A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve analisar, em 4 de agosto, o reajuste tarifário anual da Equatorial Pará. O voto da relatora prevê aumento médio de 7,60%, sendo 7,40% para consumidores de baixa tensão e 8,42% para os atendidos em alta tensão. Caso aprovado, o reajuste entrará em vigor em 7 de agosto.
O aumento médio projetado supera em quase três pontos percentuais o IPCA acumulado em 12 meses até junho, de 4,64%. Para os consumidores de alta tensão, entre os quais estão indústrias, comércios e outros empreendimentos, a diferença em relação à inflação chega a 3,78 pontos percentuais.
Entre os principais fatores que pressionaram as tarifas estão os custos de compra de energia, os encargos setoriais, as receitas irrecuperáveis e os ajustes financeiros do setor elétrico. O índice foi reduzido pela antecipação de R$ 500 milhões em recursos de Uso do Bem Público (UBP). Sem esse componente financeiro, o reajuste médio calculado seria de 13,41%.
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Para a Armor Energia, a nova alta reforça a necessidade de consumidores empresariais adotarem uma gestão mais estratégica dos seus custos energéticos.
“O reajuste médio previsto de 7,60% supera significativamente a inflação. Para as empresas atendidas em alta tensão, a alta pode chegar a 8,42%, ampliando ainda mais a pressão sobre os custos operacionais”, afirma Lucas Kok, sócio-diretor de Inteligência de Mercado da Armor Energia.
Segundo o executivo, embora as empresas não possam evitar os reajustes definidos pela Aneel, é possível reduzir seus efeitos por meio de soluções como Mercado Livre de Energia, geração distribuída, telemetria, eficiência energética e armazenamento.
