Correio de Carajás

MPPA capacita 175 de Marabá e região pelo programa de integridade

Ministério Público Estadual aposta na cultura ética para fortalecer atuação institucional em sete municípios do sudeste do Pará

Oficina alcançou 175 participantes, entre servidores, militares, estagiários e trabalhadores terceirizados
✏️ Atualizado em 09/07/2026 07h49

O Ministério Público do Estado do Pará, através do Escritório de Integridade em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF), realizou, nos dias 30 de junho e 1º de julho de 2026, em Marabá, a implementação de oficinas voltadas à integridade e conduta ética no âmbito do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), denominada: “Oficinas Caminhos da Integridade: decisões éticas para servidores, militares, estagiários e terceirizados do MPPA”.

A ação integrou o processo de interiorização das atividades do Programa de Integridade do MPPA e teve como objetivo fortalecer a cultura ética institucional, ampliar o conhecimento sobre os mecanismos de integridade e promover reflexões práticas sobre condutas no serviço público.

A oficina foi conduzida pelo promotor de Justiça Marcelo Batista Gonçalves, coordenador do Escritório de Integridade do MPPA, que ministrou a palestra “Missão e Valores do MP quanto aos Deveres Éticos e Institucionais”. Durante a atividade, o promotor destacou a importância do fortalecimento da cultura de integridade no ambiente institucional e ressaltou a atenção conferida pela Procuradoria-Geral de Justiça ao tema, considerado essencial para o aprimoramento da atuação ministerial.

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As assessoras Georgia Hesketh Toscano do Escritório de Integridade e Hélida Helena da Silva Oliveira, presidente da Comissão de Ética do MPPA  e integrante do Escritório de Proteção de Dados, abordaram temas relacionados ao Programa de Integridade do MPPA, como as etapas do diligenciamento pré-admissional, a política institucional de prevenção e enfrentamento ao assédio moral, sexual e à discriminação, situações de conflito de interesses, tratamento adequado de brindes, presentes e hospitalidades, avaliação reputacional de terceiros e mecanismos de integridade de licitantes e contratados.

Além das palestras, a programação contou com interação entre participantes e palestrantes, bem como dinâmica em grupo para coleta de indicadores, por meio do preenchimento de formulário destinado ao aprimoramento das ações do Programa de Integridade do MPPA.

Antonio Motta: “Oficina é um importante instrumento para consolidar uma cultura organizacional pautada na ética”

Em Marabá, a realização da oficina contou com formato ampliado e inovador na Região Administrativa Sudeste I. A Coordenação das Promotorias de Justiça de Marabá, por meio da coordenadora, promotora de Justiça Jane Cleide Silva Souza, que compôs a mesa de abertura, juntamente com a chefia de apoio de Marabá, composta por Antonio dos Santos Motta e Hugo Teixeira Resende, idealizou a dinâmica de participação presencial e remota, além de prestar todo o suporte logístico necessário para viabilizar o alcance dos integrantes do Polo.

Com a estratégia adotada, além da participação presencial dos integrantes das Promotorias de Justiça de Marabá, o evento foi transmitido remotamente para os municípios de São João do Araguaia, São Domingos do Araguaia, São Geraldo do Araguaia, Jacundá, Itupiranga e Rondon do Pará, permitindo a participação de praticamente todos os integrantes da Região Administrativa Sudeste I.

Para o chefe de Apoio do polo, Antonio dos Santos Motta, os conhecimentos transmitidos durante a oficina representam um importante instrumento para consolidar uma cultura organizacional pautada na ética, na responsabilidade e no compromisso com o interesse público.

 Para a técnica ministerial de Rondon do Pará, Luciana de Jesus da Silva Oliveira, presente em Marabá, questionou: “como seria possível desenvolver a integridade em servidores que já ingressam no Ministério Público com seu caráter e seus valores pessoais formados?”

Contudo, ao longo das discussões, a servidora compreendeu que a integridade, no ambiente organizacional, vai além das convicções individuais: ela é fortalecida pela cultura institucional.

Acrescendo que “uma organização que cultiva a integridade, por meio de exemplos, normas e práticas coerentes, influencia positivamente o comportamento de seus servidores e cria um ambiente em que agir corretamente se torna o padrão esperado. Da mesma forma, a ausência dessa cultura pode favorecer desvios, mesmo em pessoas que, individualmente, possuem bons valores”. Tendo a reflexão reforçado, para ela, a conhecida afirmação de que “a cultura devora a estratégia no café da manhã”. Não basta estabelecer regras ou elaborar planos de integridade; é a cultura organizacional que, no dia a dia, transforma esses princípios em realidade.

Ao todo, a oficina alcançou 175 participantes, entre servidores, militares, estagiários de nível médio e superior e trabalhadores terceirizados. A programação foi distribuída em dois dias justamente para assegurar ampla participação das equipes, sem prejuízo à continuidade dos serviços prestados à população nas unidades ministeriais.

A realização da oficina em Marabá e demais polos reforça o comprometimento da administração superior com a interiorização das ações institucionais e com a consolidação de uma cultura organizacional pautada pela ética, pela transparência, pela prevenção de irregularidades e pela melhoria contínua do serviço público. (Fonte: MPPA)