Correio de Carajás

Pompeu em Aquarela

Por: *Jennifer Gabriela Pereira
✏️ Atualizado em 19/06/2026 11h50

Pela janela eletrônica vislumbro o novo mundo em pompa, universo de Pompeu.

Entre links, sites e notícias de fel, vem cantar na ciranda, Ulisses, a Odisseia Marabaense.

Em tom de poesia incandescente registra ele as histórias de um povo que às margens do Rio Itacaiúnas viveu. Fonte na qual há tempos mergulhara e desta também infância bebeu.

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Registrou na pele, na lembrança, nas letras, tudo quanto a seu coração vinha a inspirar. Nas sensações profundas que emanam de uma alma sensível, para inflamar o calor que causa a dor do outro, a dor bonita, escrita pelo seu espírito de poesia. Assim fizera do passado de seu povo um pretérito mais que perfeito.

À sombra das castanheiras, sobre as raízes férteis de uma vida inteira regada de força e paixão pelo código expresso – língua portuguesa – não bastava falar, era necessário eternizar, fincar nas veias destas águas que se encontram, Tocantins e Itacaiúnas, geração passada e futura, o legado da alegria e da labuta que ergue a História, diante do presente, uma muralha de crônicas escritas sobre as pessoas queridas, os momentos de festa, de dor, a fruta fresca que colore a vida, a fim de não serem levadas pela correnteza ao abismo das civilizações esquecidas.

Diante do Sol abrasante de Marabá corre Ulisses em direção às rotas múltiplas de sua vívida existência na vida de incontáveis indivíduos, pelas escolas a lecionar, no jornal a informar e em todo lugar a permear o ambiente com sua alegria que contagia, embeleza e irradia com seu sorriso que reverbera nos corações que de forma atenta observam o esplendor de sua índole bem-quista.

Para que saiba que meu coração poeta vibra ao ler nas telas o brilho de tua alma escrita, preparo para ti uma Aquarela viva, pintada pelas vidas impactadas pelas crônicas por ti redigidas. Capturo este momento dentro de mim, cativo em lágrimas de alegria, para evidenciar que o teu amor pelas histórias deste povo gera amor nessas sementes que germinam – adolescentes – a verdade descrita em um futuro irrigado pelas belezas de um passado eternizado nas doces palavras de Ulisses Pompeu que, assim como os manuscritos eternizados, será para sempre imortalizado à sombra fresca dos escritos seus.

* A autora é aluna do 3º ano do Ensino Médio da Escola Geraldo Veloso e escreveu a crônica acima para homenagear Ulisses Pompeu durante o evento “Aquarela”, realizado na noite da última quinta-feira, 19 de junho

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