Correio de Carajás

Prefeitura revê protocolos, mas vacinação dos sessentões ainda tem problemas pontuais

Na escola Anísio Teixeira, idosos aguardavam do lado de fora para vacinar/ Fotos: Evangelista Rocha
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O primeiro dia de vacinação de pessoas a partir de 60 anos em Marabá, foi marcado por filas e muita aglomeração em vários locais onde a imunização acontece. Em razão disso, a Prefeitura Municipal de Marabá anunciou que a partir desta quarta (31) o número de atendentes aptos a aplicar as doses iria triplicar e que os profissionais que trabalham na triagem, fazendo o cadastro, iriam passar de 3 para 8.

A equipe do CORREIO esteve em dois pontos de vacinação na manhã de hoje (31) e foi conferir de perto essas mudanças.

Na escola Jonathas Pontes Athias, na Nova Marabá, a situação estava bem diferente do que foi vista ontem, onde centenas de pessoas aguardavam todas juntas, sem nenhum distanciamento, a hora de se vacinar. No setor de cadastramento, vimos 6 pessoas trabalhando e, na sala de vacinação, 3 profissionais faziam a triagem, uma pessoa realizava o encaminhamento e uma enfermeira aplicava a vacina.

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De acordo com o que ouvimos dos idosos que aguardavam sua vez do lado de fora, estavam sendo chamados para entrar na escola, grupos de 100 pessoas por vez, para evitar a aglomeração e, segundo relatos, eles recebiam a senha e eram orientados a “ir pra casa e tomar um café” e retornar em seguida.

Dona Francisca Santos, de 68 anos, era uma das idosas que aguardavam do lado de fora. Com a senha número 253, ela afirma que chegou ao local por volta das 6 horas da manhã e, a fila, estava dobrando o quarteirão. “Esse tanto de gente é normal, todo mundo quer vacinar. Então, precisamos ter paciência e esperar a nossa vez”, disse ela, lamentando que agora a faixa etária de vacinação aumentou.

Aos 68 anos, dona Francisca chegou às 6h da manhã para pegar uma senha

Aguardando sua vez do lado de dentro da escola, Lúcia Rodrigues, 65 anos, lamenta o número restrito de vacinação por dia, sendo apenas 500 senhas distribuídas, afirmando que muitas pessoas dormiram na porta da escola para conseguir uma senha.

“Cheguei aqui por volta de 5 horas da manhã e tinha mais de 100 pessoas na minha frente. Isso é um absurdo. Muita gente volta pra casa porque não consegue pegar uma senha. Eu saí de madrugada, sozinha, arriscando minha vida. Essa etapa da vacinação está muito desorganizada.

Na avaliação de Lúcia, faltam mais pessoas no setor de vacinação, para agilizar o processo e as pessoas não ficarem tanto tempo esperando. “Vai ficar muita gente sem vacinar”.

Lúcia Rodrigues pede a Prefeitura que mais vacinas sejam liberadas diariamente

Outra escola visitada pela equipe do CORREIO foi a Anísio Teixeira, no núcleo Cidade Nova. Por lá, muita gente aguardava do lado de fora ser chamado para fazer o cadastro e receber a imunização.

O pedreiro Antônio Pereira Lima estava muito satisfeito e agradecido pela vacina. “Hoje vou tomar a primeira dose, isso vai fazer nossa vida voltar ao normal, fazer com que a gente possa abraçar um ao outro”.

Dona Cleide é grata pela vacinação e comemora o momento

Mesmo com o tempo de espera e o calor que fazia nesta manhã, os idosos aguardavam ansiosos para serem imunizados, como Cleide Mota. A aposentada exaltou o momento, afirmando que a vacina veio em um contexto muito importante, já que vai precisar fazer um tratamento fora do domicílio. “Outro motivo da minha felicidade é que agora vou encontrar meus netos. Estou há muito tempo afastada deles. Isso foi um presente”.  (Ana Mangas)

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