Correio de Carajás

Título na mão, santinho no chão: marabaense começa a votar

Eleitor marabaense vai às escolas para votar com álcool na mão e título na outra/ Fotos: Evangelista Rocha e Josseli Carvalho
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Às 7 horas da manhã deste domingo, 15 de novembro, o marabaense começou a votar. Até as 17 horas de hoje serão 179.714 eleitores aptos a irem às 621 urnas espalhadas pelas áreas urbana e rural, em duas zonas eleitorais. Três equipes do Portal Correio de Carajás estão nas ruas acompanhando a movimentação de eleitores.

A impressão inicial das três equipes é que a velha e reprovável estratégia de derramamento de santinhos às proximidades de escolas onde ocorrem a votação continua sendo praticada. Mesmo essa prática sendo proibida pela legislação eleitoral, ainda há candidatos que a utilizam, cometendo crime eleitoral e ambiental.

Derrame de santinhos às proximidades de escolas é ato antigo e reprovável

As equipes do Portal Correio também encontraram muitos idosos e outras pessoas pertencentes ao grupo de risco de contrair coronavírus já apostos para votar cedinho. Em algumas escolas, filas de até seis, sete pessoas, todas usando máscara. Quem acaba esquecendo o álcool gel, há disponível em cada sala.

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Nelson Ferreira, de 80 anos, também foi encontrado na Escola João Anastácio de Queiroz, disse que é filho de Marabá e que não deixa de votar para prefeito e vereador nunca. Entrou na cabina de votação, mas na hora H, havia esquecido o número de seus candidatos a prefeito e vereador. “Eu vou caçar os números e mais tarde volto”, disse, sorrindo.

Nelson Ferreira, de 80 anos, foi votar cedo, esqueceu número dos candidatos e voltou para buscar cola

Cecílio Luiz de França chegou às 7 horas em ponto no Núcleo de Educação Infantil Arco Íris, na Marabá Pioneira. Ele disse que sempre gostou de votar na primeira hora e espera que seu voto ajude a melhorar ainda mais a cidade.

Marineide Vitor dos Santos, que é fiscal eleitoral, decidiu votar logo cedo antes de começar a trabalhar. Disse que vota há mais de 20 anos e que não considera ser esta uma obrigação, mas satisfação de exercer a cidadania. “Escolher candidatos a prefeito e vereador, para mim, é uma satisfação imensa. Espero que os vereadores eleitos, sejam quais forem eles, de fato fiscalizem a Prefeitura”, assinalou.

Fila logo no início da manhã em algumas escolas antes de os portões abrirem

Isabel Pereira Moraes, de 72 anos de idade, foi votar na primeira hora na Escola João Anastácio de Queiroz, na Nova Marabá, mesmo andando com ajuda de uma bengala. Ela disse que se acha obrigada a votar porque é aposentada. “A gente ganha do governo o salário e depois pode dar algum problema, meu filho, porque não votou. Então, eu sempre venho, mesmo com dores no joelho”, contou.

Com ajuda de bengala, Isabel Moraes, de 72 anos, foi votar com medo de perder a aposentadoria

Michel Guimarães, chefe de urna na escola José Cursino de Azevedo, na Folha 10, Nova Marabá, lembrou que, com a diminuição do número de urnas este ano, muitas sessões e urnas foram agregadas. Ele disse que, em função disso, já atendeu em pouco mais de 40 minutos de abertura da votação, entre 20 a 30 pessoas que estavam “perdidas” sem saber onde era exatamente sua sessão eleitoral.

Michel Guimarães: “Muitos eleitores estão confusos sobre local de votação”

Segundo o TRE-PA (Tribunal Regional Eleitoral do Pará), hoje, dia da eleição, é permitido dirigir o carro exibindo adesivos e bandeiras favoráveis a determinado candidato, partido político ou coligação, desde que se configure “manifestação individual e silenciosa da preferência do eleitor”. Porém, está proibida, até o encerramento da votação, “a aglomeração de pessoas portando vestuário padronizado, bandeiras, broches, dísticos e adesivos, de modo a caracterizar manifestação coletiva, com ou sem utilização de veículos”. Portanto, enquanto as urnas estiverem abertas, participar de carreata configura boca de urna – crime com penas de detenção e multa. (Ulisses Pompeu, Josseli Carvalho, Zeus Bandeira e Evangelista Rocha)

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