Correio de Carajás

Queda de energia assusta pacientes no HMM

Imagem: Arquivo
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Instabilidade na energia dentro do prédio do Hospital Municipal de Marabá fez do fim de tarde e noite de sexta-feira (10) tensos dentro da unidade de saúde, com acompanhantes e pacientes apreensivos, além do desconforto do calor. Alguns familiares até se exaltaram e gritaram nos corredores temendo por impacto do problema no atendimento de casos mais graves. De outro lado, a Prefeitura de Marabá minimiza o ocorrido, garantindo que em nenhum momento os setores e serviços essenciais à manutenção da vida de pacientes foram prejudicados.

A fonte do Portal, que pediu que o seu nome não fosse divulgado, mas que falou a repórter por telefone, diz que teve caso de paciente que não pode ser operado na noite de sexta-feira. “Desde às 16 horas o hospital estava com queda de energia a cada 5 minutos. E sem as centrais de ar, o calor ficou insuportável aqui dentro. Ficou assim até umas 22 horas”, disse a acompanhante de paciente, destacando que também nesta manhã de sábado (11) foram outras duas quedas de energia.

MUNICÍPIO

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Ainda na noite de sexta-feira o Jornal CORREIO havia acionado a Ascom da Prefeitura para ter informações sobre o problema e a solução. O setor confirmou que havia a instabilidade, causada pela perda de um dos dois transformadores da rede de energia, mas que o problema não estava afetando os serviços básicos, nem os vitais a sobrevivência de pacientes.

“A troca dos transformadores acontecerá ainda neste sábado, dia 11, mas o hospital está operando com seus geradores, equipamento que, aliás, também será trocado por um de maior capacidade e que vai suportar toda a carga do hospital. Ele já foi licitado, nos deixando independentes da rede da rua. Portanto, houve realmente variação de energia, ela queimou o transformador e o gerador entrou em funcionamento imediatamente, atendendo às unidades de suporte de vida, UCE, PS e atendimento de ambulatório, sem ar-condicionado”, disse Alessandro Viana, titular da Assessoria da Prefeitura.

SOBRE MORTES

Quanto a rumores que surgiram dentro do hospital na noite passada, entre os acompanhantes, quanto a mortes de pacientes possivelmente ocasionadas pelas limitações da instabilidade de energia, o Correio de Carajás questionou o HMM e pediu que a unidade listasse os casos de óbito e as motivações. Antes de tudo, a direção reforçou que isso não ocorreu. O problema elétrico não redundou em mortes.

Segundo Edinaldo Pereira Araújo, diretor clínico do HMM, foram três óbitos no dia 10 de janeiro, apenas um deles ocorrido depois do problema de instabilidade de energia e que não teve relação.

O primeiro caso foi de um paciente que já estava internado na Clínica Médica do hospital, já tinha doença crônica, a artrite idiopática juvenil, cardiopatia e que tinha apenas 30% da função ventricular. Além disso, havia abandonado o tratamento correto. Não resistiu a uma parada respiratória.

O segundo paciente era pessoa com necessidades especiais, de 27 anos, com úlceras e sinais de maus-tratos, desidratado, com foco infeccioso, segundo o médico. “Ele foi entubado, entrou em parada cardiorrespiratória e, infelizmente, não conseguimos ressuscitá-lo”, destaca Edinaldo, lamentando.

O terceiro caso é de um paciente de 39 anos, envolvido num acidente de carro com moto e que chegou ao hospital politraumatizado, com fraturas expostas, fraturas de bacia e fêmur. “Ele foi atendido pelo plantonista, pelo ortopedista, tentaram reanimá-lo e soma-se a isso o fato de não ter sido atendido por equipe especializada. Ele chegou muito grave”, destaca o diretor clínico, lembrando que o homem foi socorrido e levado direto ao HMM e não por ambulância.

Ainda sobre a resposta oficial da Prefeitura, a instabilidade de energia se deu entre 16h30 e 21 horas de sexta-feira e os transformadores foram trocados pela Equatorial Energia (antiga Celpa), nesta manhã, trabalho finalizado por volta das 11 horas da manhã. (Da Redação)

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