Correio de Carajás

Estudantes entram na onda da Astronomia e lançam foguetes em Marabá

Momento do lançamento dos foguetes na Escola José Flávio teve até contagem regressiva dos estudantes
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Um grupo de 25 alunos da Escola Municipal José Flávio de Lima, no Bairro Araguaia, na Nova Marabá, ficaram encantados com um projeto de ciências que culminou com o lançamento de foguetes que voaram até 200 metros de distância. Tudo usando material reciclado, como garrafas PET, por exemplo.

O projeto é parte MOBFOG (Mostra Brasileira de Foguetes), que acontece paralelamente à 22ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Neste último caso, as provas foram aplicadas nesta sexta-feira (17). Dezenas de escolas de Marabá participaram dos dois projetos com grande envolvimento dos estudantes.

Na Escola José Flávio, o lançamento dos foguetes por alunos do 6º e 7º anos do ensino fundamental é coordenado pela professora de Ciências Juliany Lima da Silva, que desenvolveu o projeto depois que participou do EREA (Encontro Regional de Astronomia), promovido pela SEMED (Secretaria Municipal de Educação), com apoio de professores da Unifesspa.

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Ela explica que os professores da rede municipal que participaram da capacitação foram inscritos na OAB (Olimpíada Brasileira de Astronomia) e na MOBFOG (Mostra de Foguetes). “As escolas poderiam fazer um ou outro, ou realizar os dois, mas nós optamos por participar do lançamento de foguetes porque seria algo novo para os alunos e mostraria conceitos de matemática e física na prática, o que iria motivá-los neste primeiro momento”, conta ela, que preferiu ficar apenas com a MOBFOG.

Preparação dos foguetes contou com estudo de matemática e física por parte dos alunos

O longo processo de estudo e elaboração do projeto teve fim no lançamento dos protótipos, que aconteceu numa área de 65 metros de extensão, dentro da própria Escola José Flávio. A mostra, segundo os organizadores, é inteiramente experimental.

O foguete da escola é feito com garrafa pet, pasta de arquivo AZ, balão e fita durex. “Mas de acordo com a criatividade, os alunos enfeitaram do jeito que quiseram”, diz a professora, bastante motivada com o resultado do projeto.

Chegar o mais longe possível da base de lançamento era o objetivo dos alunos. Todos os protótipos foram construídos pelos estudantes, desde a base de sustentação até o próprio foguete.

No interior dele, os alunos tiveram que demonstrar precisão para compor um mistura de água com ar. O composto serve de propulsão para que o foguete chegue o mais longe possível de forma oblíqua.

Na hora de lançar os foguetes, compareceram estudantes de outras turmas e houve até mesmo uma contagem regressiva, como se estivessem em um ambiente da NASA.

De acordo com o regulamento da Mobfog, todos os alunos recebem um certificado de participação. Já a distribuição de medalhas é restrita aos alunos que conseguirem os maiores alcances. (Ulisses Pompeu)

 

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