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As vendas do comércio varejista brasileiro caíram 0,3% em junho na comparação com o mês anterior, segundo divulgou nesta sexta-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se do segundo resultado negativo consecutivo, acumulando perda de 1,5% em dois meses.

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A taxa de maio foi revisada para queda de 1,2% em vez de 0,6%, devido à greve dos caminhoneiros que causou desabastecimento e queda no consumo.

Em relação a junho do ano passado, o comércio varejista cresceu 1,5%. Foi a 15ª taxa positiva seguida, embora menor que a de maio (2,7%).

No fechamento do segundo trimestre, o volume de vendas cresceu 1,6% – bem abaixo da alta de 4,3% registrada no primeiro trimestre do ano.

No acumulado no ano, a alta foi de 2,9%, também abaixo do último semestre do ano passado, quando o setor acumulava alta de 4,2%. Apesar da desaceleração, foi o segundo semestre de alta consecutiva, depois de o setor registrar cinco quedas semestrais seguidas.

O acumulado em 12 meses passou de 3,7% em maio para 3,6% em junho, sinalizando estabilidade.

Além dos dados de maio, o IBGE revisou os dados do comércio de todos os meses deste ano. Em abril, a alta de 0,7% foi revisada para 1,1%. Em março, ao invés de um avanço de 1%, a alta foi de 0,9%. Fevereiro, quando havia sido divulgada uma estabilidade de 0%, houve queda de 0,1%. E em janeiro o setor avançou 0,9%, ao contrário do 1% que havia sido divulgado.

De acordo com a gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Isabella Nunes, a queda no volume de vendas do varejo em junho foi mais um reflexo da greve dos caminhoneiros.

“Os impactos da greve se localizaram na atividade de hiper e supermercados que está compensando um movimento alto observado em maio”, disse.

A pesquisadora apontou que houve uma antecipação de compras em maio nos supermercados, “já que algumas famílias, preocupadas com o desabastecimento, anteciparam suas compras”.

A greve refletiu também na venda de combustíveis e lubrificantes, mas com menos intensidade que na atividade supermercadista. “A venda de combustíveis já vinha num ritmo de queda, porque é uma atividade que vem numa trajetória crescente de aumento de preços”, ponderou a pesquisadora.

Recuperação lenta

Com o desemprego ainda elevado e confiança dos empresários ainda baixa diante das incertezas em relação às eleições, a expectativa é um ritmo de recuperação mais lento da economia.

Pesquisa Focus mais recente do Banco Central, que ouve cerca de uma centena de economistas todas as semanas, aponta que as expectativas para o crescimento da economia para este ano estão em 1,50%, metade do que era esperado alguns meses antes. O próprio governo federal reduziu recentemente sua previsão de crescimento do PIB neste ano de 2,5% para 1,6%. Até maio, estava em 2,97%. (Fonte:G1)

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