Correio de Carajás

Rio Tocantins faz sobe e desce em uma semana

Régua pluviométrica do Rio Tocantins em Marabá registrou subida exagerada na última semana
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O nível do Rio Tocantins começa a preocupar a Defesa Civil Municipal de Marabá, desde a semana passada, quando as chuvas amazônicas retornaram de forma mais intensa na região. A régua pluviométrica instalada na área da Seção Fluvial do Exército, entre os bairros Santa Rosa e Santa Rita, na Velha Marabá, indicava no final da tarde desta quarta-feira 7,60 metros, contra 7,35 pela manhã.

Foram cerca de dois metros de subida em apenas uma semana, segundo militares que trabalham na Seção Fluvial. Essa disparada está preocupando os moradores de áreas baixas da cidade e, claro, a Defesa Civil Municipal, que garante já estar preparada com um Plano de Contingência envolvendo vários órgãos parceiros.

A Secretaria de Comunicação da Prefeitura informou à Reportagem do CORREIO no final da tarde desta quarta, que o referido Plano de Contingência envolve Exército, Bombeiros e caminhões alugados para dar celeridade a mudanças das famílias que venha a ser desalojadas.

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Nas semanas anteriores, a Defesa Civil realizou cadastramento das famílias que vivem em áreas alagáveis em vários bairros da cidade e já tem mapeado os locais para onde elas serão levadas caso o rio ultrapasse a cota de alerta, que é de 10 metros acima do nível normal.

Nos cálculos do Plano de Contingência da Defesa Civil, quando o rio chegar à cota de 10 metros, haverá cerca de 300 famílias desabrigadas e desalojadas. Caso continue subindo e os 12 metros forem alcançados, haverá 4.000 famílias nas mesmas condições.

Pelo menos quatro locais já estão definidos como abrigos para as famílias. Um deles é a Praça Paulo Marabá, na entrada da Marabá Pioneira, arquitetada para acolher desabrigados em caso de cheia. Inclusive, lá já tem até mesmo poço artesiano. Outros lugares tradicionais, como o Ginásio da Obra Kolping do Brasil, no Belo Horizonte; o campo do Xaxuricão, na Folha 33; e ainda um quarto no Bairro Bom Planalto, estão garantidos pela Prefeitura.

A tendência é que o rio baixe esta semana, caso as chuvas não recrudesçam.

Parauapebas

A Secretaria Municipal de Segurança Institucional e Defesa do Cidadão (Semsi), do governo de Darci Lermen, ficou de realizar um processo licitatório para registrar preços de mil cestas básicas e 20 mil pacotes de água mineral (cada pacote com seis unidades de 1,5 litro) a fim de se precaver do inverno rigoroso que promete muita água nos meses de fevereiro, março e abril. Os itens são para distribuição a famílias que eventualmente venham a ser prejudicadas pelos temporais, que devem se intensificar nos próximos dias.

Segundo consta do edital do registro de preços, a Prefeitura de Parauapebas está disposta a gastar até R$ 287 mil com itens alimentícios, de higiene pessoal e água. A Defesa Civil defende a medida assistencial como ação preventiva de socorro às famílias mais necessitadas, com o propósito de evitar ou minimizar o impacto dos desastres, de maneira a preservar a moral da população e restabelecer a normalidade do convívio social.

“A aquisição é necessária para atender a possíveis demandas das populações que vivem em áreas de risco, demandas estas que, porventura, vierem a ocorrer no período chuvoso. O objetivo é suprir as necessidades das famílias em menor tempo possível, devido às perdas em suas residências”, justifica a Semsi em mensagem de justificativa que acompanha o edital de licitação a que o Blog teve acesso.

A preocupação tem razão de ser. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 17 dias já choveu em Parauapebas o esperado para todo o mês de fevereiro, que é o segundo período do ano mais chuvoso, com média de precipitação de 267 milímetros, atrás somente de março, quando caem 287 milímetros. Fevereiro tem geralmente 19 dias chuvosos, enquanto janeiro e março têm, cada um, 21 dias. A previsão do tempo aponta para chuva forte no município nas próximas 48 horas.

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