Correio de Carajás

Polícia pede a soltura do namorado de Dara e prisão preventiva de vigilante suspeito

A delegada Raíssa Beleboni, titular do Departamento de Homicídios da Polícia Civil, requereu ao Poder Judiciário a revogação da prisão temporária de Oséias Resplandes da Costa, de 33 anos, recolhido desde o último dia 31 em decorrência da morte da namorada dele, a adolescente Dara Vitória Alves da Silva, de 16 anos.

A responsável pela investigação solicitou, ainda, a prisão preventiva do vigilante Albert Pereira Mousinho, de 32 anos, agora apontado como o principal suspeito do assassinato. O agente de segurança rendeu cinco funcionários da agência do Bairro Amapá na última sexta-feira (8), crime pelo qual já está preso.

De acordo com a delegada, após a prisão de Oséias a Polícia Civil recebeu uma informação via disque denúncia apontando Alberto como suspeito do homicídio e o próprio afirmou em depoimento, ao ser preso por tentar roubar dinheiro do banco, que se considera suspeito da morte da adolescente.

Leia mais:

“Nós ainda não temos como afirmar se, de fato, Albert é o autor do crime. As diligências seguem para que a gente consiga demonstrar por meio de outras formas de investigação, inclusive com apoio da população, essa situação”, informou a delegada em entrevista concedida na manhã de hoje, segunda-feira (11).

Em relação à prisão temporária de Oséias, a delegada afirmou que não é mais imprescindível para as investigações que ele continue recolhido, mas ele segue sendo investigado até que a Polícia Civil apure não haver possibilidade do envolvimento dele e se Albert, como há a suspeita, agiu sozinho ou com auxílio de alguém. Ela acrescenta que após a revogação da prisão o namorado de Dara será novamente ouvido pelo Departamento de Homicídios para esclarecer alguns pontos.

“Ela possui, por exemplo, uma certidão de nascimento em que aparece como pai dela e que foi entregue para a matrícula dos dois na escola. Ou seja, lá eles eram vistos como pai e filha e não como namorados. A divulgação do relacionamento amoroso deles durante as investigações trouxe muito espanto porque para a maioria das pessoas eles eram pai e filha, mas não são. Queremos que ele esclareça alguns pontos e nos ajude a entender o que ocorreu após o momento em que a Dara saiu da festa, sendo ele até então a última pessoa que sabíamos que ela tinha visto”.

Albert foi ouvido ainda na sexta-feira pelo delegado Toni Vargas, em decorrência da prisão em flagrante pela ação no Banco do Brasil. Em seguida, foi ouvido também pelo Departamento de Homicídios e deverá prestar novo depoimento caso a prisão preventiva seja decretada. “Houve declarações nas redes sociais de que a polícia está atirando para todo lado, mas na verdade a investigação segue um curso e as informações são apuradas à medida que chegam ao nosso conhecimento”, observa.

O trabalho da Polícia Civil agora, destaca, é demonstrar o real envolvimento de cada suspeito. “Reafirmo que o comportamento do Oséias, o tipo de relacionamento que eles possuíam e o fato de ele ter saído junto com a menor e ter voltado sem ela continua levantando suspeitas quanto ao envolvimento dele. Os próximos passos da investigação agora são para que a gente defina se houve envolvimento dos dois homens, de apenas um deles ou se há mais pessoas envolvidas, tanto na execução do crime quanto na ocultação do corpo”.

A delegada finaliza solicitando que a população continue colaborando com informações. “Se alguém não tivesse colaborado, ele (Albert) não estaria sendo investigado já que, ao que tudo indica, ele não tem relação de amizade, parentesco ou relacionamento amoroso com a vítima. A gente agradece e reforça a necessidade do apoio da população para todos os casos de homicídio”. As informações podem ser repassadas ao Disque Denúncia Sudeste do Pará, por meio dos números (94) 3312-3350; (94) 3346-2250 e (94) 98198-3350 (Whatsapp).

RELEMBRE

O corpo de Dara foi encontrado na tarde do dia 28 de agosto, uma segunda-feira, no Bairro Amapá, núcleo Cidade Nova, numa área desabitada perto do Rio Itacaiúnas. A adolescente estava sem roupa e apresentava início de decomposição cadavérica. Somente 24 horas depois o pai da vítima, Dalmo Lorentino Campos, identificou o corpo. Ela havia sido vista com vida pela última vez na madrugada do dia 27, um sábado, quando saíra de casa em companhia do namorado Oséias Resplandes.

Ele foi preso três dias depois, uma vez que o depoimento prestado foi considerado contraditório ao ser comparado com o de outras testemunhas. O CORREIO chegou a ouvir o namorado da vítima e ele afirmou que a viu com vida foi ainda na noite de sábado, quando se despediram e ele foi para a casa da mãe dela.

Na quarta-feira da semana passada, dia 6, Albert foi ouvido pela Polícia Civil após duas denúncias apontando o nome dele. Na ocasião, negou o crime e forneceu material genético para o confronto com os vestígios encontrados no corpo da vítima. Na quinta-feira (7) ele planejou como iria executar a rendição dos funcionários do banco.

Na manhã da última sexta-feira, o vigilante Albert Pereira Mousinho, de 32 anos, rendeu bancários e outros colaboradores da agência do Banco do Brasil do Bairro Amapá e tentou sair com R$ 30 mil. Acredita-se que o objetivo de Albert era conseguir dinheiro para fugir da cidade após ter sido intimado pelo Departamento de Homicídios. Ele foi autuado em flagrante por extorsão mediante privação de liberdade e o Poder Judiciário converteu a prisão em preventiva.

Ainda de manhã começou a circular a informação de suspeita de envolvimento dele na morte da adolescente. No final da tarde, a delegada Raissa Beleboni concedeu entrevista coletiva confirmando que o vigilante, a partir daquele momento, passava a ser investigado pelo crime de homicídio junto do namorado da vítima. (Luciana Marschall e Chagas Filho)

 

 

 

A delegada Raíssa Beleboni, titular do Departamento de Homicídios da Polícia Civil, requereu ao Poder Judiciário a revogação da prisão temporária de Oséias Resplandes da Costa, de 33 anos, recolhido desde o último dia 31 em decorrência da morte da namorada dele, a adolescente Dara Vitória Alves da Silva, de 16 anos.

A responsável pela investigação solicitou, ainda, a prisão preventiva do vigilante Albert Pereira Mousinho, de 32 anos, agora apontado como o principal suspeito do assassinato. O agente de segurança rendeu cinco funcionários da agência do Bairro Amapá na última sexta-feira (8), crime pelo qual já está preso.

De acordo com a delegada, após a prisão de Oséias a Polícia Civil recebeu uma informação via disque denúncia apontando Alberto como suspeito do homicídio e o próprio afirmou em depoimento, ao ser preso por tentar roubar dinheiro do banco, que se considera suspeito da morte da adolescente.

“Nós ainda não temos como afirmar se, de fato, Albert é o autor do crime. As diligências seguem para que a gente consiga demonstrar por meio de outras formas de investigação, inclusive com apoio da população, essa situação”, informou a delegada em entrevista concedida na manhã de hoje, segunda-feira (11).

Em relação à prisão temporária de Oséias, a delegada afirmou que não é mais imprescindível para as investigações que ele continue recolhido, mas ele segue sendo investigado até que a Polícia Civil apure não haver possibilidade do envolvimento dele e se Albert, como há a suspeita, agiu sozinho ou com auxílio de alguém. Ela acrescenta que após a revogação da prisão o namorado de Dara será novamente ouvido pelo Departamento de Homicídios para esclarecer alguns pontos.

“Ela possui, por exemplo, uma certidão de nascimento em que aparece como pai dela e que foi entregue para a matrícula dos dois na escola. Ou seja, lá eles eram vistos como pai e filha e não como namorados. A divulgação do relacionamento amoroso deles durante as investigações trouxe muito espanto porque para a maioria das pessoas eles eram pai e filha, mas não são. Queremos que ele esclareça alguns pontos e nos ajude a entender o que ocorreu após o momento em que a Dara saiu da festa, sendo ele até então a última pessoa que sabíamos que ela tinha visto”.

Albert foi ouvido ainda na sexta-feira pelo delegado Toni Vargas, em decorrência da prisão em flagrante pela ação no Banco do Brasil. Em seguida, foi ouvido também pelo Departamento de Homicídios e deverá prestar novo depoimento caso a prisão preventiva seja decretada. “Houve declarações nas redes sociais de que a polícia está atirando para todo lado, mas na verdade a investigação segue um curso e as informações são apuradas à medida que chegam ao nosso conhecimento”, observa.

O trabalho da Polícia Civil agora, destaca, é demonstrar o real envolvimento de cada suspeito. “Reafirmo que o comportamento do Oséias, o tipo de relacionamento que eles possuíam e o fato de ele ter saído junto com a menor e ter voltado sem ela continua levantando suspeitas quanto ao envolvimento dele. Os próximos passos da investigação agora são para que a gente defina se houve envolvimento dos dois homens, de apenas um deles ou se há mais pessoas envolvidas, tanto na execução do crime quanto na ocultação do corpo”.

A delegada finaliza solicitando que a população continue colaborando com informações. “Se alguém não tivesse colaborado, ele (Albert) não estaria sendo investigado já que, ao que tudo indica, ele não tem relação de amizade, parentesco ou relacionamento amoroso com a vítima. A gente agradece e reforça a necessidade do apoio da população para todos os casos de homicídio”. As informações podem ser repassadas ao Disque Denúncia Sudeste do Pará, por meio dos números (94) 3312-3350; (94) 3346-2250 e (94) 98198-3350 (Whatsapp).

RELEMBRE

O corpo de Dara foi encontrado na tarde do dia 28 de agosto, uma segunda-feira, no Bairro Amapá, núcleo Cidade Nova, numa área desabitada perto do Rio Itacaiúnas. A adolescente estava sem roupa e apresentava início de decomposição cadavérica. Somente 24 horas depois o pai da vítima, Dalmo Lorentino Campos, identificou o corpo. Ela havia sido vista com vida pela última vez na madrugada do dia 27, um sábado, quando saíra de casa em companhia do namorado Oséias Resplandes.

Ele foi preso três dias depois, uma vez que o depoimento prestado foi considerado contraditório ao ser comparado com o de outras testemunhas. O CORREIO chegou a ouvir o namorado da vítima e ele afirmou que a viu com vida foi ainda na noite de sábado, quando se despediram e ele foi para a casa da mãe dela.

Na quarta-feira da semana passada, dia 6, Albert foi ouvido pela Polícia Civil após duas denúncias apontando o nome dele. Na ocasião, negou o crime e forneceu material genético para o confronto com os vestígios encontrados no corpo da vítima. Na quinta-feira (7) ele planejou como iria executar a rendição dos funcionários do banco.

Na manhã da última sexta-feira, o vigilante Albert Pereira Mousinho, de 32 anos, rendeu bancários e outros colaboradores da agência do Banco do Brasil do Bairro Amapá e tentou sair com R$ 30 mil. Acredita-se que o objetivo de Albert era conseguir dinheiro para fugir da cidade após ter sido intimado pelo Departamento de Homicídios. Ele foi autuado em flagrante por extorsão mediante privação de liberdade e o Poder Judiciário converteu a prisão em preventiva.

Ainda de manhã começou a circular a informação de suspeita de envolvimento dele na morte da adolescente. No final da tarde, a delegada Raissa Beleboni concedeu entrevista coletiva confirmando que o vigilante, a partir daquele momento, passava a ser investigado pelo crime de homicídio junto do namorado da vítima. (Luciana Marschall e Chagas Filho)

 

 

 

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.