Correio de Carajás

Alergia Alimentar

Coluna Dr. Nagilson

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Nagilson Amoury

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A expressão de alergia alimentar é influenciada pela genética, ambiente e interação genoma-ambiente, incluindo efeitos epigenéticos.  A reação adversa ao alimento consiste em resposta clinica anormal, desencadeada pela ingestão de um alimento.

      As reações alérgicas são reprodutíveis, desencadeadas por um componente alimentar especifico e mediada por uma resposta imunológica especifica que pode ser: IgE mediada, Não IgE mediada (mediada por células) ou Mista. A causa das alergias alimentares é desconhecida, no entanto, percebe-se que algumas pessoas têm maior susceptibilidade genética em desenvolver alergias.

      O seu sistema de defesa desconhece um alimento ou componentes deste, e, passa a agredir de forma anômala o próprio organismo. Em alguns casos, as alergias ocorridas durante a infância podem desaparecer na idade adulta. A alergia alimentar é uma resposta anormal do sistema imunológico da pessoa, frente a proteínas presentes em alguns alimentos.

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       Indivíduos predispostos reconhecem alguns componentes proteicos como corpos estranhos, e isso acarreta na produção de uma série de mediadores inflamatórios responsáveis pelas reações clinicas. Umas das complicações da alergia alimentar e que deve ser mencionada é a possibilidade de evolução para anafilaxia.

      Anafilaxia é uma reação alérgica grave que se desenvolve rapidamente, dentro de um a dois minutos, e acontece quando a pessoa é exposta a algum produto alérgeno ao qual seu sistema imunológico desenvolveu sensibilidade. Esses alérgenos podem ser alguns alimentos ingeridos, picadas de insetos, medicação e agentes de contraste que são utilizados em raios-x.

       Uma vez que o corpo é exposto a substâncias que considera ser perigoso, ele ativa seu sistema imunológico responsável por produzir anticorpos. Entretanto, algumas pessoas tem uma reação exagerada desses anticorpos, o que acaba causando a anafilaxia. Alguns dos sintomas que podem aparecer são erupção cutânea, pulso baixo, convulsões, incontinência urinária, perda de consciência, ataque cerebral súbito e “choque anafilático”, que pode ser fatal se não tratado rapidamente.

      As reações graves podem ser fatais, em caso de uma reação grave precisa de uma injeção de epinefrina e atendimento de emergência. As complicações sem o tratamento rápido e adequado, a anafilaxia pode acabar resultando em: obstrução das vias respiratórias; parada cardíaca; parada respiratória (onde a pessoa fica sem respirar); e choque anafilático, causando o óbito.

      Portanto, a alergia alimentar é uma resposta imunológica na qual indivíduos geneticamente predispostos apresentam reações a proteínas alimentares que geralmente tem curso benigno. No entanto, podem evoluir de maneira não comum a complicações clinicas severas. Os mecanismos imunológicos envolvidos são essencialmente mediados por imunoglobulinas especificas (IgE) e/ou linfócitos T, que fazem parte de sistema de defesa, de forma rápida e ou tardia, respectivamente.

      Alérgenos alimentares são geralmente proteínas especificas capazes de estimular o organismo a produzir respostas imunológicas anômalas. Um grupo de 08 alimentos responde por cerca de 90% das alergias alimentares – AA: leite de vaca, ovo, soja, trigo, amendoim, castanhas, peixes e frutos do mar. No entanto, diferentes hábitos alimentares regionais permitem que o perfil de sensibilização a alimentos seja variável de acordo com a população estudada.

      O avanço da biologia molecular nas últimas décadas permitiu melhor caracterização das proteínas alimentares, possibilitando melhor conhecimento acerca das principais frações alergênicas e adicionando informações sobre gravidade de reações, história natural da doença e chance de reatividade cruzada.

      A detalhada anamnese e o minucioso exame físico são imprescindíveis para se estabelecer corretamente o diagnóstico de alergia alimentar. Ao exame físico deve-se atentar para outros sinais de atopia (rinite, dermatite) e para o estado nutricional do paciente como fatores de repercussão da doença sobre o indivíduo. O tema prossegue na próxima edição de terça-feira.

* O autor é especialista em cirurgia geral e saúde digestiva.

        

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