Com mais de 40 anos, ele já sofreu cinco infartos e passou por diversas cirurgias cardíacas. Diabético, é acompanhado de perto pela endocrinologista Alana Ferreira de Oliveira, que monitora rigorosamente seus níveis de colesterol. Um dos principais vilões silenciosos por trás de problemas cardiovasculares graves.
Segundo a especialista, o colesterol não é um vilão: ele desempenha funções essenciais, como compor membranas celulares e participar da produção de hormônios. O problema surge quando há excesso de LDL, o chamado “colesterol ruim”, que pode se acumular nas artérias e aumentar o risco de infarto e AVC. Já o HDL, conhecido como “colesterol bom”, ajuda a remover esse excesso, funcionando como um protetor natural.
Prevenção e Controle do Colesterol
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No dia 8 de agosto, quando celebra-se o Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, a médica e professora da Afya Marabá, reforça a importância de cuidar da saúde cardiovascular e adotar hábitos que previnem complicações graves.
Segundo a médica Alana Ferreira, o colesterol é uma doença silenciosa: não causa dor nem desconforto, mas pode levar a complicações fatais ou incapacitantes. “O problema não é o agudo, e sim o crônico durante longos períodos”, explica. O exame fundamental para identificar alterações é o lipidograma, que mede colesterol total, frações e triglicerídeos. Ele pode ser indicado já na infância em casos de obesidade ou histórico familiar de infarto precoce. Na vida adulta, deve fazer parte do check-up a partir dos 18 anos, especialmente em pessoas com diabetes, hipertensão ou excesso de peso.
A endocrinologista lembra que as alterações podem ser genéticas (primárias) ou secundárias a outras doenças. Nos casos genéticos, mesmo com bons hábitos, o colesterol permanece elevado, tornando o uso de medicamentos indispensável. A decisão entre apostar apenas em mudanças de hábitos ou iniciar medicação depende da história clínica do paciente.
Jovens sem doenças crônicas podem tentar ajustes na alimentação e atividade física, com reavaliação posterior. Já indivíduos com múltiplos fatores de risco, como diabetes, hipertensão e obesidade, precisam de tratamento medicamentoso precoce. “Não há receita de bolo. O tratamento é individualizado”, afirma a médica. Ela destaca que valores de LDL acima de 190 já indicam possível doença genética e necessidade de medicação imediata.
O colesterol elevado não afeta apenas o coração e o cérebro. Segundo a especialista, triglicerídeos altos podem causar pancreatite e esteatose hepática. Já o LDL elevado leva à aterosclerose, que pode resultar em infarto, AVC, isquemia renal, intestinal e até amputações em casos de doença arterial periférica.
“Quando a sociedade entende a evolução natural da doença e as consequências do não tratamento, passa a ser protagonista da própria saúde”, destaca. Para a Dra. Alana, o maior desafio é a conscientização da população. Como o colesterol não causa sintomas, muitos negligenciam o tratamento.
