Banda larga
A Starlink encerrou setembro à frente da TIM no número de acessos de banda larga fixa no Brasil. A empresa de Elon Musk registrou 994.020 conexões, 55.649 a mais que a TIM, que somou 938.371, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Um dos exemplos desse avanço e domínio da empresa norte-americana é Breves, município de 117 mil habitantes, no arquipélago do Marajó, no Pará.
Banda larga II
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Em setembro, a Starlink tinha 6.629 acessos na cidade paraense, acima dos 6.415 registrados na capital paulista, que tem 11,91 milhões de moradores. Considerado o número de conexões por habitante, Breves tinha uma proporção 105 vezes maior que São Paulo. A TIM participa, ao lado da Claro, da Vivo e de outras 12 empresas, da manutenção do cabo de fibra óptica que chegou a Breves pelo leito do rio em 2024. Ainda assim, nos dados da Anatel consultados em julho, a operadora não registrava acessos próprios de banda larga fixa no município.
Banda larga III
Em agosto, a Starlink já havia chegado a 936.807 conexões no país, cerca de 6,9 mil a mais que a TIM. O resultado colocou a empresa na nona posição entre as provedoras de banda larga fixa. Naquele mês, ela também foi a que mais ampliou sua base entre as grandes operadoras: ganhou 65,8 mil acessos, ante 64,3 mil da Vivo, 34,3 mil da Claro e 11,3 mil da TIM. Os dados de setembro ampliaram a diferença entre as duas empresas para 55,6 mil conexões. Quando entrou nos registros da Anatel, em fevereiro de 2022, a Starlink declarou ter 11 clientes. Naquele período, a TIM tinha cerca de 691 mil acessos.
Lugares isolados
Um levantamento do Bastidores com dados de agosto da Anatel aponta que 73% dos clientes da Starlink moravam em municípios onde a TIM não registrava nenhum acesso de banda larga fixa. A operadora tinha conexões em 456 dos 5.571 municípios com acesso declarado à agência e concentrava 59% de sua base em dez cidades, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia. A Starlink, por sua vez, aparecia em 5.515 municípios. As dez cidades com maior número de clientes reuniam apenas 6% de sua base.
Sefa
Dança das cadeiras na reta final do atual Governo do Pará: Elieth Braga assume a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) em substituição a René de Oliveira e Sousa Jr.
Ações do Ibama
O Ibama destruiu ou inutilizou 974 veículos e máquinas pesadas em 2026 até agora — a maioria em operações contra o garimpo ilegal na Amazônia. A prática, autorizada por decreto federal, mais que triplicou desde 2020 e é alvo de um projeto de lei que tenta restringi-la. A lista deste ano inclui 242 motos, 81 caminhões, 50 carros e picapes, 94 embarcações e 21 aeronaves. Escavadeiras e outras máquinas pesadas respondem por quase metade do total. Em 2025, foram 1.053 itens; em 2020, 329.
Ações do Ibama II
Ao menos 74% dos bens destruídos em 2026 estavam ligados ao garimpo, e seis em cada dez estavam em terras indígenas, principalmente na TI Sararé (MT). O Decreto 6.514/2008 permite a destruição no local quando o transporte e a guarda dos bens são inviáveis ou quando eles expõem o meio ambiente e os fiscais a riscos. Segundo o Ibama, a medida descapitaliza quem financia o crime.
No Congresso
Em maio, a Câmara aprovou projeto que impede a destruição quando ela for vista como antecipação de pena. O texto aguarda votação no Senado.
Licenciamento
O prazo para regularizar o licenciamento anual de veículos no Pará está chegando ao fim. Neste mês, os proprietários de veículos com placas de finais 40 a 60 devem pagar até sexta-feira (6). Já quem tem placas terminadas em 70 a 90 tem até o dia 13 de novembro. Com o encerramento desses prazos, o calendário de licenciamento de 2026 será concluído no estado, segundo o Departamento de Trânsito do Pará (Detran).
Licenciamento II
O licenciamento anual é obrigatório e permite a emissão do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV), documento que comprova a regularidade do veículo e autoriza a circulação nas vias públicas. Quem for flagrado circulando sem o licenciamento em dia comete infração gravíssima. A penalidade prevê multa de R$ 293,47, sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e possibilidade de remoção do veículo.