Correio de Carajás

Mulher encontrada morta estava grávida de 7 meses

Jaqueline Moura (em vida) pode ter sido assassinada. Família quer respostas/ Foto: Divulgação
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A mulher encontrada morta no igarapé Sebosinho, em Parauapebas, no último domingo (10), foi identificada. Trata-se de Jaqueline Moura Barreto, de 21 anos, segundo informou um irmão dela. Mas até ontem ele ainda não tinha fornecido material genético para fazer o reconhecimento oficial. Os restos mortais de Jaqueline foram enterrados no Cemitério da Saudade, no final da tarde de segunda-feira (11).

Embora os familiares ainda não tenham procurado oficialmente a delegacia para registrar queixa, a reportagem esteve na residência de Maria Elza Conceição Moura, 73 anos, avó da vítima. Ela afirmou que Jaqueline estaria grávida do quinto filho.

Segundo Maria Elza, sua neta havia saído de casa por volta das 11h da manhã de sexta-feira (8) e não mais voltou. “Ela pediu R$ 10,00 para o avô dela dizendo que iria fazer uma viagem, acho que nem almoçou e logo saiu. Era de costume ela sair e só retornar dois, três dias depois”, relatou Maria Elza.

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A anciã disse também que não conhece a pessoa com quem sua neta estava se relacionando amorosamente e nem quem era o pai da criança que Jaqueline estava esperando, sendo que tomou conhecimento da morte de sua neta através do neto dela que teria entrado em casa chorando e falando que tinham matado Jaqueline. “Ele foi ao IML se informar e logo retornou afirmando que era verdade; ele reconheceu o corpo dela através da tatuagem com o nome da primeira filha, Sofia”.

“A vizinha trouxe a foto no celular para eu ver, então constatei que realmente se tratava da minha neta; ela estava com sete meses de grávida e esse seria o quinto filho dela. Ela era solteira; nunca casou”, ressaltou a avó da vítima, acrescentando que não foi encontrado nenhum hematoma em sua neta. “Também me disseram que ela teria sido estuprada, não sei se é verdade ou não”.

Dona Maria disse não acreditar que sua neta tenha morrido afogada e relatou que ela não trabalhava e que sua neta tinha uns relacionamentos passageiros, e que a última vez que a viu foi pedindo dinheiro para seu avô. “Acho que ela ia se encontrar com alguém, mas não sabemos com quem seria. Ela nunca contou para mim sobre seus relacionamentos e nem se estaria sofrendo ameaças. Espero que a polícia descubra a verdade, pois seria muito importante tirar as dúvidas de minha cabeça”, disse a avó da vítima. (Chagas Filho com informações de Ronaldo Modesto e Caetano Silva)

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