Correio de Carajás

Toni Cunha ignora Conselho Municipal de Transporte, denuncia conselheiro

Beto Jamaica lembra que o Conselho representa os usuários do transporte em Marabá
Por: Chagas Filho

Em quase dois anos de gestão municipal, o Conselho Municipal de Transporte teve apenas uma reunião. O órgão, que reúne representantes da população simplesmente foi escanteado pelo atual governo. Com isso, decisões importantes ligadas ao setor estão sendo tomadas de forma unilateral pela prefeitura, deixando sem voz as pessoas que precisam do transporte público.

A denúncia foi feita por Gilberto Soares dos Santos, o popular Beto Jamaica, membro do conselho na condição de representante dos moradores da Nova Marabá. Ele veio até o CORREIO para relatar que a entidade tem recebido demandas da comunidade, como ampliação das rotas dos ônibus urbanos, mas não há diálogo com a prefeitura.

Beto Jamaica cita como exemplo os moradores da Avenida Transmangueira, que estão esquecidos, e onde hoje funciona o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). “Pessoas em situação de vulnerabilidade têm que pegar transporte alternativo para chegar lá”, denuncia.

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Outro exemplo dado por Beto Jamaica é o caso dos moradores dos bairros Nossa Senhora Aparecida e Araguaia, obrigados a percorrer longas distâncias até encontrar uma parada de ônibus.

Todas essas questões precisam ser tratadas pela prefeitura, mas não estão sendo porque o Conselho Municipal de Transporte, que deveria ser o mediador entre o poder público e a comunidade, está sendo ignorado pela atual gestão da Prefeitura de Marabá.

NOVOS ÔNIBUS

Embora o Conselho de Transporte seja um órgão consultivo, a prefeitura não consultou o conselho quando decidiu alugar novos ônibus para fazer o transporte público, pagando inclusive valores muito acima dos praticados pelo setor. “Eu fiquei sabendo pelas redes sociais”, relata Beto Jamaica.

Ainda de acordo com ele, situações como esta, que envolvem o modelo de transporte urbano adotado pelo município e que envolvem muito recurso público precisam ser levadas ao conselho, que é o representante dos usuários do transporte.

O CORREIO solicitou uma nota de esclarecimento da Prefeitura sobre essa falta de diálogo com o Conselho de Transportes, mas até o fechamento desta reportagem não houve retorno.