O futebol tem um poder que poucos esportes conseguem explicar. De vez em quando, ele derruba a lógica e transforma o improvável em inesquecível.
Foi assim na vitória do Equador sobre a Alemanha na Copa do Mundo de 2026. Era Davi diante de Golias. E, por noventa minutos, a tradição deu lugar à coragem. E coube ao questionado Plata o título de heroi do jogo, com o gol da vitória.
Mas o momento mais bonito veio depois do apito final. Enquanto os jogadores comemoravam no gramado, o técnico Sebastián Beccacece correu para a arquibancada, escalou o alambrado e abraçou a família. Não era apenas a celebração de uma classificação. Era um homem dividindo o maior momento da carreira com quem esteve ao seu lado antes das vitórias e dos aplausos.
Leia mais:É por cenas assim que o futebol nos conquista. Não importa a nacionalidade. O brasileiro, que aprendeu a amar esse jogo como parte da própria identidade, também se emociona quando vê um gigante cair e um sonho vencer a realidade.
Naquela noite, o Equador derrotou a Alemanha. Mas quem realmente venceu foi o futebol.

Observação: As opiniões contidas nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do CORREIO DE CARAJÁS.
