Correio de Carajás

Clamor de 31 idosos por ajuda permanente

Comemorado nesta quarta-feira (19), o Dia Mundial da Caridade promove ações em diversos países e chama a atenção para comunidades e grupos de pessoas que precisam da ajuda outras. Em Marabá, escondido entre árvores e estradas de chão, o Lar São Vicente de Paulo, localizado na Folha 6, é um dos lugares na cidade onde anônimos de todas as idades, credos e classe social aproveitam para exercer o gesto de doar nessa data, seja dinheiro, seja mantimentos, ou ainda o próprio tempo. Atualmente, o abrigo conta com 31 idosos, entre mulheres e homens.

De acordo com Florismar Rodrigues Nunes, uma das coordenadoras do local, existem idosos que residem no abrigo desde que foi inaugurado. Em entrevista ao Jornal CORREIO, ela conta que, hoje, 11 pessoas trabalham em tempo integral cuidando dos idosos, mas que há voluntários que contribuem com o trabalho, principalmente nos finais de semana.

“Toda ajuda é bem-vinda. Aqui a gente não dispensa nada. Olha precisamos de alimento, fralda descartável geriátrica, talco para assepsia, barbeador e outros produtos de uso pessoas. Isso sem contar com alimentos, temperos, frutas, legumes, etc”, informa.

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Dentre as várias dificuldades enfrentadas pela administração do abrigo, está a precariedade de transporte. “Só tem uma Kombi e já está bem velha, mas é o único veículo que temos para levar nossos idosos para consultas e tratamentos, e também para pegar doações, quando as pessoas que no ajudam não podem trazes. Nosso sonho é ter um carro adaptado para transportar abrigados que não podem se locomover sozinhos”, declara.

Florismar revela ainda que os idosos conduzidos ao abrigo são o reflexo do abandono. “Esses idosos vem para cá em situação de abandono, muitos deixados em hospitais ou nas ruas. É a Seasp, juntamente com a Promotoria do Idoso, do MPE, que os encaminha para Lar, até porque não há outro lugar na cidade para recebe-los”, explica.

Histórias de vida

Francisco Félix da Silva tem 78 anos de idade e mora no Lar há 10 anos. “Sou de Pernambuco, mas cheguei a Marabá no dia 11 de março de 1975”, conta. Para ele, o abrigo é seu lar, local onde se sente feliz e bem acolhido. O nordestino que tem “um fraco pelo forró” enfatiza que depende das doações e acrescenta que no Lar São Vicente eles estão dispostos a receber qualquer doação que venha da comunidade. “Aqui nada é ruim e nada se estraga”, diz, em poucas palavras.

Já Raimundo Pereira do Carmo, de 73 anos, diz que chegou ao Pará em 1973. Ele é um dos mais antigos no local e revela que também necessita de muita ajuda, mas que é muito bem tratado no abrigo. O idoso conta que sente falta da família, porém que recebe a visita dos filhos de tempos em tempos.

Doações

Pouco antes de sair do lugar, a Reportagem conversou com um doador que havia chegado trazendo mantimentos para abastecer a despensa do abrigo. Pastor da Igreja Luterana, Elber Schreiber diz que duas vezes por mês ele coleta oferta em dinheiro dos fiéis e compra gêneros de primeira necessidade para levar ao abrigo. “Às vezes, compramos verduras, feijão, arroz, o que eles estão necessitando. Com esse pequeno gesto, esperamos influenciar outras pessoas a também fazerem a sua parte”, afirma.

Saiba Mais – Quem tiver interesse em ajudar o Lar São Vicente de Paulo deve entrar em contato com a coordenação do abrigo pelo número (94) 99138-0350. 

(Nathália Viegas com informações de Josseli Carvalho)

 

Comemorado nesta quarta-feira (19), o Dia Mundial da Caridade promove ações em diversos países e chama a atenção para comunidades e grupos de pessoas que precisam da ajuda outras. Em Marabá, escondido entre árvores e estradas de chão, o Lar São Vicente de Paulo, localizado na Folha 6, é um dos lugares na cidade onde anônimos de todas as idades, credos e classe social aproveitam para exercer o gesto de doar nessa data, seja dinheiro, seja mantimentos, ou ainda o próprio tempo. Atualmente, o abrigo conta com 31 idosos, entre mulheres e homens.

De acordo com Florismar Rodrigues Nunes, uma das coordenadoras do local, existem idosos que residem no abrigo desde que foi inaugurado. Em entrevista ao Jornal CORREIO, ela conta que, hoje, 11 pessoas trabalham em tempo integral cuidando dos idosos, mas que há voluntários que contribuem com o trabalho, principalmente nos finais de semana.

“Toda ajuda é bem-vinda. Aqui a gente não dispensa nada. Olha precisamos de alimento, fralda descartável geriátrica, talco para assepsia, barbeador e outros produtos de uso pessoas. Isso sem contar com alimentos, temperos, frutas, legumes, etc”, informa.

Dentre as várias dificuldades enfrentadas pela administração do abrigo, está a precariedade de transporte. “Só tem uma Kombi e já está bem velha, mas é o único veículo que temos para levar nossos idosos para consultas e tratamentos, e também para pegar doações, quando as pessoas que no ajudam não podem trazes. Nosso sonho é ter um carro adaptado para transportar abrigados que não podem se locomover sozinhos”, declara.

Florismar revela ainda que os idosos conduzidos ao abrigo são o reflexo do abandono. “Esses idosos vem para cá em situação de abandono, muitos deixados em hospitais ou nas ruas. É a Seasp, juntamente com a Promotoria do Idoso, do MPE, que os encaminha para Lar, até porque não há outro lugar na cidade para recebe-los”, explica.

Histórias de vida

Francisco Félix da Silva tem 78 anos de idade e mora no Lar há 10 anos. “Sou de Pernambuco, mas cheguei a Marabá no dia 11 de março de 1975”, conta. Para ele, o abrigo é seu lar, local onde se sente feliz e bem acolhido. O nordestino que tem “um fraco pelo forró” enfatiza que depende das doações e acrescenta que no Lar São Vicente eles estão dispostos a receber qualquer doação que venha da comunidade. “Aqui nada é ruim e nada se estraga”, diz, em poucas palavras.

Já Raimundo Pereira do Carmo, de 73 anos, diz que chegou ao Pará em 1973. Ele é um dos mais antigos no local e revela que também necessita de muita ajuda, mas que é muito bem tratado no abrigo. O idoso conta que sente falta da família, porém que recebe a visita dos filhos de tempos em tempos.

Doações

Pouco antes de sair do lugar, a Reportagem conversou com um doador que havia chegado trazendo mantimentos para abastecer a despensa do abrigo. Pastor da Igreja Luterana, Elber Schreiber diz que duas vezes por mês ele coleta oferta em dinheiro dos fiéis e compra gêneros de primeira necessidade para levar ao abrigo. “Às vezes, compramos verduras, feijão, arroz, o que eles estão necessitando. Com esse pequeno gesto, esperamos influenciar outras pessoas a também fazerem a sua parte”, afirma.

Saiba Mais – Quem tiver interesse em ajudar o Lar São Vicente de Paulo deve entrar em contato com a coordenação do abrigo pelo número (94) 99138-0350. 

(Nathália Viegas com informações de Josseli Carvalho)

 

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