Há palavras que entram para a história. “Independência”. “Liberdade”. “Gol”.
E há palavras que entram para a história do futebol brasileiro por motivos um pouco menos nobres.
“Desfrutem”, por exemplo.
Leia mais:A palavra parecia inocente até Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, resolver usá-la. Depois do empate do Palmeiras com o Botafogo, o português recomendou aos palmeirenses que aproveitassem e desfrutassem dos últimos anos de glórias do clube.
Até aí, tudo bem. O problema é que futebol não costuma deixar uma frase dessas dando sopa.
O Flamengo ouviu.
Esperou.
E, na quinta-feira, depois de vencer o Independiente del Valle por 2 a 0, em Quito, pela Libertadores, alguém no departamento de comunicação rubro-negro teve aquela ideia que parece ter surgido em uma mesa de bar: “E se a gente mandar um ‘desfrutem’”?
Mandou.
Só isso.
Sem textão. Sem explicação. Sem indireta com 14 parágrafos.
“Desfrutem”.
Uma palavra. O suficiente para fazer o futebol brasileiro entender exatamente o que estava sendo dito.
Agora palavra “desfrutem” ganhou vida própria.
Resta então ao Palmeiras responder.
Porque no futebol, como na vida, certas palavras têm efeito bumerangue.
Você manda um “desfrutem” e corre o risco de receber outro de volta.
Observação: As opiniões contidas nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do CORREIO DE CARAJÁS.

