Correio de Carajás

Roda de Saberes traz debate sobre ancestralidade e Bem Viver a Marabá

Com live virtual e oficina presencial, evento em Marabá articula ancestralidade, educação e práticas comunitárias para valorizar a cultura amazônica e o Bem Viver.

Homem calvo com camisa estampada azul e preta falando em um pódio com laptop e microfone.
Entre os facilitadores está Dan Baron, ecoeducador galês-brasileiro com atuação na Amazônia desde 1999
✏️ Atualizado em 20/04/2026 17h04

Marabá recebe, nesta segunda e terça-feira, dias 20 e 21 de abril, a formação “Roda de Saberes Matrizes Amazônicas”, iniciativa que propõe transformar histórias e sonhos individuais em projetos coletivos voltados ao Bem Viver sustentável. A programação reúne agentes culturais, mestres da cultura popular e participantes da região em atividades que articulam ancestralidade, educação e práticas comunitárias.

A formação é promovida pelo Pontão Matrizes Amazônicas, inspirado na metodologia “Rios de Encontro: Diálogos solidários a futuros sustentáveis”, e conta com a implementação do Instituto Transformance. A proposta é criar um processo formativo que valorize as matrizes culturais amazônicas e fortaleça a construção coletiva de iniciativas sustentáveis.

Abrindo a programação, nesta segunda-feira (20), ocorre a live “Tecnologias Dialógicas Participativas e Ancestralidade”, das 19h às 21h, em formato virtual. O encontro propõe refletir sobre a ancestralidade amazônica como base para uma cidadania mais conectada e transformadora, abordando também o pertencimento e a formação cultural da Amazônia como elemento estruturante da cultura brasileira.

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Participam da abertura nomes como Dan Baron, Deíze Botelho Wertemberg Nunes, Mestre Zé do Boi, integrantes do Boi Flor do Campo, além de agentes Cultura Viva, equipe do Pontão e membros da Rede Matrizes Culturais Amazônicas. A atividade será posteriormente disponibilizada no YouTube e no site mamazonia.com, com acesso livre e gratuito.

Já na terça-feira (21), a programação segue em formato presencial, no espaço cultural Boi Flor do Campo, com a oficina “Viveiro Bem Viver: cultivando e cuidando de futuros sustentáveis”. As atividades ocorrem das 9h às 12h e das 15h às 18h, com momentos de acolhimento, dança, rodas de reflexão e criação coletiva.

A oficina trabalha a chamada tecnologia ecossocial “Rios de Encontro”, que busca promover ambientes dialógicos e participativos, integrando diferentes saberes e vozes em uma rede de democracia participativa. A proposta inclui a tradução de direitos em práticas de cuidado e a valorização de histórias de resistência como base para a construção de futuros sustentáveis.

Entre os facilitadores estão Dan Baron, ecoeducador galês-brasileiro com atuação na Amazônia desde 1999; Wertemberg Nunes, teatrólogo, músico e coordenador de formação do Pontão Matrizes Amazônicas; e Deize Botelho, coordenadora geral do programa e gestora cultural. Também participam Mestre Zé do Boi e integrantes do Boi Flor do Campo.

O programa tem como objetivos criar espaços de escuta intercultural, fortalecer laços comunitários, estimular a criação coletiva e valorizar as matrizes culturais amazônicas. O processo formativo será registrado e disponibilizado na plataforma mamazonia.com, ampliando o acesso ao conteúdo.

A programação do dia 21 inclui acolhimento às 9h, atividades de integração como a Dança da Terra e rodas de reflexão, intervalo para almoço e retomada das dinâmicas à tarde, com foco na construção de laços interculturais e instalações de diversidade. O encerramento está previsto para as 18h, com agradecimentos e entrega de certificados.

Os participantes são orientados a chegar com antecedência, utilizar roupas confortáveis, levar um objeto que simbolize esperança e assistir previamente a um vídeo indicado pela organização como parte da preparação para a vivência.