Correio de Carajás

Simpror faz cadastramento rural para fomentar produção agrícola

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A Prefeitura de Parauapebas, por meio da Secretaria Municipal de Produção Rural (Sempror), está em processo de cadastramento das áreas rurais e de agricultores de Parauapebas com o objetivo de fazer um Raio-X da aptidão agrícola de cada localidade e de cada agricultor. Com base nesses dados, serão realizados cursos e investimentos para fomentar a produção agrícola do município, que ainda importa de outros estados boa parte do seu consumo de hortifrutigranjeiro.

O levantamento começou a ser feito em abril deste ano. Até o dia 31 de maio, foram cadastrados 1.374 produtores rurais. Para fazer o cadastro, o agricultor precisa ter propriedade de um alqueire, fazer parte da agricultura familiar e estar dentro de uma das oito áreas que fazem parte das regionais da Simpror.

Dentre elas estão a  regional 1 (Cedere I, PA Carajás e PA Santo Antônio), regional 2 (Palmares Sul e Barra do Cedro), regional 3 (Palmares II), regional 4 (Colonização Paulo Fonteles e Vila Sansão), regional 5 (Carlos Fonseca, Tapete Verde, Rio Branco, Araçatuba e Valentim Serra), regional 6 (APA do Igarapé Gelado e Ilha Gelado), regional 7 (Cinturão Verde), que incluem a hortas urbanas e hortas escolares) e regional 8 (área do Contestado).

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De acordo com o secretário municipal de Produção Rural, Eurival Martins Carvalho, o Totô, no recadastramento já feito foi possível observar que 74% dos produtores moram na propriedade e 72% desenvolvem alguma atividade com fins comerciais. Ou seja, vendem boa parte da sua produção agrícola para o sustento da família.

Os dados também mostram que as atividades mais desenvolvidas no município são culturas anuais (20,01%), bovinocultura leiteira (19,80%), fruticultura (17,54%), bovinocultura de corte (12,59%), olericultura (10,92%), avicultura (10,48%) e piscicultura (8,73%).  Ainda segundo o levantamento, as maiores áreas de interesse dos cadastrados são bovinocultura leiteira, bovinocultura de corte, ovino-caprinocultura, apicultura, suinocultura, piscicultura, olericultura, fruticultura, culturas anuais, atividades turísticas, processamento de produtos de origem animal e processamento de produtos de origem vegetal.

O secretário diz que ao assumir a secretaria, em janeiro deste ano, no início da nova gestão, encontrou agricultores muito desmotivados porque o governo anterior teria deixado o campo à míngua. Diante dessa realidade, foi dado início ao processo de recuperação da atividade rural, para que seja um dos pilares da economia do município e é uma das alternativas mais rápidas de renda para muita gente, principalmente diante do grande desemprego no município, que foi duramente atingido pela crise econômica, por depender basicamente da mineração.

“Nós temos terras férteis e que podem ser cultivadas o ano todo. Por isso, estamos fazendo esse trabalho, visando fortalecer o homem do campo e também aqueles que decidirem investir na área agrícola”, destaca o secretário, observando que devido ao desemprego aumentou de forma substancial o número de pessoas que está investindo no cultivo de hortaliças na área urbana.

Ou seja, quem tem terreno, está dedicando parte dele para a construção de horta, que é uma cultura rápida e ajuda no orçamento doméstico. “É uma saída para quem está desempregado”, ressalta Totô.

Qualificação

Depois da conclusão do levantamento que está sendo feito, o próximo passo vai ser investimentos em políticas voltadas ao homem do campo, que incluem cursos de formação e qualificação dos agricultores e da equipe técnica que atua nos projetos rurais.  A meta é preparar os produtores para concorrer no mercado local e também de fora.

“Hoje o produtor preciso agregar conhecimento técnico, de beneficiamento e conhecer o mercado de atacado, para poder produzir e disputar o mercado com outros produtores”, frisa o secretário.

Ele observa que a produção local ainda é voltada para a comercialização em feiras. E Esse tipo de produção não atender ao mercado de atacado, que são os supermercados, que exigem maior qualidade dos produtos.

E pensando nessa fatia do mercado, pontua Eurival Martins, que serão feitos cursos de capacitação para os produtores, para que eles se qualifiquem e invistam em qualidade. A meta é que a médio e longo prazo, a produção local atenda parte da demanda local, que ainda é suprida em mais de 90% com produtos de fora.

O secretário exemplifica que no caso da banana, por exemplo, somente 3% do que é consumido no município são produzidos no município. A única cultura permanente de Parauapebas, diz o secretário, é de hortaliças.

Já na área de laticínio a situação é um pouco melhor. O município conta com três indústrias de derivados do leite, que agregam valor ao produto, mas ainda investem parte da sua produção na fabricação de queijos. “Vamos trabalhar, para que outros derivados sejam produzidos aqui”, ressalta.

Uma dos objetivos é fortalecer o sistema de cooperativa para a agroindústria. “O pequeno só se torna forte no sistema de cooperação e para se investir em agroindústria, para fazer a verticalização, é preciso essa união”, frisa Totô.

Ainda este ano serão ofertados cursos de gestão de negócios; empreendedorismo; associativismo, cooperativismo e liderança; vendas; boas práticas agrícolas e meio ambiente; olericultura; cultivo protegido; horticultura básica; fruticultura básica; bovinocultura leiteira; inseminação artificial; piscicultura; apicultura; avicultura caipira de corte e postura; e ovinocultura.  (Tina Santos)

 

A Prefeitura de Parauapebas, por meio da Secretaria Municipal de Produção Rural (Sempror), está em processo de cadastramento das áreas rurais e de agricultores de Parauapebas com o objetivo de fazer um Raio-X da aptidão agrícola de cada localidade e de cada agricultor. Com base nesses dados, serão realizados cursos e investimentos para fomentar a produção agrícola do município, que ainda importa de outros estados boa parte do seu consumo de hortifrutigranjeiro.

O levantamento começou a ser feito em abril deste ano. Até o dia 31 de maio, foram cadastrados 1.374 produtores rurais. Para fazer o cadastro, o agricultor precisa ter propriedade de um alqueire, fazer parte da agricultura familiar e estar dentro de uma das oito áreas que fazem parte das regionais da Simpror.

Dentre elas estão a  regional 1 (Cedere I, PA Carajás e PA Santo Antônio), regional 2 (Palmares Sul e Barra do Cedro), regional 3 (Palmares II), regional 4 (Colonização Paulo Fonteles e Vila Sansão), regional 5 (Carlos Fonseca, Tapete Verde, Rio Branco, Araçatuba e Valentim Serra), regional 6 (APA do Igarapé Gelado e Ilha Gelado), regional 7 (Cinturão Verde), que incluem a hortas urbanas e hortas escolares) e regional 8 (área do Contestado).

De acordo com o secretário municipal de Produção Rural, Eurival Martins Carvalho, o Totô, no recadastramento já feito foi possível observar que 74% dos produtores moram na propriedade e 72% desenvolvem alguma atividade com fins comerciais. Ou seja, vendem boa parte da sua produção agrícola para o sustento da família.

Os dados também mostram que as atividades mais desenvolvidas no município são culturas anuais (20,01%), bovinocultura leiteira (19,80%), fruticultura (17,54%), bovinocultura de corte (12,59%), olericultura (10,92%), avicultura (10,48%) e piscicultura (8,73%).  Ainda segundo o levantamento, as maiores áreas de interesse dos cadastrados são bovinocultura leiteira, bovinocultura de corte, ovino-caprinocultura, apicultura, suinocultura, piscicultura, olericultura, fruticultura, culturas anuais, atividades turísticas, processamento de produtos de origem animal e processamento de produtos de origem vegetal.

O secretário diz que ao assumir a secretaria, em janeiro deste ano, no início da nova gestão, encontrou agricultores muito desmotivados porque o governo anterior teria deixado o campo à míngua. Diante dessa realidade, foi dado início ao processo de recuperação da atividade rural, para que seja um dos pilares da economia do município e é uma das alternativas mais rápidas de renda para muita gente, principalmente diante do grande desemprego no município, que foi duramente atingido pela crise econômica, por depender basicamente da mineração.

“Nós temos terras férteis e que podem ser cultivadas o ano todo. Por isso, estamos fazendo esse trabalho, visando fortalecer o homem do campo e também aqueles que decidirem investir na área agrícola”, destaca o secretário, observando que devido ao desemprego aumentou de forma substancial o número de pessoas que está investindo no cultivo de hortaliças na área urbana.

Ou seja, quem tem terreno, está dedicando parte dele para a construção de horta, que é uma cultura rápida e ajuda no orçamento doméstico. “É uma saída para quem está desempregado”, ressalta Totô.

Qualificação

Depois da conclusão do levantamento que está sendo feito, o próximo passo vai ser investimentos em políticas voltadas ao homem do campo, que incluem cursos de formação e qualificação dos agricultores e da equipe técnica que atua nos projetos rurais.  A meta é preparar os produtores para concorrer no mercado local e também de fora.

“Hoje o produtor preciso agregar conhecimento técnico, de beneficiamento e conhecer o mercado de atacado, para poder produzir e disputar o mercado com outros produtores”, frisa o secretário.

Ele observa que a produção local ainda é voltada para a comercialização em feiras. E Esse tipo de produção não atender ao mercado de atacado, que são os supermercados, que exigem maior qualidade dos produtos.

E pensando nessa fatia do mercado, pontua Eurival Martins, que serão feitos cursos de capacitação para os produtores, para que eles se qualifiquem e invistam em qualidade. A meta é que a médio e longo prazo, a produção local atenda parte da demanda local, que ainda é suprida em mais de 90% com produtos de fora.

O secretário exemplifica que no caso da banana, por exemplo, somente 3% do que é consumido no município são produzidos no município. A única cultura permanente de Parauapebas, diz o secretário, é de hortaliças.

Já na área de laticínio a situação é um pouco melhor. O município conta com três indústrias de derivados do leite, que agregam valor ao produto, mas ainda investem parte da sua produção na fabricação de queijos. “Vamos trabalhar, para que outros derivados sejam produzidos aqui”, ressalta.

Uma dos objetivos é fortalecer o sistema de cooperativa para a agroindústria. “O pequeno só se torna forte no sistema de cooperação e para se investir em agroindústria, para fazer a verticalização, é preciso essa união”, frisa Totô.

Ainda este ano serão ofertados cursos de gestão de negócios; empreendedorismo; associativismo, cooperativismo e liderança; vendas; boas práticas agrícolas e meio ambiente; olericultura; cultivo protegido; horticultura básica; fruticultura básica; bovinocultura leiteira; inseminação artificial; piscicultura; apicultura; avicultura caipira de corte e postura; e ovinocultura.  (Tina Santos)

 

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