Correio de Carajás

Unifesspa só tem dinheiro até outubro

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José Elisandro de Andrade, Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Institucional da Unifesspa (Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará), se reuniu com vereadores na última quarta-feira (6), na Câmara Municipal de Marabá, para fazer um apelo pela instituição. Segundo ele, nem toda a verba de custeio e capital, aprovados em Lei Orçamentária de 2017, foram liberadas. Diante deste quadro, a universidade tem dinheiro para funcionar apenas até o mês de outubro. 

“A vinda à Câmara foi com o objetivo de sensibilizar os parlamentares, com relação às dificuldades pela qual a universidade passa. O primeiro ponto é com relação à questão da migração de vagas que são necessárias para implementação de novos cursos, vagas tanto de docentes quanto de técnicos administrativos. E outro problema grave é com relação ao contingenciamento do nosso orçamento previsto na Lei Orçamentária de 2017, que foi aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo presidente da república”.

Ele explicou ao Correio de Carajás que, até o momento, só 75% do orçamento de custeio foi liberado, lembrando que esse dinheiro é usado para bancar bolsas universitárias, transporte, contratos de vigilância e limpeza, por exemplo. Quanto ao orçamento de capital, a situação é mais complicada. “Tivemos a liberação de apenas 45% de orçamento de capital, que é necessário para aquisição de livros, de equipamentos e para fazer obras”.

Leia mais:

O servidor ainda fala que devido a essa situação, fica inviável dar continuidade à implantação de cursos e que não tem como construir salas e laboratórios. Além disso, ele acrescenta que muitos alunos que frequentam a Unifesspa são de baixa renda, ou seja, dependem das bolsas permanência. E que a construção de um restaurante universitário poderia tornar menos custosa a graduação para essas pessoas. “E uma coisa que é importante frisar é que os nossos cursos que tem sido avaliados pelo MEC, tem tido notas boas. Então, em uma escala que vai de um até cinco, alguns dos nossos cursos receberam nota três e outros receberam nota quatro”, informou.

Para ele, se todo o dinheiro previsto na LOA for liberado, as graduações poderão atingir a nota máxima na avaliação do Ministério da Educação.

Parlamentares

Quem esteve na reunião junto de José Elisandro foram os vereadores Cristina Mutran, Irismar Araújo e Miguel Gomes Filho, o Miguelito.Na sexta-feira passada (1), um grupo de vereadores visitou a unidade três da Unifesspa para tratar da implantação do curso de medicina em reunião com o reitor Maurílio Monteiro. No entanto, ao descobrir a real situação da universidade ampliaram o debate.

“O que nós havíamos falado aqui na Câmara sobre o curso de medicina, nós não poderíamos nem tocar nesse assunto, porque nós temos que continuar viabilizando o que a Unifesspa está proporcionando”, declarou a vereadora Cristina Mutran. Ela disse que os parlamentares vão se juntar a deputados estaduais e federais para resolver a situação.

Segundo a vereadora Irismar Araújo, uma sessão especial para discutir a situação já está marcada para acontecer no dia 20 deste mês. “A universidade vai ter a oportunidade de socializar aqui com o poder legislativo, tanto os seus planejamentos quanto os problemas que estão enfrentando no que se refere à orçamento e execução das atividades previstas”. (Com informações de Josseli Cravalho)
Saiba Mais

A Lei Orçamentária Anual para 2017 (LOA), que estima a receita e fixa a despesa da União, foi sancionada no dia 10 de janeiro deste ano. Ficou estabelecido como orçamento para a Unifesspa R$19,9 milhões para as despesas de custeio e R$ 12,2 milhões para investimentos. E também R$ 3,4 milhões em emendas parlamentares. (Nathália Viegas)

 

José Elisandro de Andrade, Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Institucional da Unifesspa (Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará), se reuniu com vereadores na última quarta-feira (6), na Câmara Municipal de Marabá, para fazer um apelo pela instituição. Segundo ele, nem toda a verba de custeio e capital, aprovados em Lei Orçamentária de 2017, foram liberadas. Diante deste quadro, a universidade tem dinheiro para funcionar apenas até o mês de outubro. 

“A vinda à Câmara foi com o objetivo de sensibilizar os parlamentares, com relação às dificuldades pela qual a universidade passa. O primeiro ponto é com relação à questão da migração de vagas que são necessárias para implementação de novos cursos, vagas tanto de docentes quanto de técnicos administrativos. E outro problema grave é com relação ao contingenciamento do nosso orçamento previsto na Lei Orçamentária de 2017, que foi aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo presidente da república”.

Ele explicou ao Correio de Carajás que, até o momento, só 75% do orçamento de custeio foi liberado, lembrando que esse dinheiro é usado para bancar bolsas universitárias, transporte, contratos de vigilância e limpeza, por exemplo. Quanto ao orçamento de capital, a situação é mais complicada. “Tivemos a liberação de apenas 45% de orçamento de capital, que é necessário para aquisição de livros, de equipamentos e para fazer obras”.

O servidor ainda fala que devido a essa situação, fica inviável dar continuidade à implantação de cursos e que não tem como construir salas e laboratórios. Além disso, ele acrescenta que muitos alunos que frequentam a Unifesspa são de baixa renda, ou seja, dependem das bolsas permanência. E que a construção de um restaurante universitário poderia tornar menos custosa a graduação para essas pessoas. “E uma coisa que é importante frisar é que os nossos cursos que tem sido avaliados pelo MEC, tem tido notas boas. Então, em uma escala que vai de um até cinco, alguns dos nossos cursos receberam nota três e outros receberam nota quatro”, informou.

Para ele, se todo o dinheiro previsto na LOA for liberado, as graduações poderão atingir a nota máxima na avaliação do Ministério da Educação.

Parlamentares

Quem esteve na reunião junto de José Elisandro foram os vereadores Cristina Mutran, Irismar Araújo e Miguel Gomes Filho, o Miguelito.Na sexta-feira passada (1), um grupo de vereadores visitou a unidade três da Unifesspa para tratar da implantação do curso de medicina em reunião com o reitor Maurílio Monteiro. No entanto, ao descobrir a real situação da universidade ampliaram o debate.

“O que nós havíamos falado aqui na Câmara sobre o curso de medicina, nós não poderíamos nem tocar nesse assunto, porque nós temos que continuar viabilizando o que a Unifesspa está proporcionando”, declarou a vereadora Cristina Mutran. Ela disse que os parlamentares vão se juntar a deputados estaduais e federais para resolver a situação.

Segundo a vereadora Irismar Araújo, uma sessão especial para discutir a situação já está marcada para acontecer no dia 20 deste mês. “A universidade vai ter a oportunidade de socializar aqui com o poder legislativo, tanto os seus planejamentos quanto os problemas que estão enfrentando no que se refere à orçamento e execução das atividades previstas”. (Com informações de Josseli Cravalho)
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A Lei Orçamentária Anual para 2017 (LOA), que estima a receita e fixa a despesa da União, foi sancionada no dia 10 de janeiro deste ano. Ficou estabelecido como orçamento para a Unifesspa R$19,9 milhões para as despesas de custeio e R$ 12,2 milhões para investimentos. E também R$ 3,4 milhões em emendas parlamentares. (Nathália Viegas)

 

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