Correio de Carajás

Cabelo Seco promove ambientes sustentáveis

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Na semana passada, Rios de Encontro, o projeto eco-cultural e socioeducativo enraizado desde 2008 no bairro Cabelo Seco, realizou uma programação cultural de oficinas, rodas, e ações comunitárias e colaborativas como contribuição à Semana Mundial do Meio Ambiente. A programação foi internacionalizada pelo artista e arte educador Dr. Tom Willems, da Universidade das Artes, em Amsterdã, Países Baixos, como parte da Pororoca Mundial Solidária que está sendo coordenada pela Rede Brasileira de Arteducadores (ABRA).

Tom Willems foi recepcionado pela Universidade Comunitária dos Rios, no bairro Cabelo Seco, em um almoço regado à galinha no tucupi. Logo depois, acompanhou a apresentação da abertura da Semana Acadêmica de Geologia pelo Coletivo AfroRaiz na Unifesspa. “Fiquei impressionado pela alegria, dedicação e profissionalismo dos jovens artistas e seu projeto de resgatar e reinventar sua raiz afrodescendente. Em poucos minutos, se transformaram em produtores de uma bicicletada, cuidando de 48 crianças, jovens e adultos. Nunca vou esquecer o grito comunitário de crianças e jovens, no pôr-do-sol, dizendo ‘Eu Sou Amazônia!’ Uma performance extraordinária!”, disse Tom.

Na terça-feira, os jovens coordenadores Alanes Soares (da Biblioteca Folhas da Vida), e Rerivaldo Mendes (do Rabetas Vídeo Coletivo), e Mestre Zequinha, do Rios de Encontro, levaram Tom Willems para vivenciar os rios de Marabá. O músico Zequinha tocou ‘Pare o Trem’ e ‘Deixa o Rio Passar’, bem no encontro dos Rios Itacaiunas e Tocantins. “Em Amsterdã, criamos teatro baseado em histórias locais, mas a história de exploração violenta nesta região me impressionou, como a ameaça do projeto da hidrelétrica. Na Europa, é inimaginável construir um projeto que prejudica a vida, sem ampla consulta e debate. É inacreditável as leis que um senado sob investigação de corrupção está aprovando. E o que acontece aqui, aumentando aquecimento global, vai afundar meu país”, avalia Tom.

Leia mais:

Na quarta-feira, o holandês retornou a este tema de co-responsabilidade ambiental internacional numa conversa com 200 alunos e professores da Escola Estadual Plínio Pinheiro. “Na minha apresentação sobre a cidade de Amsterdã, mencionei como a Holanda foi o primeiro país no mundo a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, consumo de maconha fiscalizada e trabalhadores do sexo. Isso reduziu profundamente a violência contra mulheres, jovens e crianças”, explicou aos alunos. 

A oficina de ‘teatro de ambientes locais’ que o holandês ministrou para 16 arte-educadores do projeto Rios de Encontro, estudantes e professores da Unifesspa e dos movimentos sociais, demonstrou uma técnica que transforma história externa em drama íntimo. “Isso é drama-terapia?”, perguntou Alanes? O holandês foi enfático: “Não, a terapia leva mais tempo. Mas faz bem, em particular, para pessoas caladas. E pode ser usada para dança, teatro, vídeo e a formação de professores.”

Na quinta-feira à tarde, a apresentação de dois vídeos curtos sobre um espetáculo fluvial de memórias de escravidão e a maior parada gay do planeta provocou duas horas de debate com professores e estudantes de arte educação na Unifesspa. O debate se estendeu com poetas e músicos da Associação de Escritores do Sul e Sudeste do Pará, numa noite cultural na quinta-feira, na nova Casa dos Rios. A nova coreografia da oficina de dança-percussão do coletivo AfroRaiz e o espetáculo ‘Nascente em Chamas’ de AfroMundi se misturaram com poesia e cantos da Aesspa, encerrando a Semana Mundial do Meio Ambiente.

“Tom Willems sensibilizou todos com sua compreensão ampla sobre direitos humanos. Ele conseguiu ampliar o conceito do meio ambiente, relacionando legados de massacre militar, econômica, patriarcal, racista e homofóbica, ajudando a definir ambientes de vida sustentável. E saiu celebrando a melhor visita da sua vida, determinado de idealizar uma colaboração de 3 a 4 anos entre Europa e Amazônia, intitulado Rios de Criatividade”, diz Dan Baron.

Rios de Encontro está realizando cursos de dança afro, teatro, vídeo, percussão e violão, sessões especiais de cinema comunitário rumo a um Fórum de Bem Viver a ser realizado no final de julho. Mais informações podem ser obtidas com Manoela Souza: 91-98847-8021 (Whatsapp).

Na semana passada, Rios de Encontro, o projeto eco-cultural e socioeducativo enraizado desde 2008 no bairro Cabelo Seco, realizou uma programação cultural de oficinas, rodas, e ações comunitárias e colaborativas como contribuição à Semana Mundial do Meio Ambiente. A programação foi internacionalizada pelo artista e arte educador Dr. Tom Willems, da Universidade das Artes, em Amsterdã, Países Baixos, como parte da Pororoca Mundial Solidária que está sendo coordenada pela Rede Brasileira de Arteducadores (ABRA).

Tom Willems foi recepcionado pela Universidade Comunitária dos Rios, no bairro Cabelo Seco, em um almoço regado à galinha no tucupi. Logo depois, acompanhou a apresentação da abertura da Semana Acadêmica de Geologia pelo Coletivo AfroRaiz na Unifesspa. “Fiquei impressionado pela alegria, dedicação e profissionalismo dos jovens artistas e seu projeto de resgatar e reinventar sua raiz afrodescendente. Em poucos minutos, se transformaram em produtores de uma bicicletada, cuidando de 48 crianças, jovens e adultos. Nunca vou esquecer o grito comunitário de crianças e jovens, no pôr-do-sol, dizendo ‘Eu Sou Amazônia!’ Uma performance extraordinária!”, disse Tom.

Na terça-feira, os jovens coordenadores Alanes Soares (da Biblioteca Folhas da Vida), e Rerivaldo Mendes (do Rabetas Vídeo Coletivo), e Mestre Zequinha, do Rios de Encontro, levaram Tom Willems para vivenciar os rios de Marabá. O músico Zequinha tocou ‘Pare o Trem’ e ‘Deixa o Rio Passar’, bem no encontro dos Rios Itacaiunas e Tocantins. “Em Amsterdã, criamos teatro baseado em histórias locais, mas a história de exploração violenta nesta região me impressionou, como a ameaça do projeto da hidrelétrica. Na Europa, é inimaginável construir um projeto que prejudica a vida, sem ampla consulta e debate. É inacreditável as leis que um senado sob investigação de corrupção está aprovando. E o que acontece aqui, aumentando aquecimento global, vai afundar meu país”, avalia Tom.

Na quarta-feira, o holandês retornou a este tema de co-responsabilidade ambiental internacional numa conversa com 200 alunos e professores da Escola Estadual Plínio Pinheiro. “Na minha apresentação sobre a cidade de Amsterdã, mencionei como a Holanda foi o primeiro país no mundo a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, consumo de maconha fiscalizada e trabalhadores do sexo. Isso reduziu profundamente a violência contra mulheres, jovens e crianças”, explicou aos alunos. 

A oficina de ‘teatro de ambientes locais’ que o holandês ministrou para 16 arte-educadores do projeto Rios de Encontro, estudantes e professores da Unifesspa e dos movimentos sociais, demonstrou uma técnica que transforma história externa em drama íntimo. “Isso é drama-terapia?”, perguntou Alanes? O holandês foi enfático: “Não, a terapia leva mais tempo. Mas faz bem, em particular, para pessoas caladas. E pode ser usada para dança, teatro, vídeo e a formação de professores.”

Na quinta-feira à tarde, a apresentação de dois vídeos curtos sobre um espetáculo fluvial de memórias de escravidão e a maior parada gay do planeta provocou duas horas de debate com professores e estudantes de arte educação na Unifesspa. O debate se estendeu com poetas e músicos da Associação de Escritores do Sul e Sudeste do Pará, numa noite cultural na quinta-feira, na nova Casa dos Rios. A nova coreografia da oficina de dança-percussão do coletivo AfroRaiz e o espetáculo ‘Nascente em Chamas’ de AfroMundi se misturaram com poesia e cantos da Aesspa, encerrando a Semana Mundial do Meio Ambiente.

“Tom Willems sensibilizou todos com sua compreensão ampla sobre direitos humanos. Ele conseguiu ampliar o conceito do meio ambiente, relacionando legados de massacre militar, econômica, patriarcal, racista e homofóbica, ajudando a definir ambientes de vida sustentável. E saiu celebrando a melhor visita da sua vida, determinado de idealizar uma colaboração de 3 a 4 anos entre Europa e Amazônia, intitulado Rios de Criatividade”, diz Dan Baron.

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