📅 Publicado em 05/06/2026 16h28✏️ Atualizado em 05/06/2026 16h37
Mais de 800 tentativas de crimes ambientais foram interceptadas nos últimos cinco anos no conjunto de unidades de conservação de Carajás, no sudeste do Pará. A área, que abrange cerca de 800 mil hectares de floresta amazônica contínua, é monitorada por meio de uma cooperação entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a mineradora Vale.
O trabalho de proteção conta com equipes especializadas que realizam patrulhas terrestres, aéreas e fluviais. O objetivo principal das operações é o combate a infrações ambientais e a prevenção de incêndios florestais em uma região que, segundo dados oficiais, tem se mantido fora das principais estatísticas de desmatamento do estado.
Entre as ocorrências mais frequentes registradas pelas equipes de fiscalização estão a pesca ilegal com o uso de tarrafas (451 casos) e o garimpo clandestino (231 registros). A caça ilegal (169 episódios) e a extração irregular de madeira também figuram entre as atividades ilícitas combatidas na região.
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A área protegida se estende pelos municípios de Parauapebas, Canaã dos Carajás, Água Azul do Norte, São Félix do Xingu e Marabá. A Floresta Nacional de Carajás, a maior das seis unidades que compõem o mosaico, abriga aproximadamente 11 mil nascentes e mais de 3 mil espécies de fauna e flora.
Estudos científicos apontam que a vegetação e o solo dessas unidades de conservação estocam cerca de 600 milhões de toneladas de dióxido de carbono. A preservação desse bloco contínuo de floresta contrasta com as áreas do entorno, que sofrem pressões decorrentes do avanço da ocupação humana e da expansão de pastagens.
De acordo com o chefe do ICMBio Carajás, André Macedo, o apoio logístico e estrutural da iniciativa privada amplia a capacidade operacional do órgão em uma região extensa e de difícil acesso. “Essa cooperação fortalece atividades de monitoramento, fiscalização e prevenção de incêndios florestais, permitindo respostas mais rápidas às ameaças”, afirma. Ele ressalta ainda a importância da participação da comunidade local na denúncia de atividades ilegais e na prevenção de queimadas.
A mineradora Vale, que atua na região desde a implantação do projeto Grande Carajás e ocupa cerca de 3% do território protegido, é a responsável pelo suporte financeiro e estrutural às operações de vigilância. A empresa contrata equipes terceirizadas, como a da inspetora florestal Silvana Dias Sodré, que atua na linha de frente das fiscalizações.
Além do monitoramento ostensivo, o trabalho inclui ações de educação ambiental direcionadas às comunidades que vivem no interior e nos arredores das unidades de conservação, visando orientar os moradores sobre a importância da preservação e do uso sustentável dos recursos naturais. (Com Ascom Vale)
