📅 Publicado em 24/07/2026 16h36✏️ Atualizado em 24/07/2026 16h39
A centésima operação do Projeto Rondon foi oficialmente encerrada em Marabá, consolidando mais uma etapa da iniciativa do Ministério da Defesa voltada à promoção do desenvolvimento social por meio da atuação de universitários em comunidades de diferentes regiões do país. Além de Marabá, a Operação Carimbó também contemplou municípios do arquipélago do Marajó e das regiões de Abaetetuba e Cametá.
Durante a cerimônia de encerramento, o representante do Ministério da Defesa, Oswaldo dos Reis Júnior, destacou o caráter histórico da ação, que marcou a 100ª operação do programa desde sua retomada, em 2005. Segundo ele, por se tratar de uma edição simbólica, a operação foi ampliada tanto no número de municípios atendidos quanto na quantidade de instituições de ensino superior participantes.

Oswaldo Júnior ressaltou que o Projeto Rondon vai além da prestação de serviços às comunidades. Para ele, a experiência também transforma os próprios estudantes, que compartilham conhecimentos por meio de oficinas e atividades multidisciplinares, mas retornam às suas universidades enriquecidos pelas vivências e aprendizados adquiridos junto às populações locais.
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“Todos os estudantes relataram que a experiência superou as expectativas”, afirmou Oswaldo Júnior, ao destacar a emoção observada durante a entrega dos certificados.

De acordo com o Ministério da Defesa, a operação alcançou os objetivos previstos como política pública, promovendo oficinas voltadas ao desenvolvimento econômico, saúde, educação e meio ambiente. A iniciativa também ofereceu capacitações para profissionais como agentes comunitários de saúde e educadores, contribuindo para a atualização de conhecimentos e fortalecimento das ações desenvolvidas nos municípios.
O representante do governo federal também comemorou o fato de a centésima operação ter sido realizada no Pará, Estado que classificou como estratégico pela sua dimensão territorial e importância para o programa.
Ainda durante a cerimônia, foi informado que o cronograma do Projeto Rondon já prevê novas operações. A próxima será realizada no estado do Piauí e, em julho do próximo ano, a iniciativa seguirá para Roraima.
Segundo o Ministério da Defesa, cerca de 90 instituições de ensino superior costumam se inscrever a cada edital do programa, passando por um processo seletivo para integrar as operações. Na avaliação da pasta, o Projeto Rondon chega à sua centésima edição consolidado e em uma nova fase, priorizando ações de caráter multiplicador nas áreas de economia, saúde, educação e meio ambiente, em substituição ao antigo modelo predominantemente assistencialista.

OPERAÇÃO CARIMBÓ DEIXA LEGADO
Para quem participa do Projeto Rondon, a experiência vai muito além da atuação profissional. É o que afirma a farmacêutica e doutoranda em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Francieli Souza Santos, integrante de uma das equipes que atuaram em Parauapebas durante a Operação Carimbó.
Segundo ela, a iniciativa representa um “divisor de águas” na vida acadêmica e pessoal dos universitários. A convivência com diferentes culturas e realidades, além do contato direto com as comunidades atendidas, proporciona aprendizados que dificilmente seriam vivenciados em sala de aula.

Emocionada ao relembrar a experiência, Francieli destacou a receptividade dos paraenses e afirmou que retorna ao Rio Grande do Sul levando uma bagagem muito maior do que a transportada nas malas. “A bagagem que a gente leva para a vida, como ser humano, é muito maior”, resumiu.
A pesquisadora também elogiou a acolhida recebida no Pará e classificou a participação na centésima operação do Projeto Rondon como uma oportunidade marcante, capaz de transformar a formação profissional e pessoal dos estudantes envolvidos.
