Com a intensidade das chuvas no Pará neste período do ano, é importante que a população paraense tome medidas preventivas contra a Leptospirose, mais uma doença que preocupa as autoridades sanitárias no inverno amazônico, porque os riscos de contaminação aumentam nas áreas alagadas. O alerta é da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), diante do elevado volume de chuvas.
A Leptospirose é uma doença infecciosa causada pela Leptospira, uma bactéria encontrada na urina do rato. O animal contaminado não adoece, mas a Leptospira liberada por ele vive por meses nos esgotos e locais onde ele urinou. Quando chove, a água entra na toca do rato e traz a bactéria para a superfície, aumentando o risco de infecção em pessoas.
Segundo a coordenadora estadual de Zoonoses da Sespa, Elke Abreu, as pessoas contraem Leptospirose quando entram em contato com a água contaminada e têm algum ferimento na pele. “No entanto, a doença também pode ser contraída pela mucosa e pele íntegra quando imersa por muito tempo em água ou lama contaminada, e ainda pelo consumo de alimentos ou água também contaminados”, informou.
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Sintomatologia – Os sinais e sintomas iniciais são febre, dor de cabeça e dor muscular, principalmente na panturrilha (batata da perna), que aparecem geralmente oito dias após o contato com a água contaminada.
Atualmente, conforme Elke Abreu, o que dificulta o diagnóstico é a existência de muitas doenças, como gripe, dengue, chikungunya e zika, que têm sintomas muito parecidos. “Por isso, se o paciente relatar que teve contato com esgoto, lixo ou água empoçada nas ruas, o médico precisa suspeitar de Leptospirose”, alertou a coordenadora. Em algumas pessoas as consequências da contaminação podem evoluir para formas graves, só percebidas quando a pele fica amarelada, há pontos hemorrágicos nos olhos e quadro de insuficiência renal, que pode causar a morte.
Dados – De acordo com a Sespa, em 2025 foram confirmados 151 casos de Leptospirose no Pará, principalmente entre os meses de janeiro e abril. De janeiro a fevereiro de 2026, foram registrados quatro casos.
Em 2025, os municípios que tiveram mais ocorrências foram Belém (53), Óbidos (16) e Castanhal (11). Já em 2026, até o momento, foram registrados três casos em Santarém e um em Breves.
As principais medidas preventivas contra Leptospirose são:
- Evitar acúmulo de lixo e água parada;
- Proteger os pés ao andar em áreas alagadas;
- Beber água tratada;
- Não deixar restos de alimentos de animais de estimação disponíveis aos roedores;
- Não consumir alimentos de origem duvidosa ou expostos aos roedores;
- Evitar tomar banho em canais, igarapés, açudes e riachos próximos de áreas infestadas por roedores.
(Agência Pará)
