Correio de Carajás

TERAPEUTICA HIPERBÁRICA

Coluna Dr. Nagilson

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Nagilson Amoury

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      A oxigenoterapia hiperbárica é utilizado em vários países como: Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Itália, França, Rússia, Japão, China, Coréia do Sul, Austrália, Cuba, México, Argentina, Brasil.

      A Medicina Hiperbárica situa-se na história há mais de meio século como uma terapia eficiente e diferenciada, com sucesso e embasamento científicos comprovados em muitas doenças. No Brasil, encontra-se regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina desde 1995 através da Resolução no 1.457. Esta regulamentação define quais são as doenças tratadas por este método e norteia sua prática e cobertura do tratamento pelos planos e seguros de saúde.

      É uma modalidade terapêutica, no interior de uma câmara hiperbárica hermeticamente fechada, onde o paciente respira oxigênio puro (100%), submetido a uma pressão duas a três vezes a pressão atmosférica ao nível do mar. O tratamento hiperbárico não trata usualmente a doença básica de que o paciente é portador, e sim suas complicações. Caso não se tome os cuidados necessários com relação ao controle da doença de base, os sinais e sintomas que deram origem à indicação da terapia hiperbárica podem reaparecer.

Leia mais:

      A Câmara Hiperbárica consiste em um equipamento médico fechado, resistente à pressão, geralmente de formato cilíndrico, de aço ou acrílico e que pode ser pressurizado com ar comprimido ou oxigênio puro. Podem ser câmaras do tipo multipacientes quando de grande porte, acomodando vários pacientes simultaneamente, ou de tamanho menor, chamadas câmaras monopacientes, comportando somente um indivíduo.

      O oxigênio é administrado através de máscaras e capacetes de plástico apropriados para esta finalidade. Existe ainda a possibilidade, em se tratando de câmaras monopacientes, de o paciente respirar o oxigênio diretamente da atmosfera da câmara, quando esta é pressurizada com este gás.

      Segundo Iriano Alves, a oxigenoterapia hiperbárica funciona provocando um espetacular aumento da quantidade de oxigênio transportada pelo sangue, na ordem de 20 vezes o volume que circula em indivíduos que estão respirando ar ao nível do mar. Nestas condições, o oxigênio produzirá uma série de efeitos de interesse terapêutico, tais como: combate a infecções bacterianas e fúngicas.

      Também compensa a deficiência de oxigênio decorrente de entupimentos de vasos sanguíneos ou destruição dos mesmos, como acontece em casos de esmagamentos e amputações de braços e pernas; normaliza a cicatrização de feridas crônicas e agudas; neutraliza substâncias tóxicas e toxinas; potencializa a ação de alguns antibióticos, tornando-os mais eficientes no combate às infecções e ativa células relacionadas com a cicatrização de feridas complexas.

       São indicações para oxigenoterapia hiperbárica: feridas de difícil cicatrização, como por exemplo, nas nádegas de pessoas acamadas por um longo período e nos pés de diabéticos; infecções graves com destruição muscular, de pele, ou gordura subcutânea; lesões de bexiga, intestinos, ossos e cérebro, causadas tardiamente por radioterapia; esmagamentos e amputações traumáticas; infecção crônica dos ossos.

      Também indicada para procedimentos de cirurgia plástica reparadora, quando se recobre uma ferida com pele ou músculos retirados de outra parte do corpo do próprio paciente, com risco de insucesso; presença de bolhas de ar na corrente sanguínea (“embolia gasosa arterial”), complicação passível de ocorrer após a realização de alguns procedimentos médicos; queimaduras extensas; coleção de pus ou ar no cérebro, causados, respectivamente, por processo infeccioso e trauma.

      A oxigenoterapia hiperbárica não pode substituir o tratamento convencional da doença de base. Com exceção dos acidentes de mergulho, a terapia hiperbárica é um método de tratamento complementar, que não substitui o tratamento convencional, mas sim o potencializa, tornando-o mais eficiente. Deste modo, medidas tais como antibioticoterapia, cuidados com a ferida e cirurgias, devem sempre ser associadas.

* O autor é especialista em cirurgia geral e saúde digestiva.

         

     

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