- Mais de 100 mototaxistas estão na delegacia nesta tarde de segunda-feira pela polêmica com a Associação de Motoristas por aplicativos/Foto: Josseli Carvalho
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A tarde desta segunda-feira, 29, foi agitada entre mototaxistas de Marabá e a coordenação do aplicativo de transporte de Passageiros, Urbano Mab. Dezenas de motoqueiros foram parar na porta da Urbano Mab, na Folha 16, Nova Marabá, com a finalidade de evitar que motoqueiros chegassem ao local para participar de um possível cadastramento para trabalhar com transporte de passageiros em Marabá.

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Com a queixa de invasão da sede da empresa e até mesmo de depredação da fachada da entidade, os dois grupos foram parar na delegacia, para que as autoridades policiais ouvissem os dois lados da história.

Fred Pereira, presidente da Associação dos Mototaxistas Unidos de Marabá, disse à Reportagem do CORREIO DE CARAJÁS que a finalidade é resolver problema que iniciou na última sexta-feira, 26, quando começou a ser divulgado por redes sociais um convite para participação de uma reunião na Folha 16, na sede da Urbano MAB, próximo à Praça da Igreja Católica, para realização de um cadastramento para um novo serviço de transporte por motocicleta, o que só poderia ser feito, na visão dele, por meio de concessão da Prefeitura de Marabá ou por órgão superior. “Estamos na delegacia para que essa situação seja esclarecida prontamente”, disse ele por volta de 16 horas.

Fred Lembrou que, atualmente, há 700 mototaxistas legalizados em Marabá, os quais seguem legislação federal do Contran (Conselho Nacional de Transporte) e a lei municipal. “O transporte de passageiros não é aberto ao público. Não se pode ir cadastrando pessoas para esse serviço”, adverte Fred Pereira.

NÃO É BEM ASSIM…

Também ouvido pela reportagem do CORREIO, Jader Santos, presidente da Associação de Motoristas por Aplicativo do Pará e representante da Urbano Mab, disse que tudo não passou de um grande mal-entendido. “Nós tínhamos uma reunião com um grupo de motociclistas que iriam prestar um serviço de delivery para algumas empresas de Marabá, entregando encomendas e comida. Não sei de que maneira a categoria entendeu que seria um trabalho clandestino contra eles, mas na verdade não tem nada a ver”, assegura Jader Santos.

Ainda segundo ele, foi espalhado um áudio com informações distorcidas, de alguém que diz ser sócio dele, mas que não é tem relação comercial com o presidente da Associação de Motoristas por Aplicativo do Pará. “Alguém de má fé espalhou esse áudio e distorceu tudo”, reafirma Jader, acrescentando que a reunião sequer aconteceu devido ao protesto dos mototaxistas.

Jader deixa claro que depois do protesto na sede da empresa, o caso teve de ser levado ao conhecimento da Polícia Civil, que vai apurar a questão, até porque invadiram a sede da empresa de aplicativo e rasgaram placas que ficavam na fachada do prédio. “Vamos ver o desenrolar dessa história aí, mas por enquanto é uma tremenda de uma confusão que está acontecendo por pura falta de diálogo. Se tivessem me ligado e perguntado, me chamado para conversar, eu explicaria numa boa”, assegura Santos, ao deixar claro que não tem o menor interesse de tirar emprego de ninguém e muito menos de prejudicar uma categoria.

Apesar de garantir que o serviço é de delivery, em nota oficial divulgada na noite desta segunda, a empresa esclareceu  que não oferece serviços de mototáxi, mas sim afirma se tratar de plataforma de tecnologia que conecta motoristas e passageiros, no caso motoristas profissionais que cobram pelo trecho rodado, não se enquadrando nas mesmas regras de mototáxis.

O posicionamento lembra, ainda, que quando outras empresas de aplicativos de nível nacional começaram a atuar no Brasil, houve os mesmos protestos. Em seguida, volta a defender que trata-se de serviço de entrega de encomendas e delivery. “Após reunião com a categoria de mototaxistas, foram atendidas as exigências e sugestões da categoria e a URB-Urbano Mab está aberta sempre ao diálogo, repudiando atos de violência”.

Até a publicação desta Reportagem, o delegado de plantão na Seccional de Polícia da Nova Marabá, Erivaldo Campelo da Silva, ainda não havia ouvido as partes. (Chagas Filho e Ulisses Pompeu, com informações de Josseli Carvalho e Evangelista Rocha)

A reportagem foi atualizada às 19h57 para que a nota oficial fosse adicionada.

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