📅 Publicado em 12/08/2026 09h20✏️ Atualizado em 12/08/2026 09h38
Parauapebas é conhecida pelas altas temperaturas e pelo calor que costuma aparecer logo nas primeiras horas do dia, mas nesta quarta-feira (12), a cidade ficou encoberta por uma neblina durante a manhã e os termômetros marcavam 24°C às 8h11, cenário que surpreendeu quem está acostumado a enfrentar o calor intenso já no início do dia.
A mudança foi percebida, principalmente, por moradores que aproveitam as primeiras horas da manhã para realizar atividades ao ar livre. Para quem vive na cidade, o período mais fresco é considerado um alívio diante das temperaturas elevadas registradas habitualmente ao longo do dia.

O aposentado Laudy dos Santos Castro, de 58 anos, conta que sente bastante a diferença entre a manhã e o restante do dia. Segundo ele, o clima começou agradável, mas sabe que o calor vai chegar rapidamente. “A partir de meio-dia começa a esquentar. É muito quente o tempo”, relata.
Morador de uma casa com cobertura de fibrocimento, Laudy diz que o calor se torna ainda mais difícil dentro de casa. Segundo ele, até o ventilador deixa de ser uma solução quando a temperatura sobe. “Até o vento é quente”, afirma, agoniado.
A exposição ao calor também afeta a pele. Laudy conta que não costuma utilizar protetor solar e percebe que a pele fica ressecada nos períodos mais quentes.
O calor também pesa no bolso de quem precisa recorrer ao ar-condicionado para conseguir descansar ou trabalhar. Israel Neves Soares, de 49 anos, afirma que costuma acordar cedo e considera as primeiras horas da manhã mais agradáveis. Depois, porém, a temperatura aumenta rapidamente. Mas conta que ficou feliz com a temperatura agradável da manhã de quarta.
“Até umas 7 horas é um clima bom. Aí depois das 10 horas esquenta”, conta Israel, que diz precisar recorrer ao ar-condicionado durante o período de descanso. Além do conforto, ele destaca o impacto na conta de energia elétrica provocado pelo uso frequente do equipamento.
Para Israel, dias como esta quarta-feira são bem mais agradáveis. “Se fosse o tempo igual hoje, tranquilo, não precisava nem de ar-condicionado, ventilador, só abrir a janela e deixar o ar correr”, afirma.

