📅 Publicado em 22/06/2026 16h54✏️ Atualizado em 23/06/2026 09h25
A Reportagem do CORREIO, com informações levantadas junto a uma fonte segura em Canaã dos Carajás, apurou que três pessoas estariam ligadas a um possível desvio de minério concentrado de cobre no Projeto Sossego, em Canaã dos Carajás. O episódio teria ocorrido em Parauapebas, resultando no desaparecimento de 37,5 toneladas do material, com prejuízo estimado em cerca de R$ 630 mil.
Segundo o relato reunido pela Reportagem do Correio de Carajás junto a uma fonte segura em Canaã, a suspeita é de que o desvio de minério de cobre no Projeto Sossego tenha sido articulado de forma interna e envolvido pelo menos três pessoas ligadas à operação.
Os nomes que aparecem no episódio de possível crime patrimonial são Kleyton Mendes de Sousa, apontado no relato como motorista do caminhão da empresa JSL, de placa RXI 1L43; Jardelisson Assunção Matos, citado como operador que teria participado da liberação da carga; e Mariano Ferreira Alves, auxiliar que teria forjado o processo de descarregamento. Todos eles trabalham para a empresa JSL Logística, terceirizada pela Vale para realizar o transporte do minério desde a mina do Sossego até Terminal de Cobre em Parauapebas, para seguir de trem até o Porto de Itaqui, no Maranhão.
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Quando chegou a Parauapebas, o motorista desviou sua rota próximo à rotatória da Rodovia Faruk Salmen, acessando por uma estrada sem pavimentação até um terreno murado, onde uma pessoa o esperava para descarregar o concentrado de cobre.
O Projeto Sossego é uma das áreas mais estratégicas da Vale na produção de cobre no país, só perdendo para o Salobo, também da Vale, este em território de Marabá.
As informações apuradas pela reportagem indicam ainda que houve registro formal do caso na delegacia do município de Parauapebas pelo departamento de segurança da Vale, o que abriu caminho para as providências de investigação. Até o momento, o episódio segue cercado de apuração e cautela, mas já movimenta os bastidores da mineração regional por envolver volume relevante de minério, suspeita de desvio interno e nomes ligados à operação.
O fato teria ocorrido por volta de 3 horas da madrugada do dia 30 de maio último, mas só agora a Reportagem teve acesso às informações.
A Reportagem do CORREIO entrou em contato com a JSL para apurar se os três colaboradores citados na investigação permanecem vinculados à empresa, se foram afastados de suas funções ou desligados. A equipe também questionou quais medidas estão sendo adotadas pela empresa diante do caso e quem será responsável pelo eventual ressarcimento do prejuízo apurado pela Vale.
Nesta segunda-feira (22), a equipe do Correio de Carajás esteve na unidade da empresa em Parauapebas em busca de esclarecimentos. No entanto, o gestor responsável pela operação não se encontrava no local. Posteriormente, ele foi procurado por meio do WhatsApp e informou que a assessoria de comunicação da JSL entraria em contato com a reportagem. Até a publicação desta matéria, porém, não houve retorno oficial da empresa.
Também tentamos contato com a Polícia Civil para saber se já foi descoberto quem seria o comprador do minério de cobre e qual o destino do mesmo, mas até agora não houve resposta da PC.
