Correio de Carajás

Vereadores votam nesta terça projeto que reconhece academias como serviço essencial

Professores de Educação Física vieram à Redação do CORREIO para apresentar argumentos em favor da reabertura das academias/ Foto: Ulisses Pompeu
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Os donos de academia de Marabá estão desde a semana passada solicitando e pressionando, por intermédio da Câmara Municipal, uma tentativa de conversa com o prefeito Tião Miranda, para que a prática de atividade física seja considerada essencial no município. Desta forma, os estabelecimentos poderiam permanecer abertos na cidade, mesmo com a fase vermelha anunciada e decretada pelo governador Helder Barbalho, que está valendo desde o dia 10 de março.

Na última terça-feira (9), o vereador Pedro Correa apresentou em sessão ordinária, o projeto de Lei nº 009/2021, que trata do reconhecimento dos serviços de atividade física, em academias de ginásticas e demais estabelecimentos, destinados a essa finalidade, assim como espaços públicos, como essencial.

Para a educadora física Francisca Veras, 33 anos, as ações que estão sendo tomadas têm base em estudos científicos, que comprovam os benefícios da realização de atividades físicas. “Nós trabalhamos na prevenção e manutenção da saúde. Temos exemplos de alunos que chegaram com patologias ou doenças pré-existentes e que não conseguiam realizar alguns movimentos básicos. No decorrer do tempo, através da atividade física, conseguem ter uma melhora considerável no seu cotidiano”.

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Francisca explica que a musculação, em si, traz diversos benefícios, tanto físicos quanto psicológicos, ressaltando que estudos comprovam que a atividade física é benéfica para todas as idades.

Academia de Marabá estão fechadas e milhares de pessoas sem realizar exercício

“Tenho uma aluna de 76 anos que tem diabetes e pressão alta. Ela faz hidroginástica e musculação e pegou covid-19, apenas com sintomas leves da doença. Após isso, o médico explicou que ela precisava continuar fazendo musculação. Os médicos sabem que a atividade física é muito boa para a saúde”.

Thyago Ferraz, 36 anos, é responsável por uma academia em Marabá e acredita que o estabelecimento presta um serviço a favor da saúde e não contra. “A gente obedece mais de 45 listas de ações que estão todas protocoladas pela Vigilância Sanitária. Então, trabalhamos para combater o sedentarismo, obesidade, problemas cardíacos, diabetes entre outras doenças”, justifica.

De acordo com Thyago, a academia que trabalha teve de retirar mais de 20 maquinários do salão para que pudesse ter um maior distanciamento entre as máquinas, utensílios e, consequentemente, das pessoas. “A máscara tem sido algo que a gente tem fiscalizado muito. Muita gente, inclusive, não está indo para a academia, porque não consegue treinar com ela. A Vigilância Sanitária atua fortemente na nossa cidade. Eles chegam a ir três vezes ao dia, de manhã, de tarde e de noite, pra fiscalizar se estamos trabalhando da forma correta”, explica.

Na última sexta-feira (12) representantes de academias de Marabá estiveram na Câmara Municipal para conversar com os vereadores, em especial, os que atuam na Comissão de Justiça e Legislação.

“Pedimos, além do apoio, que acelerem a aprovação, porque a gente sabe que talvez essa seja a única alternativa pra gente pode reabrir e funcionar com segurança”, clama Thyago.

A equipe do CORREIO procurou o vereador Pedro Correa, o qual reconhece que a prática de exercícios físicos é essencial para a manutenção da saúde. “ É a forma que nosso corpo tem de contribuir para o fortalecimento do sistema imunológico, reduz o risco de doenças cardíacas, os impactos causados por infecções respiratórias, além de combater o estresse, a ansiedade e tratar comorbidades que, na grande maioria dos casos, são responsáveis pelo agravamento dos infectados pela covid-19”.

Segundo ele, o projeto teve parecer favorável e deverá ser votado nesta terça-feira (16). Caso este parecer seja aprovado, será encaminhado para a Comissão de Administração. A tramitação geral na Câmara Municipal de Marabá, demanda em média, 30 dias, desde a apresentação do projeto até o encaminhamento para sanção do Poder Executivo. (Ana Mangas)

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