📅 Publicado em 18/05/2026 09h07✏️ Atualizado em 18/05/2026 09h07
A noite de domingo (17) foi marcada por pânico e correria na Orla de Marabá, um dos principais cartões-postais da cidade, no bairro Pioneiro. Por volta das 22h, em um momento de grande movimentação de frequentadores, um jovem identificado como Murilo Robert da Silva Guedes foi morto a tiros após tentar atacar um policial militar que estava de folga. Durante a troca de tiros, três pessoas que estavam nas proximidades foram atingidas por balas perdidas.
Imagens de uma câmera de segurança instalada na orla ajudaram a esclarecer a dinâmica inicial do caso. O vídeo mostra o policial militar caminhando tranquilamente pela rua, de mãos dadas com a esposa, quando um homem de camisa cinza — posteriormente identificado como Murilo — surge correndo de uma lateral, indo diretamente para cima do casal.
Percebendo a ameaça, o policial, que estava armado, teve tempo de sacar sua pistola e efetuar disparos contra o agressor. Murilo foi atingido e caiu na calçada, com a arma que portava caindo ao seu lado.
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O capitão PM Costalat, comandante da 1ª Companhia, comentou a ação do militar. “Ele estava passeando com a esposa dele, conforme o vídeo mostra. Aparentemente, o elemento já estava esperando por ele e atentou contra a sua vida. Graças a Deus, o policial agiu de maneira técnica e conseguiu se defender, mas infelizmente o elemento evoluiu a óbito”, declarou o oficial, ressaltando que caberá à Polícia Civil investigar as motivações.
Socorro e vítimas
O tenente PM Gilson, oficial de dia que atendeu a ocorrência, relatou que foi acionado via rádio sobre um tiroteio na orla. Ao chegar ao local, encontrou Murilo caído, ainda com vida, e a arma ao seu lado. “Acionei o SAMU rapidamente. Poucos minutos depois, a equipe médica chegou, mas já constatou o óbito no local”, explicou.
Enquanto o tenente isolava a área, o policial envolvido no confronto entrou em contato com a corporação para informar que havia sido vítima de uma tentativa de homicídio e que havia revidado. Ele se apresentou espontaneamente na Seccional Urbana de Polícia Civil para os procedimentos legais.

A intensa movimentação na orla no momento dos disparos resultou em três pessoas feridas por balas perdidas. Segundo a Polícia Militar, as vítimas foram duas mulheres e um homem. Todas foram socorridas e, de acordo com as autoridades, não correm risco de morte.
Testemunhas relataram o susto e consideraram um “livramento” o fato de a tragédia não ter sido ainda maior.
Identidade falsa
Durante os procedimentos de identificação, a polícia descobriu que Murilo Guedes portava um documento falso em nome de Marcos Antônio M. Passos.
Segundo o tenente Gilson, a família de Murilo informou que ele não possuía passagens anteriores pela polícia, mas admitiu que o jovem havia começado a se envolver com más companhias. “A família tinha consciência. Ele lutou muito para sair dessa vida, mas insistia em permanecer”, relatou o oficial.

Outro detalhe que chamou a atenção das autoridades foi a origem da arma utilizada por Murilo no ataque. Ao consultar o sistema Infoseg, a polícia constatou que o armamento estava registrado no nome de um Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
O tenente Gilson entrou em contato com o proprietário legal, que informou que a arma havia sido roubada de dentro de seu carro no ano de 2024, fato que havia sido devidamente registrado em boletim de ocorrência na época.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá apurar a motivação do ataque e as circunstâncias exatas do confronto.
