Correio de Carajás

Mulheres pedem fim da violência

A onda de violência contra as mulheres em Marabá tem causado espanto. Os relacionamentos abusivos – ou mesmo outros tipos de situação – têm resultado na morte de mulheres tanto nesta cidade quanto em municípios vizinhos. Diante disso, entidades que militam pelos direitos da mulher estão organizando uma grande caminhada na próxima quinta-feira (5), pela manhã, na Marabá Pioneira, com o tema “Basta de violência contra a mulher”.

Para divulgar o ato e outras medidas que serão tomadas para tentar diminuir os casos de violência contra a mulher, estiveram na redação do Jornal Correio, representantes do Fórum Permanente de Mulheres e do Conselho dos Direitos da Mulher de Marabá (Condim). Uma das pessoas que também está à frente do ato é Maria de Jesus Moreira de Souza, mãe de Eliane de Sousa Jorge, assassinada pelo ex-companheiro Márcio Basílio Furtado, no último dia 20.

Além das mortes, há ocorrências policiais diárias de mulheres que denunciam ser vítimas de violência por parte dos atuais e dos ex-companheiros. A situação é tão gritante que a Vara da Violência Doméstica de Marabá tem expedido uma média de 10 medidas protetivas por semana, para tentar prevenir a ocorrência de violência contra as mulheres. Tudo isso sem contar com aquelas vítimas que, por variados motivos, não denunciam seus agressores e vivem uma vida de humilhação e agressões físicas.

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Diante disso, atos como o desta quinta, dia 5, se tornam cada vez mais urgentes, na visão das mulheres que militam na luta por direitos. E a concentração da caminhada será em frente ao Palacete Augusto Dias (antigo prédio da Câmara Municipal de Marabá), no centro da Marabá Pioneira, a partir das 7h30, e todas as entidades estão convidadas a participar do ato, segundo informou Socorro Valadares, secretária executiva do Condim.

Além de despertar a sociedade local para o aumento nos casos de assassinatos de mulheres em Marabá, o ato tem ainda o objetivo de sensibilizar o poder público municipal e também estadual a investir mais na infraestrutura e em pessoal para atuar nas repartições públicas que têm a obrigação de atender as mulheres vítimas de violência.

Representando a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Condim, a advogada Claudia Chini chama atenção para o fato de que tanto a Coordenadoria da Mulher de Marabá quanto a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) estão sem a infraestrutura mínima para atendimento eficiente.

No caso da DEAM, Claudia Chini denuncia que o governo do Estado não só não apresentou uma solução, como sugeriu utilizar o mesmo prédio (já considerado obsoleto) para abrigar uma unidade do Propaz/DEAM, o que poderia inviabilizar ainda mais o atendimento.

Por outro lado, Rosalina Izoton, representante do Fórum Permanente de Mulheres, diz que é importante a participação também dos homens na luta pelo fim da violência contra as mulheres. Para ela, toda a sociedade precisa estar envolvida para sensibilizar o Estado, que não tem dado respostas ao clamor das mulheres.

Cultura de paz

Na presidência do Condim, a ex-vereador Júlia Maria Ferreira Rosa observa que atos como o desta quinta precisam contribuir para uma construir uma “cultura de paz”. “A mulher não é objeto de propriedade do homem”, resume Júlia Rosa, acrescentando que o feminicídio é o resultado final de um processo de violência que vem se arrastando no seio familiar.

Júlia Rosa lembrou ainda que para o mês de novembro estão previstas atividades de conscientização que vão marcar o Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher, lembrado em 25 de novembro.

Mãe de vítima desabafa

“A dor que eu estou sentindo aqui não passa; parece que não vai passar nunca. Todo momento eu lembro de tudo… quero pedir a todos para me ajudarem nessa caminhada, não só pela minha filha, mas por todas as mães que já passaram por isso e pelas que ainda hão de passar, pois tenho certeza de que, se a gente não lutar, vai continuar essa violência pelo resto da vida”.

O desabafo acima é de Maria de Jesus, mãe de Eliane de Sousa Jorge, morta pelo ex-companheiro Márcio Furtado. Ela agradeceu ao apoio das entidades que lutam pelos direitos da mulher e pediu que a sociedade e as autoridades se sensibilizem pelo problema. “A gente pensa que só acontece com os outros; não! Acontece com a gente também… Eu peço a todos para irem a essa caminhada”, conclama.

Saiba Mais

Feminicídio é um termo de crime de ódio baseado no gênero, amplamente definido como o assassinato de mulheres, mas as definições variam dependendo do contexto cultural. A autuação pode se dar quando o crime é consumado e também quando é tentado.

(Chagas Filho)

A onda de violência contra as mulheres em Marabá tem causado espanto. Os relacionamentos abusivos – ou mesmo outros tipos de situação – têm resultado na morte de mulheres tanto nesta cidade quanto em municípios vizinhos. Diante disso, entidades que militam pelos direitos da mulher estão organizando uma grande caminhada na próxima quinta-feira (5), pela manhã, na Marabá Pioneira, com o tema “Basta de violência contra a mulher”.

Para divulgar o ato e outras medidas que serão tomadas para tentar diminuir os casos de violência contra a mulher, estiveram na redação do Jornal Correio, representantes do Fórum Permanente de Mulheres e do Conselho dos Direitos da Mulher de Marabá (Condim). Uma das pessoas que também está à frente do ato é Maria de Jesus Moreira de Souza, mãe de Eliane de Sousa Jorge, assassinada pelo ex-companheiro Márcio Basílio Furtado, no último dia 20.

Além das mortes, há ocorrências policiais diárias de mulheres que denunciam ser vítimas de violência por parte dos atuais e dos ex-companheiros. A situação é tão gritante que a Vara da Violência Doméstica de Marabá tem expedido uma média de 10 medidas protetivas por semana, para tentar prevenir a ocorrência de violência contra as mulheres. Tudo isso sem contar com aquelas vítimas que, por variados motivos, não denunciam seus agressores e vivem uma vida de humilhação e agressões físicas.

Diante disso, atos como o desta quinta, dia 5, se tornam cada vez mais urgentes, na visão das mulheres que militam na luta por direitos. E a concentração da caminhada será em frente ao Palacete Augusto Dias (antigo prédio da Câmara Municipal de Marabá), no centro da Marabá Pioneira, a partir das 7h30, e todas as entidades estão convidadas a participar do ato, segundo informou Socorro Valadares, secretária executiva do Condim.

Além de despertar a sociedade local para o aumento nos casos de assassinatos de mulheres em Marabá, o ato tem ainda o objetivo de sensibilizar o poder público municipal e também estadual a investir mais na infraestrutura e em pessoal para atuar nas repartições públicas que têm a obrigação de atender as mulheres vítimas de violência.

Representando a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Condim, a advogada Claudia Chini chama atenção para o fato de que tanto a Coordenadoria da Mulher de Marabá quanto a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) estão sem a infraestrutura mínima para atendimento eficiente.

No caso da DEAM, Claudia Chini denuncia que o governo do Estado não só não apresentou uma solução, como sugeriu utilizar o mesmo prédio (já considerado obsoleto) para abrigar uma unidade do Propaz/DEAM, o que poderia inviabilizar ainda mais o atendimento.

Por outro lado, Rosalina Izoton, representante do Fórum Permanente de Mulheres, diz que é importante a participação também dos homens na luta pelo fim da violência contra as mulheres. Para ela, toda a sociedade precisa estar envolvida para sensibilizar o Estado, que não tem dado respostas ao clamor das mulheres.

Cultura de paz

Na presidência do Condim, a ex-vereador Júlia Maria Ferreira Rosa observa que atos como o desta quinta precisam contribuir para uma construir uma “cultura de paz”. “A mulher não é objeto de propriedade do homem”, resume Júlia Rosa, acrescentando que o feminicídio é o resultado final de um processo de violência que vem se arrastando no seio familiar.

Júlia Rosa lembrou ainda que para o mês de novembro estão previstas atividades de conscientização que vão marcar o Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher, lembrado em 25 de novembro.

Mãe de vítima desabafa

“A dor que eu estou sentindo aqui não passa; parece que não vai passar nunca. Todo momento eu lembro de tudo… quero pedir a todos para me ajudarem nessa caminhada, não só pela minha filha, mas por todas as mães que já passaram por isso e pelas que ainda hão de passar, pois tenho certeza de que, se a gente não lutar, vai continuar essa violência pelo resto da vida”.

O desabafo acima é de Maria de Jesus, mãe de Eliane de Sousa Jorge, morta pelo ex-companheiro Márcio Furtado. Ela agradeceu ao apoio das entidades que lutam pelos direitos da mulher e pediu que a sociedade e as autoridades se sensibilizem pelo problema. “A gente pensa que só acontece com os outros; não! Acontece com a gente também… Eu peço a todos para irem a essa caminhada”, conclama.

Saiba Mais

Feminicídio é um termo de crime de ódio baseado no gênero, amplamente definido como o assassinato de mulheres, mas as definições variam dependendo do contexto cultural. A autuação pode se dar quando o crime é consumado e também quando é tentado.

(Chagas Filho)

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