Correio de Carajás

Banhistas reclamam do acúmulo de lixo

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O aumento das temperaturas tem atraído diversos banhistas para a Praia do Tucunaré nas semanas que antecedem a abertura oficial da alta temporada de férias. Enquanto os blocos de areia que vão se formando pouco a pouco do outro lado da Orla do Rio Tocantins estão cada vez mais cheios de banhistas, o rio e a areia se transformam em um verdadeiro lixão a céu aberto. No domingo (11), a equipe de reportagem do CORREIO esteve no balneário mais popular da cidade e conversou com frequentadores do espaço, que confirmaram o acúmulo de lixo na faixa de areia.

Para Hudson Lima da Silva, que mudou-se para Marabá há pouco tempo, a falta de organização atrapalha a imagem do balneário. “Eu achei um pouco suja [a praia] e poderia ter mais coletores de lixo aqui. Assim fica feio e suja até a água. E ninguém quer banhar água suja. É preciso também que agentes do corpo de bombeiros atuem no local e que mais policiais sejam disponibilizados para trabalhar na praia”, declarou.

O técnico em refrigeração Wallison Silva Pereira tem a mesma opinião. Ele reclamou do acúmulo de entulhos no balneário, além de criticar a segurança oferecida aos banhistas. “Eu sempre tenho o cuidado de trazer uma sacola de casa para colocar o lixo que eu produzo porque tenho a consciência que não posso poluir um espaço que é público”, disse.

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A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da prefeitura, via e-mail, a fim de obter respostas às reclamações dos banhistas. No entanto, até o fechamento desta edição, nenhuma resposta foi enviada ao CORREIO.

Comerciantes

Para os vendedores, embora o movimento esteja grande na Praia do Tucunaré, as vendas ainda não estão satisfatórias. Joaquim Alexandre de Sousa é ambulante e está trabalhando com venda de bebidas alcoólicas, que variam de R$2,50 a R$4. Segundo ele, a atual crise econômica é a maior inimiga dos comerciantes. “A expectativa era melhor, porque tem muita gente na praia. Mas essa crise é o problema do brasileiro. Aí, o pessoal evita gastar”, observou.

Outro que se queixou do movimento ruim foi Reinaldo Ribeiro Barbosa, ambulante que vende amendoim, ovo de codorna e camarão no balneário. Para ele, tem muito desempregado na cidade e, por isso, menos dinheiro para gastar na praia. A única que estava satisfeita com o movimento era Terezinha Sales, barraqueira há anos na praia. “É muita gente, e acho que não vamos dar conta [de tanto movimento]”, opinou.

Ela está comercializando bebidas a R$3 e pratos que variam de R$20 a R$60 e tem aprovado as vendas. Porém, criticou a escassez de limpeza no local e o pouco efetivo de policiais empregado para atuar na área.

 Só a metade das 40 rabetas cadastradas está circulando

 Atualmente, existem 40 barcos registrados junto à Associação dos Barqueiros de Marabá, no entanto, apenas 20 estão circulando nos dias de movimento na praia. Quem confirma a informação é Antônio Célio Pompeu, presidente da entidade. “A movimentação está ótima e o veraneio deste ano promete. E até o momento, não está tendo nenhum apoio da prefeitura”. Ele acrescentou que todos os barcos dispõem de coletes, porém muitas pessoas se negam a usá-los.

Rabeteiro há 35 anos, Adir Oliveira Lima disse que a praia está boa e sem bagunça. Mas que também enfrenta problemas quanto ao uso de coletes. Ele disse também que a taxa cobrada na travessia, por pessoa, é a mesma dos anos anteriores, R$3.

O sargento da PM, Rubervaldo Cabral Nascimento, atentou para a falta do uso de colete salva-vidas, lembrando o que ocorreu no ano passado, quando salvou a vida de nove pessoas que naufragaram no rio. “O pessoal que vem para a praia tem que colocar o colete. E vamos exigir que as pessoas usem o colete. Para evitar o que aconteceu no ano passado”, exclama.

Segurança

Lotado no 4º Batalhão de Polícia Militar, o sargento Rubervaldo tem dado apoio na segurança da praia aos finais de semana. Segundo ele, o policiamento destinado ao balneário pelo comando da PM é de cinco homens no sábado e cinco no domingo. Ele comentou que, até o momento, o movimento está grande, mas sem muitos problemas.

Além disso, comentou que, enquanto não há atuação dos bombeiros na área e nem demarcação do espaço para barqueiros no rio, a PM tem trabalhado para evitar acidentes. “A polícia militar, como faz patrulhamento com lancha, tem procurado chegar junto desses proprietários para não se aproximar tanto dos banhistas. A praia está tranquila e esperamos que continue assim”, comentou.

O militar aproveitou para chamar a atenção de pais e responsáveis quanto ao monitoramento de crianças na praia. “Na semana passada, a gente encontrou uma criança perdida aqui na praia e hoje [domingo, 11] também. Então, pedimos para que os pais evitem trazer os filhos pequenos nos fins de semana, porque o movimento cresceu bastante. Se trouxerem, que redobrem a vigilância”.

 

O aumento das temperaturas tem atraído diversos banhistas para a Praia do Tucunaré nas semanas que antecedem a abertura oficial da alta temporada de férias. Enquanto os blocos de areia que vão se formando pouco a pouco do outro lado da Orla do Rio Tocantins estão cada vez mais cheios de banhistas, o rio e a areia se transformam em um verdadeiro lixão a céu aberto. No domingo (11), a equipe de reportagem do CORREIO esteve no balneário mais popular da cidade e conversou com frequentadores do espaço, que confirmaram o acúmulo de lixo na faixa de areia.

Para Hudson Lima da Silva, que mudou-se para Marabá há pouco tempo, a falta de organização atrapalha a imagem do balneário. “Eu achei um pouco suja [a praia] e poderia ter mais coletores de lixo aqui. Assim fica feio e suja até a água. E ninguém quer banhar água suja. É preciso também que agentes do corpo de bombeiros atuem no local e que mais policiais sejam disponibilizados para trabalhar na praia”, declarou.

O técnico em refrigeração Wallison Silva Pereira tem a mesma opinião. Ele reclamou do acúmulo de entulhos no balneário, além de criticar a segurança oferecida aos banhistas. “Eu sempre tenho o cuidado de trazer uma sacola de casa para colocar o lixo que eu produzo porque tenho a consciência que não posso poluir um espaço que é público”, disse.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da prefeitura, via e-mail, a fim de obter respostas às reclamações dos banhistas. No entanto, até o fechamento desta edição, nenhuma resposta foi enviada ao CORREIO.

Comerciantes

Para os vendedores, embora o movimento esteja grande na Praia do Tucunaré, as vendas ainda não estão satisfatórias. Joaquim Alexandre de Sousa é ambulante e está trabalhando com venda de bebidas alcoólicas, que variam de R$2,50 a R$4. Segundo ele, a atual crise econômica é a maior inimiga dos comerciantes. “A expectativa era melhor, porque tem muita gente na praia. Mas essa crise é o problema do brasileiro. Aí, o pessoal evita gastar”, observou.

Outro que se queixou do movimento ruim foi Reinaldo Ribeiro Barbosa, ambulante que vende amendoim, ovo de codorna e camarão no balneário. Para ele, tem muito desempregado na cidade e, por isso, menos dinheiro para gastar na praia. A única que estava satisfeita com o movimento era Terezinha Sales, barraqueira há anos na praia. “É muita gente, e acho que não vamos dar conta [de tanto movimento]”, opinou.

Ela está comercializando bebidas a R$3 e pratos que variam de R$20 a R$60 e tem aprovado as vendas. Porém, criticou a escassez de limpeza no local e o pouco efetivo de policiais empregado para atuar na área.

 Só a metade das 40 rabetas cadastradas está circulando

 Atualmente, existem 40 barcos registrados junto à Associação dos Barqueiros de Marabá, no entanto, apenas 20 estão circulando nos dias de movimento na praia. Quem confirma a informação é Antônio Célio Pompeu, presidente da entidade. “A movimentação está ótima e o veraneio deste ano promete. E até o momento, não está tendo nenhum apoio da prefeitura”. Ele acrescentou que todos os barcos dispõem de coletes, porém muitas pessoas se negam a usá-los.

Rabeteiro há 35 anos, Adir Oliveira Lima disse que a praia está boa e sem bagunça. Mas que também enfrenta problemas quanto ao uso de coletes. Ele disse também que a taxa cobrada na travessia, por pessoa, é a mesma dos anos anteriores, R$3.

O sargento da PM, Rubervaldo Cabral Nascimento, atentou para a falta do uso de colete salva-vidas, lembrando o que ocorreu no ano passado, quando salvou a vida de nove pessoas que naufragaram no rio. “O pessoal que vem para a praia tem que colocar o colete. E vamos exigir que as pessoas usem o colete. Para evitar o que aconteceu no ano passado”, exclama.

Segurança

Lotado no 4º Batalhão de Polícia Militar, o sargento Rubervaldo tem dado apoio na segurança da praia aos finais de semana. Segundo ele, o policiamento destinado ao balneário pelo comando da PM é de cinco homens no sábado e cinco no domingo. Ele comentou que, até o momento, o movimento está grande, mas sem muitos problemas.

Além disso, comentou que, enquanto não há atuação dos bombeiros na área e nem demarcação do espaço para barqueiros no rio, a PM tem trabalhado para evitar acidentes. “A polícia militar, como faz patrulhamento com lancha, tem procurado chegar junto desses proprietários para não se aproximar tanto dos banhistas. A praia está tranquila e esperamos que continue assim”, comentou.

O militar aproveitou para chamar a atenção de pais e responsáveis quanto ao monitoramento de crianças na praia. “Na semana passada, a gente encontrou uma criança perdida aqui na praia e hoje [domingo, 11] também. Então, pedimos para que os pais evitem trazer os filhos pequenos nos fins de semana, porque o movimento cresceu bastante. Se trouxerem, que redobrem a vigilância”.

 

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