Correio de Carajás

Vale anuncia operação autônoma em perfuratrizes e caminhões

Vale anuncia operação autônoma em perfuratrizes e caminhões
Fotos: Theíza Cristhine
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A tecnologia do futuro está presente nas operações da Vale e a partir deste conceito a empresa anunciou em entrevista coletiva realizada ontem, quinta-feira (24), na Carajás, em Parauapebas, a implementação da quarta revolução industrial, conhecida como a indústria 4.0, nas suas operações.

A nova tecnologia tornou realidade a operação autônoma em três perfuratrizes na mina de Carajás. Mas a grande inovação se dará na implantação de dois caminhões fora de estrada autônomos, que serão controlados por salas de comandos. Os testes iniciam a partir de novembro e a operação definitiva está prevista para 2020.   

  

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Guilherme Santos: “Nós temos capacidade de treinar 10 pessoas simultaneamente”

A Vale convidou a imprensa de Parauapebas para uma palestra, na qual apresentou os projetos em novas tecnologias e a capacitação dos funcionários, que antes operavam de forma manual e presencial e agora desempenham a mesma função com o uso de GPS, radares e inteligência artificial. A tecnologia também já foi implantada na mina de Brucutu, em Minas Gerais.

A Vale há seis anos investe em pesquisa sobre a nova tecnologia e já foram investidos R$ 69 milhões.  Outro aspecto importante é que a modernização possibilita contratar pessoas que não poderiam estar operando uma máquina, como cadeirantes e até mulheres grávidas podem atuar. A projeção da empresa é concluir os testes até junho de 2020 e até o final de 2023 estar operando com 37 máquinas, o que corresponde a 40% da frota. Serão equipamentos convencionais e autônomos. 

O gerente de transformação digital da Vale, Luciano Cajado, destaca que as tecnologias estão inseridas na vida das pessoas de uma forma muito significativa. “A tecnologia já está no mercado há mais de 10 anos e agora a gente viu a importância de adotar ela em nossas operações para aumentar ainda mais a nossa competitividade, reforçando a importância do minério brasileiro aos nossos competidores”, explica.

Luciano Cajado: “A tecnologia vem centralizando diversas formas de trabalho”

Cajado cita os pilares que norteiam a nova era industrial. “O projeto de automação está inserido dentro da transformação digital, tem sido parte da nossa vida em sociedade, em particular na indústria. A tecnologia vem centralizando diversas formas de trabalho, proporcionando mais competitividade e mais segurança. O projeto autônomo está baseado em três pilares, um está em torno das pessoas, em trazer mais segurança na forma de operar equipamentos, não estão expostas a riscos. Um pilar ambiental. a partir da redução no consumo do combustível e desgaste de materiais, a gente consegue trazer um benefício para o meio ambiente. E o último é o aspecto de competitividade, porque a gente consegue a redução no consumo de combustível, aumento da vida útil do equipamento, reduz os custos de manutenção, então a gente consegue trazer competividade a concorrência”, defende.

A Komatsu, empresa japonesa com atuação no Brasil, é a responsável por fornecer a tecnologia de automação em parceria com a Vale. O diretor executivo da Komatsu, Guilherme Santos, destaca a criação do primeiro centro de treinamento em Carajás. “Para que a tecnologia funcione de forma autônoma, de forma segura e atinja as metas de performance e superação é muito importante que exista o equilíbrio entre tecnologia e pessoas. Equilíbrio em tecnologia e conhecimento, considerando nossa experiência de implementar o caminhão autônomo em vários países, há vários anos. Nós tomamos conhecimento que o mais importante é começar com um treinamento consistente, focado para que as pessoas tenham uma familiarização muito rápida com o caminhão autônomo”.

Caminhões serão pilotados remotamente/ Foto: Divulgação Vale

Conforme ele, são mais de 200 profissionais que serão treinados. “Nós temos capacidade de treinar 10 pessoas simultaneamente, utilizando simuladores, inclusive em um ambiente de operação com os computadores que estão vinculados ao sistema”, detalha Guilherme Santos. (Theíza Cristhine)

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