Correio de Carajás

Vôlei: Brasil derrota o Japão, mas é eliminado do Mundial feminino

Fernanda Garay tenta o ataque contra bloqueio japonês — Foto: Divulgação/FIVB
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

Quando subiu à rede e parou no bloqueio de Araki, Gabi parecia carregar todo o peso da decepção. O sonho de uma possível redenção durou apenas um set. Nesta quinta-feira, em Nagóia, o Brasil precisava vencer o Japão por 3 sets a 0 para avançar à terceira fase do Mundial. Chegou a ter cinco pontos de vantagem na parcial, mas voltou a se perder na própria instabilidade. Eliminada ainda no início, a seleção conseguiu renovar os ânimos para buscar a virada: 3 sets a 2, parciais 23/25, 16/25, 28/26, 25/21 e 15/11. Uma vitória com muito pouco a festejar em um adeus melancólico.

Foi uma campanha marcada pela falta de equilíbrio. A seleção, que sonhava com um título inédito, se despede ainda na segunda fase: em nove jogos, seis vitórias e três derrotas. Termina o Mundial em sétimo lugar, no pior resultado desde 2002, quando também se despediu em sétimo. O título da competição é o único dos grandes que falta para a equipe, bicampeã olímpica (em Pequim 2008 e Londres 2012). O Brasil foi vice-campeão mundial em 1994, 2006 e 2010 e bronze em 2014.

A equipe japonesa celebra a classificação para a próxima fase — Foto: FIVB
A equipe japonesa celebra a classificação para a próxima fase — Foto: FIVB

A equipe fecha a segunda fase do Mundial em quarto lugar no grupo E, com 20 pontos, atrás das três seleções classificadas à terceira fase: Holanda, Japão e Sérvia. No Grupo F, Itália e China entraram em quadra já classificadas. Atuais campeões, os Estados Unidos, mesmo com uma derrota para as italianas por 3 a 1, conseguiram ficar com a última vaga. Maior vencedora da história, com sete títulos, a Rússia foi outro gigante a se despedir do Mundial nesta quinta. Derrotadas pelas chinesas também por 3 a 1, desperdiçaram a chance de seguir na competição.

Leia mais:
Tandara, com 24 pontos, foi a maior pontuadora do jogo, seguida por Fernanda Garay, com 20. Pelo Japão, Koga marcou 23. Na saída de quadra, o choro com a eliminação. Natália, Gabi, Dani Lins e Adenízia, entre outras, não conseguiram esconder a dor da eliminação. Mais sereno, Zé Roberto lamentou a queda, mas ressaltou a luta até o fim.

– É claro que estamos muito tristes com a eliminação. Mas era importante vencer, sair de cabeça erguida. Fiquei feliz com a entrega do time, mas infelizmente não deu – afirmou o treinador.

Queda logo no início

A seleção foi à quadra com uma mudança. Garay, que entrou bem contra a Holanda, voltou a ganhar a vaga de Drussyla. Foram as japonesas, porém, que abriram a contagem, com Koga. O início já mostrou como seria o desenho da partida. Com muito volume de jogo, o Japão tentaria vencer o bloqueio brasileiro com rapidez. Foi um começo equilibrado, com os dois times se alternando no comando do placar. Um bloqueio de Tandara, porém, deu a vantagem ao Brasil antes do primeiro tempo técnico.

Aos poucos, o Brasil conseguiu se soltar. Depois de Suelen salvar uma bola quase impossível, Fernanda Garay soltou o braço para marcar. No ponto seguinte, Roberta apareceu livre para empurrar para a quadra rival e marcar 11/8. A técnica Kumi Nakada, então, pediu tempo. O Japão cresceu e ficou a um ponto do empate. Àquela altura, no entanto, o Brasil parecia seguro. Voltou a controlar o jogo e logo abriu 21/16. Quando as japonesas marcaram dois pontos seguidos, Zé Roberto pediu tempo e tentou arrumar a casa. Mas, com um pouco de sorte, as japonesas chegaram ao empate. O saque de Araki tocou na fita e caiu direto na quadra brasileira. A virada veio em um erro de Tandara, ao vir de trás e pisar na linha de três metros na hora de atacar. Quando Gabi ficou no bloqueio rival, o sonho chegou ao fim: 25/23. Ali, o Brasil já estava eliminado do Mundial.

Era difícil voltar à quadra. No intervalo, maior que o costume a pedido da TV japonesa, as jogadoras brasileiras tentaram se consolar. Gabiru, por exemplo, tinha os olhos cheios d’água. Ainda que não houvesse mais chances, era preciso voltar. Classificado, o Japão jogava solto diante de uma torcida tão barulhenta quanto animada. Faltava ao Brasil a concentração para tentar reagir. Na primeira parada técnica, as donas da casa já tinham 8/4 no placar.

Não demoraram a disparar. A decepção pela queda era nítida, e o Brasil sequer conseguia fazer frente às rivais. Logo, o Japão teve 18/10. Zé Roberto tentou mudar, mandou Dani Lins, Drussyla e Adenízia à quadra, mas pouco adiantou. Em um novo erro de Drussyla, fim de papo: 25/16.

O Brasil queria se despedir de forma digna. Começou melhor o terceiro set e abriu 7/2. Foi para o primeiro tempo técnico com 8/4 no placar. Foi o sinal para que as coisas desandassem mais uma vez. As japonesas reagiram e passaram à frente. As brasileiras, porém, brigaram. Ainda não queriam se despedir. Salvaram quatro match points e tomaram a dianteira duas vezes na reta final, em uma virada improvável. No ace de Fernanda Garay, fecharam o set: 28/26.

Na tentativa de se despedir ao menos com uma vitória, o Brasil se manteve à frente no quarto set. Com Thaisa em quadra, a seleção buscou fortalecer seu bloqueio e abriu 9/6 no placar. As japonesas conseguiram retomaram a vantagem e já tinham 16/12 no segundo tempo técnico. O Brasil, na marra, conseguiu retomar o controle do jogo mais uma vez. No ace de Tandara, fez 21/16. As japonsas ainda ficaram a um ponto do empate, mas Gabi forçou o tie-break: 25/21.

No tie-break, o Japão voltou a dominar a partida e abriu 3/0 logo no início. Os erros brasileiros ainda estavam todos lá. Mas havia luta, porém. Com um ace de Fernanda Garay, deixou tudo igual, em 7/7. A partir dali, conseguiu se manter à frente até fechar em 15/11.

Brasil sofreu com a incansável defesa japonesa — Foto: Divulgação/FIVB
Brasil sofreu com a incansável defesa japonesa — Foto: Divulgação/FIVB

Confira as escalações:

Brasil: Roberta, Tandara, Gabi, Fernanda Garay, Bia e Adenízia. Líbero: Suelen.
Entraram: Dani Lins, Natália, Adenízia, Drussyla e Thaisa.

Japão: Tashiro, Koga, Shinnabe, Araki, Okumura e Kurogo. Líbero: Kobata.
Entraram: Ishii, Inoue, Nagaoka, Uchiseto e Shimamura.

(Fonte:G1)

Comentários

Mais

Revitalização do Ginásio Renato Veloso avança

Revitalização do Ginásio Renato Veloso avança

A obra de revitalização do Ginásio de Esportes “Renato Veloso”, localizado na Folha 16, na Nova Marabá, iniciou em agosto…
Com gol contra, Remo vence Avaí em confronto de Leões pela Série B

Com gol contra, Remo vence Avaí em confronto de Leões pela Série B

No jogo entre os Leões Azul e da Ilha, melhor para o representante do Pará. Nesta quinta-feira (16), o Remo…
Flamengo e Grêmio duelam em busca de vaga na semifinal

Flamengo e Grêmio duelam em busca de vaga na semifinal

Em meio a uma polêmica sobre a presença de público nas arquibancadas do Maracanã, Flamengo e Grêmio se enfrentam nesta…
Gabriel Medina é tricampeão mundial de surfe nos Estados Unidos

Gabriel Medina é tricampeão mundial de surfe nos Estados Unidos

O brasileiro Gabriel Medina conquistou o Campeonato Mundial de Surfe pela terceira vez. A praia de Trestles, na Califórnia, foi tomada pela torcida…
Campanha por respeito à ciclofaixa ganha adesão

Campanha por respeito à ciclofaixa ganha adesão

Na manhã de sábado (11), em comemoração ao Dia do Ciclista, centenas de ciclistas se reuniram na campanha “Ciclofaixa é…
David Luiz é apresentado oficialmente pelo Flamengo

David Luiz é apresentado oficialmente pelo Flamengo

O zagueiro David Luiz foi apresentado oficialmente nesta segunda-feira (13) como novo reforço do Flamengo. O jogador de 34 anos…