do crime, para socorrer seus filhos. Ele disse ainda que seus filhos eram serenos e não sabiam nem se defender desse tipo de maldade.

Outra que estava bastante abalada com o crime era Maria das Graças Santos, madrasta dos dois rapazes. Ela também não estava em Marabá quando tudo ocorreu (tinha ido a Itinga, no Maranhão). Maria sustenta que Joás e Joabe eram boas pessoas, que faziam os afazeres domésticos enquanto ela e Lázaro saíam para trabalhador.

Embora o Departamento de Homicídios não repasse informações sobre investigações que ainda estão em curso, a polícia informou que as vítimas não tinham passagem pela polícia. (C. F. e J. C.)

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