Correio de Carajás

Ex-coordenadora do CRAS detalha a perseguição política de Tião Miranda

Com exclusividade, nossa reportagem conversou novamente, nesta tarde, com a ex-coordenadora do CRAS de Morada Nova, Elaine de Souza Leite Sampaio, que foi informada ontem que estava sendo “escorraçada” do cargo. “Na realidade, eu recebi uma ligação ontem (4), da secretária de Assistência Social, informando que hoje (5) já seria pra eu sair do cargo e comparecer na Administração pra poder ser devolvida pra Secretaria de Educação”, relata Elaine.

Sem entender o que acontecia, a servidora perguntou para a secretária qual seria o real motivo da sua retirada do CRAS, mas a secretária alegou que não sabia informar. “Sendo assim, diante do trabalho que eu venho desenvolvendo aqui em Morada Nova, junto com a comunidade, eu imagino que seja por perseguição política”, denuncia, ao explicar que essa perseguição nasceu do fato de ela ter dito, cerca de 15 dias atrás, que não iria apoiar a candidatura de Thiago Miranda (filho do prefeito), ao cargo de deputado.

Outro fato que deixou a servidora pública indignada é que ela chegou a perguntar para o próprio Thiago Miranda, por telefone, se ela iria permanecer no cargo, mesmo sem apoiá-lo na campanha, e este disse que sim, o que a deixou tranquila. Mas nesta quinta-feira veio a notícia de sua devolução. “Fui escorraçada pelo atual governo sem resposta nenhuma, porque eu acho que o mínimo de consideração que poderiam ter pelo serviço prestado é pelo menos informar o motivo de eu estar saindo”, desabafa.

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Elaine também critica o tratamento que o prefeito Tião Miranda tem dado aos servidores do CRAS e principalmente à comunidade. “Eu ressalto também que desde quando eu estou na coordenação eu nunca recebi a visita nem do atual prefeito e nem de ninguém pra trazer melhorias para o CRAS de Morada Nova e agora a gente deixa a pergunta: qual é a preocupação de fato do governo é simplesmente deixar alguém que faça o jogo político ou botar alguém de competência e que trabalhe em prol da comunidade?”, questiona.

A servidora se disse feliz pelo carinho da comunidade que saiu em seu favor, fazendo dois protestos, um pela manhã em frente ao CRAS e outro à tarde na Praça do Bairro São Félix. Diante de toda essa comoção, Elaine diz que a prefeitura deveria se dignar a dizer para a sociedade o que motivou a saída dela da coordenação.

“Eu não queria e nem quero sair, mas vou sair. Não sei por que motivo, mas é como eu já coloquei, eu imagino que seja por perseguição política, porque, senão, eles deveriam ter falado o motivo”, acrescenta Elaine.

(Chagas Filho)

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