Correio de Carajás

Projeto Rondon encerra 100º operação com saldo positivo em Marabá

Após duas semanas de atividades no Pará, Projeto Rondon conclui sua 100ª operação destacando legado tanto para comunidades quanto para universitários

Grupo de voluntários do Projeto Rondon usando chapéus e coletes amarelos sentados em um auditório durante cerimônia.
Acadêmicos de dezenas de instituições do País participaram da 100ª edição do Projeto Rondon/Fotos: Evangelista Rocha
Por: Chagas Filho E Marcos Fabrício/TV Correio (SBT)
✏️ Atualizado em 24/07/2026 16h39

A centésima operação do Projeto Rondon foi oficialmente encerrada em Marabá, consolidando mais uma etapa da iniciativa do Ministério da Defesa voltada à promoção do desenvolvimento social por meio da atuação de universitários em comunidades de diferentes regiões do país. Além de Marabá, a Operação Carimbó também contemplou municípios do arquipélago do Marajó e das regiões de Abaetetuba e Cametá.

Durante a cerimônia de encerramento, o representante do Ministério da Defesa, Oswaldo dos Reis Júnior, destacou o caráter histórico da ação, que marcou a 100ª operação do programa desde sua retomada, em 2005. Segundo ele, por se tratar de uma edição simbólica, a operação foi ampliada tanto no número de municípios atendidos quanto na quantidade de instituições de ensino superior participantes.

Cerimônia de encerramento reuniu autoridades no Centro de Convenções em Marabá

Oswaldo Júnior ressaltou que o Projeto Rondon vai além da prestação de serviços às comunidades. Para ele, a experiência também transforma os próprios estudantes, que compartilham conhecimentos por meio de oficinas e atividades multidisciplinares, mas retornam às suas universidades enriquecidos pelas vivências e aprendizados adquiridos junto às populações locais.

Leia mais:

“Todos os estudantes relataram que a experiência superou as expectativas”, afirmou Oswaldo Júnior, ao destacar a emoção observada durante a entrega dos certificados.

Oswaldo Júnior: “Estudantes relataram que a experiência superou as expectativas”

De acordo com o Ministério da Defesa, a operação alcançou os objetivos previstos como política pública, promovendo oficinas voltadas ao desenvolvimento econômico, saúde, educação e meio ambiente. A iniciativa também ofereceu capacitações para profissionais como agentes comunitários de saúde e educadores, contribuindo para a atualização de conhecimentos e fortalecimento das ações desenvolvidas nos municípios.

O representante do governo federal também comemorou o fato de a centésima operação ter sido realizada no Pará, Estado que classificou como estratégico pela sua dimensão territorial e importância para o programa.

Ainda durante a cerimônia, foi informado que o cronograma do Projeto Rondon já prevê novas operações. A próxima será realizada no estado do Piauí e, em julho do próximo ano, a iniciativa seguirá para Roraima.

Segundo o Ministério da Defesa, cerca de 90 instituições de ensino superior costumam se inscrever a cada edital do programa, passando por um processo seletivo para integrar as operações. Na avaliação da pasta, o Projeto Rondon chega à sua centésima edição consolidado e em uma nova fase, priorizando ações de caráter multiplicador nas áreas de economia, saúde, educação e meio ambiente, em substituição ao antigo modelo predominantemente assistencialista.

A entrega dos certificados de participação é um momento muito especial para todos

OPERAÇÃO CARIMBÓ DEIXA LEGADO

Para quem participa do Projeto Rondon, a experiência vai muito além da atuação profissional. É o que afirma a farmacêutica e doutoranda em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Francieli Souza Santos, integrante de uma das equipes que atuaram em Parauapebas durante a Operação Carimbó.

Segundo ela, a iniciativa representa um “divisor de águas” na vida acadêmica e pessoal dos universitários. A convivência com diferentes culturas e realidades, além do contato direto com as comunidades atendidas, proporciona aprendizados que dificilmente seriam vivenciados em sala de aula.

Francieli Souza Santos considerado o Projeto Rondon como “um divisor de águas”

Emocionada ao relembrar a experiência, Francieli destacou a receptividade dos paraenses e afirmou que retorna ao Rio Grande do Sul levando uma bagagem muito maior do que a transportada nas malas. “A bagagem que a gente leva para a vida, como ser humano, é muito maior”, resumiu.

A pesquisadora também elogiou a acolhida recebida no Pará e classificou a participação na centésima operação do Projeto Rondon como uma oportunidade marcante, capaz de transformar a formação profissional e pessoal dos estudantes envolvidos.