Homem aparece no primeiro vídeo sendo coagido por criminosos/ Foto: reprodução

Circulam pelas redes sociais dois vídeosassustadores (um de 23 e outro de 25 segundos) que revelam o lado mais bárbaroda guerra entre as fações Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital(PCC). O segundo vídeo exibe um corpo sem cabeça, sendo quase partido ao meio edurante a narrativa uma das pessoas filmadas afirma que a barbárie estáacontecendo em Parauapebas. A vítima foi identificada como Wendel FabrícioCorreia, conhecido como “De Belém”, de 19 anos.

No primeiro vídeo, um homem jovem, branco, como orosto ensanguentado, aparece sentado no mato e seguro pelo pescoço. Ele émanietado por ao menos três algozes, que o perguntam se ele é do CV. Diante dapressão, homem confirma que faz parte do Comando Vermelho.

Em seguida um dos algozes exibe um revólver,provavelmente de calibre 38, e também mostra uma faca. Em seguida diz que isso(as armas) é para os membros do CV. Nesse momento o vídeo acaba e na filmagemseguinte já aparece uma pessoa sem cabeça e com o tórax rasgado ao meio, dandoa entender que se trata da mesma pessoa, mas não é possível ter certeza porqueo rosto não aparece.

Nessa segunda filmagem, enquanto os criminosos queestão filmando exibem o ser humano retalhado, eles afirmam que é “isso” que vaiacontecer com os membros do Comando Vermelho.

Depois que as filmagens tomaram conta de grupos deWhatsApp, a mãe da vítima, Fátima Correia, reconheceu o filho. Ela mora hácinco anos em Parauapebas no loteamento Soldado Daniel, entre os Bairros CidadeJardim e dos Minérios. Fátima conta que seu filho saiu de casa no últimodomingo (3), por volta das 20h, dizendo que iria à casa de amigos, mas foi aúltima vez que ela o viu com vida.

Fátima conta que ao ver os vídeos reconheceu o filhoe entrou em desespero. “Eu só quero encontrar o corpo de meu filho e pelo menoster a oportunidade de fazer um velório e enterro dignos”, declarou,acrescentando que o rapaz não participava de nenhuma facção criminosa e novídeo foi forçado a falar que participava. “As autoridades precisam reforçar asegurança em Parauapebas, quero justiça. Não temos que ter medo, temos que terfé em Deus”, pediu.

A reportagem do Jornal CORREIO, em Parauapebas,conversou com o delegado Gabriel Henrique, diretor da 20ª Seccional Urbana dePolícia Civil. Ele confirmou ter instaurado uma investigação preliminar, antesmesmo da confirmação de que o caso havia ocorrido mesmo em Parauapebas.

O delegado solicita à população que ajude a polícia com informações tanto por meio do Disque Denúncia 181 ou comparecendo pessoalmente à delegacia.

SAIBA MAIS

Há dois anos ele teve passagem pela polícia pelo consumo de drogas, foi solto, passou um tempo em Macapá com seu pai, onde tem companheira e filha e desde dezembro de 2018 estava em Parauapebas.

(Chagas Filho)