Correio de Carajás

Marabá tem vasta programação no mês do aleitamento materno

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Em abril deste ano foi instituído, por meio de lei federal, que agosto é o Mês do Aleitamento Materno. Em decorrência disso, o Banco de Leite Humano de Marabá, com funcionamento no Hospital Materno Infantil, realiza vasta programação ao longo de todo o mês. De acordo com a nutricionista Lígia Viana do Carmo, coordenadora do serviço na cidade, na próxima segunda-feira (7), será realizada a abertura oficial das atividades.

No dia seguinte, terça-feira, as Unidades Básicas de Saúde Enfermeira Zezinha e Hiroshi Matsuda, além dos postos de Saúde das Vilas Sororó e Santa Fé, recebem as primeiras palestras. Na quarta (9), também começam a acontecer as blitze educativas. A primeira ocorre no Núcleo Cidade Nova, no semáforo próximo à Câmara Municipal de Marabá.

“Neste período temos que trabalhar várias formas de essas informações chegarem à população e às pacientes que recebemos no HMI. São realizadas palestras, fazemos vários eventos, divulgamos nas mídias locais e espaços públicos, reuniões com a comunidade, decoração de espaços públicos, entre outras ações”, afirma, acrescentando que durante a blitz de trânsito serão adesivados veículos.

Leia mais:

No final do mês, dia 27, será realizada a 1ª Caminhada e Corrida do Banco de Leite Humano/HMI. A inscrição acontece no HMI mediante a entrega de quatro potes de vidro para armazenamento do leite. “Normalmente os vidros são fornecidos por pessoas, mas acabamos extraviando, quebrando e nosso estoque fica muito reduzido, então a inscrição da corrida vai ser quatro vidros de café solúvel que a tampa é de plástico e para ser esterilizado precisa ser assim”, explica.

Para encerrar as atividades, no início de setembro, dia 2, será realizado o 2º Chá Beneficente do Banco de Leite Humano/HMI, a partir das 17 horas, no Salão Nobre do Círculo Militar de Marabá. “Estaremos homenageando todas as doadoras através da entrega de certificados, a fim de que possamos agradecê-las pela contribuição que elas nos têm dado”.

Em Marabá, nos primeiros seis meses do ano foram realizados 1.147 atendimentos em grupo, 11.474 individuais e 781 visitas domiciliares, além de recebidas 237 doações e auxiliado 871 receptores. Foram coletados 108 litros e distribuídos 87. Apenas no último mês, foram 143 atendimentos em grupo, 1.429 individuais, 175 visitas domiciliares, 51 doadoras cadastradas, 263 receptores, 22 litros de leite arrecadado e 12,1 distribuídos.

“Fomos ligados a uma rede de banco de leite que está se transformando mundial e no Brasil ela está sempre sendo monitorada pela Fio Cruz e pelo Ministério da Saúde. Todo mês, toda nossa produção é informada na rede para que sejam contabilizados os nossos dados e todo ano é feito o credenciamento de todos os bancos do Brasil. Há três anos consecutivos conseguimos atingir produção máxima e manter o controle de qualidade de acordo com o que a rede pede”, comemora a nutricionista.

Está sendo comemorada, ainda, a 25ª semana mundial do aleitamento materno com o tema “trabalhar juntos a amamentação para o bem comum”. Em Marabá, a questão está sendo trabalhada de forma a tentar desenvolver mais o trabalho de assistência para as mães, para os bebês e buscando parcerias junto à comunidade com outras instituições.

A nutricionista explica que nos casos de bebês internados na UTI Neonatal muitas vezes as mães têm alta e retornam para casa ou elas não têm apresentam quantidade suficiente de leite materno. Neste contexto, o leite doado é utilizado para atender aos bebês da UTI e os internados no bloco comum.

“Normalmente após o parto, principalmente se for cesárea, a mãe não tem imediatamente a produção de leite. Ela leva de dois a três dias para que essa produção passe a ser suficiente para amamentar o bebê e neste período o bebê é alimentado pelas doações”, diz, acrescentando que a medida é mais saudável para as crianças.

“O leite materno fornece todos os nutrientes necessários no primeiro momento, a digestão dele é muito mais fácil e rápida, totalmente diferente da apresentada do leite animal. O bebê pode passar até a desenvolver alergia em relação a estes leites”. As mães que se encontram internadas são convidadas a serem doadoras, mas o banco também pode ser procurado pelas interessadas em doar. “Ela faz um cadastro, uma ficha que precisa preencher ou pode ser feita na casa dela, basta entrar em contato e fornecer todos os dados. Não pode ter recebido transfusão sanguínea no último ano. Aí ela vai fazer todos os exames necessários, recebe um quite com os vidros para fazer a coleta do leite e orientação e entra na rota”, diz.

Conforme a coordenadora do serviço, duas vezes na semana um carro vai na casa da doadora e recolhe o leite congelado, conforme as devidas orientações. “O leite passa em rigoroso controle de qualidade no laboratório de microbiologia, vai ser pasteurizado e somente depois de todas as análises nos testes e nos exames na mãe será liberado para consumo. Aí já segue para alimentação dos bebês internados no hospital”. (Luciana Marschall e Nathália Viegas)

 

 

Em abril deste ano foi instituído, por meio de lei federal, que agosto é o Mês do Aleitamento Materno. Em decorrência disso, o Banco de Leite Humano de Marabá, com funcionamento no Hospital Materno Infantil, realiza vasta programação ao longo de todo o mês. De acordo com a nutricionista Lígia Viana do Carmo, coordenadora do serviço na cidade, na próxima segunda-feira (7), será realizada a abertura oficial das atividades.

No dia seguinte, terça-feira, as Unidades Básicas de Saúde Enfermeira Zezinha e Hiroshi Matsuda, além dos postos de Saúde das Vilas Sororó e Santa Fé, recebem as primeiras palestras. Na quarta (9), também começam a acontecer as blitze educativas. A primeira ocorre no Núcleo Cidade Nova, no semáforo próximo à Câmara Municipal de Marabá.

“Neste período temos que trabalhar várias formas de essas informações chegarem à população e às pacientes que recebemos no HMI. São realizadas palestras, fazemos vários eventos, divulgamos nas mídias locais e espaços públicos, reuniões com a comunidade, decoração de espaços públicos, entre outras ações”, afirma, acrescentando que durante a blitz de trânsito serão adesivados veículos.

No final do mês, dia 27, será realizada a 1ª Caminhada e Corrida do Banco de Leite Humano/HMI. A inscrição acontece no HMI mediante a entrega de quatro potes de vidro para armazenamento do leite. “Normalmente os vidros são fornecidos por pessoas, mas acabamos extraviando, quebrando e nosso estoque fica muito reduzido, então a inscrição da corrida vai ser quatro vidros de café solúvel que a tampa é de plástico e para ser esterilizado precisa ser assim”, explica.

Para encerrar as atividades, no início de setembro, dia 2, será realizado o 2º Chá Beneficente do Banco de Leite Humano/HMI, a partir das 17 horas, no Salão Nobre do Círculo Militar de Marabá. “Estaremos homenageando todas as doadoras através da entrega de certificados, a fim de que possamos agradecê-las pela contribuição que elas nos têm dado”.

Em Marabá, nos primeiros seis meses do ano foram realizados 1.147 atendimentos em grupo, 11.474 individuais e 781 visitas domiciliares, além de recebidas 237 doações e auxiliado 871 receptores. Foram coletados 108 litros e distribuídos 87. Apenas no último mês, foram 143 atendimentos em grupo, 1.429 individuais, 175 visitas domiciliares, 51 doadoras cadastradas, 263 receptores, 22 litros de leite arrecadado e 12,1 distribuídos.

“Fomos ligados a uma rede de banco de leite que está se transformando mundial e no Brasil ela está sempre sendo monitorada pela Fio Cruz e pelo Ministério da Saúde. Todo mês, toda nossa produção é informada na rede para que sejam contabilizados os nossos dados e todo ano é feito o credenciamento de todos os bancos do Brasil. Há três anos consecutivos conseguimos atingir produção máxima e manter o controle de qualidade de acordo com o que a rede pede”, comemora a nutricionista.

Está sendo comemorada, ainda, a 25ª semana mundial do aleitamento materno com o tema “trabalhar juntos a amamentação para o bem comum”. Em Marabá, a questão está sendo trabalhada de forma a tentar desenvolver mais o trabalho de assistência para as mães, para os bebês e buscando parcerias junto à comunidade com outras instituições.

A nutricionista explica que nos casos de bebês internados na UTI Neonatal muitas vezes as mães têm alta e retornam para casa ou elas não têm apresentam quantidade suficiente de leite materno. Neste contexto, o leite doado é utilizado para atender aos bebês da UTI e os internados no bloco comum.

“Normalmente após o parto, principalmente se for cesárea, a mãe não tem imediatamente a produção de leite. Ela leva de dois a três dias para que essa produção passe a ser suficiente para amamentar o bebê e neste período o bebê é alimentado pelas doações”, diz, acrescentando que a medida é mais saudável para as crianças.

“O leite materno fornece todos os nutrientes necessários no primeiro momento, a digestão dele é muito mais fácil e rápida, totalmente diferente da apresentada do leite animal. O bebê pode passar até a desenvolver alergia em relação a estes leites”. As mães que se encontram internadas são convidadas a serem doadoras, mas o banco também pode ser procurado pelas interessadas em doar. “Ela faz um cadastro, uma ficha que precisa preencher ou pode ser feita na casa dela, basta entrar em contato e fornecer todos os dados. Não pode ter recebido transfusão sanguínea no último ano. Aí ela vai fazer todos os exames necessários, recebe um quite com os vidros para fazer a coleta do leite e orientação e entra na rota”, diz.

Conforme a coordenadora do serviço, duas vezes na semana um carro vai na casa da doadora e recolhe o leite congelado, conforme as devidas orientações. “O leite passa em rigoroso controle de qualidade no laboratório de microbiologia, vai ser pasteurizado e somente depois de todas as análises nos testes e nos exames na mãe será liberado para consumo. Aí já segue para alimentação dos bebês internados no hospital”. (Luciana Marschall e Nathália Viegas)

 

 

Comentários

Mais

Uepa prorroga inscrições para especialização em Parauapebas

Uepa prorroga inscrições para especialização em Parauapebas

Foram prorrogadas até o dia 23 de abril as inscrições ao Processo Seletivo para o Curso de Especialização em Teorias…
Parauapebas terá 1º Seminário de Educação Escolar Indígena

Parauapebas terá 1º Seminário de Educação Escolar Indígena

Com o objetivo de valorizar ainda mais a educação indígena, além de levantar debates e reflexões acerca da temática, a…
Butantan recebe insumos para 5 milhões de doses da CoronaVac

Butantan recebe insumos para 5 milhões de doses da CoronaVac

O Instituto Butantan recebeu, na manhã desta segunda-feira (19), mais 3 mil litros do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), matéria-prima para…
Pará registra 451.192 casos de Covid-19 e 11.900 mortes

Pará registra 451.192 casos de Covid-19 e 11.900 mortes

O Pará registrou, neste domingo (18), um total de 451.192 casos de Covid-19 e 11.900 mortes. De acordo com o…
Indígenas usam tecnologias para manter língua e cultura vivas

Indígenas usam tecnologias para manter língua e cultura vivas

O xokleng é uma língua falada apenas por uma comunidade indígena no Vale do Alto Itajaí, na região central de…
Divisa interdita empresa que envasava oxigênio de forma irregular em Marabá

Divisa interdita empresa que envasava oxigênio de forma irregular em Marabá

A Divisa (Divisão de Vigilância Sanitária) de Marabá recebeu denúncia anônima de suposto envasamento inapropriado de gás oxigênio para fins…