Advogado Júlio Paixão e pastor Pedro exibem cópia da sentença que inocenta o religioso/ Foto: Divulgação
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Passados dois anos e meio desde que foi acusado injustamente de estupro, o pastor evangélico Pedro Oliveira de Souza Júnior finalmente conseguiu provar sua inocência. Durante todo esse tempo, para não ser preso, ele teve de ficar distante da família e das demais pessoas que ele ama. Agora, saiu o veredicto: inocente.

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Quem trouxe a notícia da absolvição do pastor foi o advogado dele, Júlio Paixão da Silva Júnior. Ele esteve na Redação do CORREIO para falar sobre o caso. Segundo o advogado, durante o processo foram juntadas provas da inocência do religioso, que junto com a confissão de calúnia feita pela própria mulher que o acusou, acabaram por inocentar Pedro Oliveira.

O caso se passou em janeiro de 2017, quando ele foi acusado de ter estuprado uma mulher que era membro da congregação do pastor Pedro, em Novo Repartimento. Na época o pastor prestou depoimento e continuou levando sua vida normalmente, até que no dia 27 daquele mês, quando ele veio a Marabá acompanhar a esposa em um tratamento de saúde, recebeu informação de que havia um cerco policial na casa de sua mãe, na tentativa de prendê-lo, pois já havia um mando expedido pelo Poder Judiciário.

Desesperado, o pastor se evadiu de Marabá e depois entrou em contato com o

Advogado Júlio Paixão para lhe representar no processo criminal. Foram mais de dois anos, até que a sentença finalmente foi proferida no dia 31 do mês passado, inocentando pastor Pedro.

Perguntado por que seu cliente não se entregou para as autoridades na época de sua prisão, o advogado explicou que Pedro temia por sua integridade física caso fosse preso, pois poderia ser hostilizado na prisão, mesmo sendo inocente.

VÍDEO

Uma das provas usadas durante o processo para tentar provar a inocência do pastor foi um vídeo enviado pela suposta vítima para o acusado, no qual a mulher aparece se masturbando e convidando o religioso para ir à casa dela. O advogado argumenta que o vídeo corroborou com a versão apresentada pelo pastor de que a mulher nutria uma paixão não correspondida por ele e, ao ser rechaçada, ela resolveu se vingar da maneira mais torpe.

A acusadora, inclusive, alegou que o pastor havia estuprado outra mulher, que também era de sua congregação, mas a segunda suposta vítima negou tudo em juízo, fortalecendo ainda mais a tese de negativa de autoria apresentada pela defesa.

Questionado se o pastor Pedro Oliveira pretende mover um processo judicial contra a mulher que lhe caluniou, Júlio Paixão disse que a única coisa que seu cliente quer é tentar reconstruir a sua vida e tentar recuperar esses anos afastado das pessoas que ama e que o amam, mas ele sabe que dele terá de viver com essa mancha, porque as pessoas sempre vão comentar sobre o caso, ainda que ele tenha sido inocentado.

“Esse fato teve grandes sequelas para o mesmo e para toda a sua família, pois ele foi tido como um monstro”, relata Júlio Paixão, acrescentando que a Imprensa noticiou o fato na época com a foto dele. “Tudo isso não passou de uma calúnia, pois ficou demonstrado nos autos que o acusado não cometeu nenhum estupro, contra qualquer pessoa”, relata.

SAIBA MAIS

Também pesou a favor do pastor o fato de que a pessoa que o acusou simplesmente deixou de comparecer às audiências, sendo inclusive necessário juiz determinar condução coercitiva para que ela comparecesse em juízo.

(Chagas Filho)

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