Correio de Carajás

Canaã sedia lançamento do 13º Prêmio Simineral com discussão sobre inteligência artificial no jornalismo

Lançamento da 13ª edição do Prêmio Simineral em Canaã dos Carajás reúne profissionais para discutir inovação e desafios tecnológicos.

Grupo de pessoas posando para foto durante evento Workshop de Comunicação Simineral 2026
O lançamento do prêmio reuniu diversos veículos de imprensa do sudeste do Pará / Divulgação
Por: Kauã Fhillipe
✏️ Atualizado em 05/08/2026 14h29

O jornalismo produzido no interior da Amazônia foi o centro das discussões nesta terça-feira (4), durante o Workshop de Comunicação do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral), realizado em Canaã dos Carajás.

Os jornalistas Chagas Filho e Kauã Fhillipe representaram o Grupo Correio de Marabá no evento / Divulgação

O encontro marcou o lançamento da 13ª edição do Prêmio Simineral de Comunicação e reuniu profissionais da imprensa de diversas regiões do Pará para debater inovação, inteligência artificial e os desafios da produção jornalística em um cenário de rápidas transformações tecnológicas.

Idealizadora do prêmio e responsável pela condução do workshop, a jornalista Layse Santos destacou que a premiação surgiu como forma de reconhecer o papel desempenhado pelos profissionais da comunicação na construção do desenvolvimento do Estado.

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Segundo ela, a edição de 2026 traz como tema a potência do Pará e os minerais estratégicos, valorizando reportagens, conteúdos digitais e produções acadêmicas que ampliem o conhecimento da sociedade sobre a mineração paraense.

Layse defendeu a valorização do jornalismo amazônico durante o workshop / Chagas Filho

O Simineral levou o evento para fora dos grandes centros, aproximando-se dos profissionais que atuam diariamente nos municípios mineradores. Para Layse, essa descentralização fortalece o relacionamento com a imprensa regional e reconhece os desafios enfrentados pelos jornalistas amazônicos.

“Quem está nos municípios do interior do Pará sabe muito bem desse desafio. Exercer a função do jornalismo e da comunicação aqui é um desafio extra vencido diariamente e nada mais justo do que vir ao encontro desses comunicadores, criar conexões cada vez mais fortes e fortalecer esse relacionamento com quem produz conteúdo sobre um dos setores mais importantes para a economia do Estado”, ressalta.

Com inscrições abertas, a 13ª edição do Prêmio Simineral de Comunicação vai reconhecer trabalhos produzidos ao longo de 2026 que abordem o tema “Minerais Estratégicos: o protagonismo do Pará na nova economia global”, incentivando reportagens que explorem o papel do Estado nas cadeias de minerais estratégicos, na inovação, na transição energética e no desenvolvimento sustentável.

Inteligência Artificial

Um momento de destaque foi a palestra do jornalista, executivo e coordenador de IA e Estratégia Digital do Jornalismo do Grupo Globo, Ben-Hur Correia. Ao CORREIO, ele explicou que compreender o funcionamento da inteligência artificial é essencial para que os profissionais saibam utilizá-la de forma estratégica, sem abrir mão da capacidade humana de interpretar contextos e produzir informação de qualidade.

Ben-Hur defendeu o uso responsável da tecnologia e destacou que a IA deve servir como ferramenta para qualificar a apuração / Kauã Fhillipe

Segundo Ben-Hur, a tecnologia pode representar um importante ganho para o jornalismo, principalmente em atividades como aprimoramento dos processos de apuração.

“Trabalhar com grandes volumes de informação, com grandes relatórios e com uma gestão melhor da reportagem permite um processo de apuração muito mais cuidadoso, o que naturalmente resulta em uma matéria muito melhor”, sintetiza.

Entre os participantes estava a jornalista Isis Drumond, da TV Correio de Parauapebas, que avaliou como principal aprendizado do workshop a necessidade de equilíbrio entre inovação e essência jornalística.

Para ela, a inteligência artificial já faz parte da realidade da comunicação, mas deve ser utilizada de maneira responsável. “A ferramenta está aí, basta aprender a lidar com ela. O grande desafio é construir essa relação equilibrada sem perder a essência humana do jornalismo”, afirma.

Isis revela que a TV Correio de Parauapebas deve participar desta edição do prêmio / Chagas Filho

Prêmio

Voltado a profissionais da Amazônia Legal e também a veículos de outras regiões do país, o prêmio contempla as categorias Telejornalismo, Radiojornalismo, Jornalismo Multiplataforma e Categoria Nacional, premiando conteúdos que dialoguem com a mineração, inovação, sustentabilidade e desenvolvimento.

Entre os referenciais temáticos sugeridos pelo regulamento estão o papel dos minerais estratégicos na transição energética, a geopolítica do setor, pesquisas científicas, projetos sociais, iniciativas de inovação e o protagonismo do Pará no cenário mineral internacional.

As inscrições permanecem abertas até 27 de novembro e são gratuitas. Podem participar reportagens publicadas entre 1º de janeiro e 27 de novembro de 2026, produzidas individualmente ou em equipe. Os vencedores receberão premiações de até R$ 12 mil em cada categoria, e os trabalhos serão avaliados por um júri técnico com critérios como qualidade editorial, profundidade da apuração, criatividade, inovação e aderência ao tema da edição.