Correio de Carajás

Os desafios de Wando

Desde o dia 1º de dezembro do ano passado, até este domingo (6), foram 65 dias entre montagem de comissão técnica e de elenco; concentração, treinos táticos, físicos e coletivos; e os três jogos oficiais. Um fracasso. O Águia “pós Galvão” não engrenou sob a batuta de Samuel Cândido. Ele sai pela porta dos fundos, e Wando da Costa entra pela porta da frente e com apoio maciço da torcida aguiana. Os desafios que ele tem a partir de agora são grandes.

 

Com campo, mas sem tempo

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Wando tem a seu favor o fato de que o Águia fará quatro jogos seguidos em casa. Acontece, porém, que as partidas devem ocorrer num período de 14 dias (caso o calendário do Parazão seja mantido). Isso deixa o treinador com pouco tempo para fazer coletivos. Diante disso, Wando já começou a focar nas questões táticas e deve também mexer no emocional dos jogadores. Declarou inclusive que a principal mudança que o time precisa é a de postura.

 

Pressão!

O fato de jogar quatro partidas em casa é um ponto positivo? Obviamente que é, mas é uma faca de dois gumes, pois esse fato, mais posição do time, na lanterna do certame, praticamente obrigam o Águia a fazer uma boa pontuação. A torcida espera, no mínimo 10 pontos, até porque a última roda será contra o Remo na capital.

 

Elenco em formação

A chegada de novos jogadores (entre eles o lateral Levy, que já estreou conforme antecipado por este colunista) e a dispensa de atletas (inclusive por baixa qualificação técnica) mostram primeiro que o trabalho feito anteriormente não foi bom e é mais uma dor de cabeça para Wando, que terá muitos jogos em um curto espaço de tempo, de modo que o entrosamento vai se dando no decorrer das partidas mesmo.

 

“Raio, estrela e luar”

Os desafios são grandes e o tempo é curto, mas, ao que parece, a motivação de Wando é grande também. Ele é filho de Marabá, já jogou pelo Águia e se identifica como torcedor do clube. Esses fatores motivacionais certamente pesarão a favor nesse trabalho. Mas o treinador sabe que o foco está todo em cima dele. Mais do que nunca, Wando precisará ser “raio, estrela e luar”.

 

Sobre Samuel Cândido

É uma pena que o trabalho não tenha dado certo. Samuel deixa o Águia sem que a torcida e a crônica esportiva tenham uma resposta sobre seu percentual de culpa nesse início decepcionante de campanha. Será o elenco tão fraco tecnicamente como muitos acham ou o time foi mesmo mal treinado? Certamente um pouco de cada coisa. Mas vamos ver daqui pra frente.

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