Dados divulgados pela Equatorial Pará apontam que 990 veículos atingiram postes da rede elétrica no estado entre janeiro e junho de 2026. No ano passado, foram 2.573 registros. Somados, os dois períodos reúnem 3.563 ocorrências, segundo a distribuidora.
Os números devem ser lidos com cautela porque comparam o primeiro semestre de 2026 com um ano completo de 2025. Ainda assim, os casos mostram a dimensão de um tipo de acidente que pode deixar bairros sem energia, danificar a rede e aumentar os riscos para motoristas, passageiros e pessoas que circulam perto do local.
Belém concentrou o maior número de registros no primeiro semestre, com 82 colisões, seguida por Ananindeua, com 53. Benevides e Marituba contabilizaram 11 casos cada; Santa Izabel do Pará, 10; Salvaterra, 8; Soure, 5; e Santa Cruz do Arari, 4.
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No sudeste do estado, Itupiranga liderou as ocorrências entre os municípios do polo de Marabá, com 31 casos no período. Marabá aparece em seguida, com 25 colisões, enquanto Rondon do Pará registrou 15. Dom Eliseu teve 8 ocorrências e Jacundá, 4. Nova Ipixuna contabilizou 2 casos. Brejo Grande do Araguaia, Palestina do Pará, São Domingos do Araguaia e São João do Araguaia registraram uma colisão cada.

Em 2025, os maiores números informados pela empresa também estavam em Belém, com 89 acidentes, e em Ananindeua, com 33. Naquele período, Santa Cruz do Arari teve 8 registros; Santa Izabel do Pará, 7; Marituba e Santa Bárbara do Pará, 5 cada; Salvaterra e Bujaru, 4 cada.
Uma colisão contra poste pode comprometer cabos, transformadores e outras estruturas da rede. Quando há dano significativo, o fornecimento de energia pode ser interrompido até que a área seja isolada e o reparo seja concluído. A duração da interrupção depende da extensão dos estragos, do acesso ao local e das condições de segurança para o trabalho das equipes.
O risco mais imediato, porém, é a possibilidade de contato com fios energizados. Em caso de acidente, pessoas que estiverem no local não devem tocar no veículo, no poste ou nos cabos caídos. A orientação é manter distância, sinalizar a área quando for possível fazê-lo sem exposição ao risco e acionar o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) se houver vítimas.
A distribuidora responsável pela rede também deve ser comunicada para que seja feito o desligamento técnico, quando necessário, e iniciado o reparo. A Equatorial Pará informa que o atendimento pode ser solicitado pelo telefone 0800 091 0196.
Os custos para recompor a estrutura podem ser cobrados do responsável pelo acidente. A empresa afirma que, quando há quebra do poste e rompimento da fiação, materiais e serviços superam R$ 4 mil. A responsabilização, contudo, depende da apuração das circunstâncias do caso e da identificação de quem causou o dano. O artigo 927 do Código Civil estabelece que quem provoca prejuízo a terceiros por ato ilícito deve repará-lo, regra que pode ser aplicada em situações de dano à rede elétrica.
A prevenção passa pelo cumprimento das normas de trânsito, mas também pela redução de velocidade em vias urbanas e rodovias, sobretudo em trechos com baixa visibilidade, chuva ou fluxo intenso. Em acidentes dessa natureza, preservar a vida e evitar a aproximação de estruturas energizadas deve ser a prioridade antes de qualquer tentativa de retirar o veículo ou liberar a via.

