Correio de Carajás

Marabá já vacinou mais de 2.600 contra a covid-19

Senhor João Filho, com carteira de vacinação em mãos, recebe a primeira dose/Fotos: Josseli Carvalho
Senhor João Filho, com carteira de vacinação em mãos, recebe a primeira dose/Fotos: Josseli Carvalho
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Marabá chegou nesta sexta-feira (5) a 2.612 pessoas imunizadas contra a covid-19, em campanha que iniciou no último dia 27 de janeiro. O trabalho segue até que seja finalizado o estoque de doses que veio para a cidade, que é de 3.119, juntando as remessas da Coronavac (1.609) e da vacina da Astrazeneca (1.510). Questionada sobre a vacinação de dentistas e fisioterapeutas, que está acontecendo, a Prefeitura de Marabá garantiu que isso não configura quebra de prioridade, uma vez que eles estão previstos na 3ª etapa da Fase 1, conforme o Plano Nacional de Imunização (PNI).

Documento que a PMM fez chegar ao CORREIO, prevê nesta terceira etapa de prioridade: “todos os trabalhadores do serviço de saúde que atuam em espaços e estabelecimentos de assistência e vigilância em saúde, sejam em hospitais, clínicas, ambulatórios, laboratórios e outros locais particulares (CEI).

Na etapa dois, a anterior, estavam profissionais que não atuam diretamente no atendimento a pacientes com síndrome gripal, mas que tenham contato com esse ambiente no dia a dia, como pessoal de serviços gerais, copeiros, administrativo, entre outros dos hospitais públicos, particulares, centros de saúde, laboratórios.

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O Plano Paraense de Vacinação, contempla na primeira fase os profissionais da saúde que atuam no atendimento de pacientes com síndrome gripal, seja em urgências, enfermarias ou unidades de tratamento intensivo. O plano também inclui funcionários que não atuem diretamente na assistência, mas que frequentem tais ambientes, como auxiliares de serviços gerais, copeiros, administrativos, entre outros.

O CORREIO esteve no Centro de Especialidades Integradas (CEI) e conversou com alguns profissionais da saúde sobre a expectativa da vacinação.

“O nosso maior medo atualmente é de pegar o coronavírus. Trabalhamos diretamente em contato com as pessoas e, a vacinação é uma forma da gente se proteger”, conta Vanessa Melo, servidora pública da área da saúde do município, que diz estar mantendo todos os protocolos de segurança, como a utilização de máscaras, higienização das mãos e distanciamento social.

Vanessa Melo, servidora da saúde, diz que o medo é diário de pegar a doença

Outro profissional que esteve no CEI e se vacinou foi Ismael Carlos, que trabalha em uma empresa terceirizada dentro do Hospital Regional do Sudeste do Pará. “É muito bom estar vacinado. Tem gente que escolhe não tomar, mas eu preferi preservar a minha família. Deus sabe de todas as coisas e eu estou muito tranquilo em relação a vacina. Inclusive peguei covid-19, mas não tive sintomas graves”.

Trabalhando diretamente com o público e atendendo diversos pacientes todos os dias, a fisioterapeuta Lorena Fernandes, vê esse momento de uma forma muito positiva. “Confio na ciência e em tudo que foi estudado para que essa vacina saísse”, garante ela, completando que é importante se cuidar, para que ela possa continuar cuidando do próximo.

Fisioterapeuta, Lorena Fernandes também teve direito

Sabrina Acioli, diretora de Vigilância em Saúde do CEI, elucida que este é o momento para que todos os profissionais de saúde sejam vacinados. “Pedimos para quem ainda não tomou a vacina, que se dirija até aqui o quanto antes. Estamos próximos de iniciar a segunda fase, onde serão contemplados outros grupos prioritários, como idosos e profissionais de segurança pública”, enfatiza Sabrina, que diz ainda não ter informações de quando iniciará essa segunda fase. Atualmente, por dia cerca de 300 pessoas passam pelo Centro de Especialidades para receber sua dose da vacina.

Sabrina Acioli, do CEI, garante que não está havendo quebra de prioridade

No entanto, a diretora faz uma ressalva quanto a vacinação dos profissionais da saúde que não trabalham diretamente na assistência a pacientes. “Ainda não estamos vacinando no momento esses profissionais, mas acredito que daqui para semana que vem, já tenhamos a liberação para que estes profissionais sejam imunizados”. (Ana Mangas com informações de Josseli Carvalho)

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